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ESAD IDEA: Uma cidade criativa, em Matosinhos

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A nova ESAD IDEA, em Matosinhos, é um centro de investigação em arte e design, com uma galeria para exposições, uma loja e, em breve, também uma cafetaria e residências artísticas

Era antiga a ambição de abrir mais um núcleo de design na cidade que, em 2017, se quer candidatar à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Era antiga a ambição de abrir mais um núcleo de design na cidade que, em 2017, se quer candidatar à Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Lucília Monteiro

Nestes dois edifícios da Rua Brito Capelo, em Matosinhos, já funcionaram a Caixa Geral de Depósitos e a Caixa de Crédito e Previdência. Agora, é de design que aqui se fala. A ESAD IDEA – centro de investigação em arte e design, projeto da autarquia e da Escola Superior de Arte e Design (ESAD), abriu há poucos dias, fruto de um projeto de recuperação da arquiteta Maria Milano que manteve a pedra mármore, as caixilharias e os portões de ferro das duas instituições dos anos 30, obras do engenheiro Manuel Fernandes de Sá. Era antiga a ambição de abrir mais um núcleo de design na cidade que, em 2017, se quer candidatar à Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

“Não se trata apenas de um espaço de investigação. Queremos ter uma programação regular e dinâmica, aberta a todos os públicos”, salienta José Bártolo, diretor da ESAD e um dos curadores de Playtime: Design Industrial para a Vida Moderna, a exposição que abriu a galeria, com cerca de 200 objetos projetados entre o pós-guerra e o final do século XX, a grande maioria pertencentes à coleção privada de Pedro Lima. “Interessava-nos que fosse uma exposição com alguns objetos icónicos”, com “algum tipo de enquadramento sobre a história do design”, aponta o curador. A mostra, que ocupa todo o rés do chão (onde há de abrir, em breve, uma cafetaria e onde já funciona uma loja de design com as publicações da ESAD), é um regresso ao passado e uma viagem aos primeiros aparelhos característicos do ressurgimento social económico do pós-guerra. Como o secador de cabelo de Dieter Rams (1970), a máquina de calcular da Olivetti (1956), o telefone Ericofon da Ericsson (1954), o gira-discos portátil desenhado por Dieter Rams (1959), a máquina de escrever criada por Eliot Noyes (1961), ou a televisão de Ryuzo Sujita inspirada nos capacetes dos astronautas (1969).

O polo de investigação pretende, ainda, ter residências artísticas com designers que ali podem pernoitar no terceiro piso.

Playtime: Design Industrial para a Vida Moderna > ESAD IDEA > R. Brito Capelo, 243, Matosinhos > T. 22 957 8755 > até 27 jan, ter-sex 10h-18h > grátis