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14 razões para, mesmo depois do incêndio, voltar ao Funchal

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Entre restaurantes, hotéis, wine bars, passeios de jipe, um teleférico e o tradicional prato de milho cozido que se está a recuperar, aqui se reúnem 14 razões para regressar à cidade e às redondezas. Porque a Madeira ainda é um jardim e, mesmo depois do incêndio, a vida continua

Mais quartos, uma villa mesmo ao pé da piscina, um restaurante, uma sala de piano e uma biblioteca são as novidades da Quinta da Casa Branca, bem perto do Funchal, onde um botânico está a estudar todas as espécies de plantas e árvores centenárias de grande porte existentes nos jardins da quinta

Mais quartos, uma villa mesmo ao pé da piscina, um restaurante, uma sala de piano e uma biblioteca são as novidades da Quinta da Casa Branca, bem perto do Funchal, onde um botânico está a estudar todas as espécies de plantas e árvores centenárias de grande porte existentes nos jardins da quinta

Henrique Seruca

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1. Quinta da Casa Branca

A cerca de 12 km da Baixa do Funchal, este boutique hotel é um pequeno segredo numa enorme propriedade, com 27 mil metros quadrados, que pertence aos Leacock, família de origem inglesa, a segunda a iniciar na ilha a produção de vinho Madeira, o que fizeram entre 1760 e 1925. As mais recentes novidades da Quinta da Casa Branca, aberto, em 1998, com 30 quartos, passam pela recuperação da mansão da família, a Manor House. Desde novembro do ano passado passou a ter mais cinco suítes de luxo, uma villa mesmo ao pé da piscina, um restaurante, uma sala de piano e uma biblioteca. A piscina, por exemplo, fica no meio de uma plantação de bananeiras, uma zona recatada, ideal para estar a ler. Já o The Dining Room, restaurante gourmet com serviço à carta (preço médio €60 com bebidas) apresenta uma ementa com influências mediterrânicas, criada pelo chefe Carlos Magno, um madeirense de gema. R. da Casa Branca, 7, Funchal > T. 282 310 100 > quarto duplo €160 a €270

É do 5º andar do Castanheiro Boutique Hotel, no terraço com piscina, que é possível ter uma vista privilegiada sobre o Funchal

É do 5º andar do Castanheiro Boutique Hotel, no terraço com piscina, que é possível ter uma vista privilegiada sobre o Funchal

2. Castanheiro Boutique Hotel

O que, em 1991, começou com um edifício e 32 apartamentos, numa modesta classificação de três estrelas, é desde novembro do ano passado um quarteirão inteiro com 81 quartos, num total de cinco edifícios. Em 2007, uma família local, de apelido Correia, comprou os prédios que circundavam o original, mesmo na Baixa do Funchal, junto à catedral. Foram precisos muitos anos de burocracias e apenas um de obras para interligar uma padaria, uma tipografia, uma fábrica de bordados e o mais antigo, do século XVIII, uma sede partidária. No restaurante Tipografia, decorado com algum mobiliário temático, serve-se comida mediterrânica, como risottos, pizzas, saladas, peixes, pela mão do chefe Maurício Gonçalves. É preciso subir ao 5º andar para se usufruir da piscina exterior no terraço com vista privilegiada sobre a baía, com a catedral e São Gonçalo a sobressaírem. Quem preferir o spa Til (nome de árvore da Laurissilva) vai relaxar com os tratamentos da Voya, uma marca irlandesa de cosméticos biológicos, fundada em 1912, que só colhe manualmente um terço da alga, no Atlântico Norte, uma das zonas menos poluídas do oceano, permitindo que esta continue a reproduzir-se. Mimos que os hóspedes agradecem. R. do Castanheiro, 31, Funchal > T. 291 200 100 > quarto duplo €100 a €350 > restaurante 12h-14h30, 18h-22h > €15 almoço, €40 jantar c/ bebidas

No mesmo edifício do novo hotel Pestana CR7 funciona agora o Museu CR7, com mais espaço para expor as fotografias, equipamentos e os mais de 200 troféus que Cristiano Ronaldo já ganhou

No mesmo edifício do novo hotel Pestana CR7 funciona agora o Museu CR7, com mais espaço para expor as fotografias, equipamentos e os mais de 200 troféus que Cristiano Ronaldo já ganhou

3. Hotel Pestana CR7

Inaugurado há um mês, o novo hotel quatro estrelas do Funchal serviu (por razões óbvias) de “pontapé de saída” à parceria entre o grupo Pestana e o jogador Cristiano Ronaldo. E no edifício, que é um paralelepípedo construído junto ao porto de cruzeiros, aposta-se forte na tecnologia. Internet em todos os cantos, carregadores USB duplos nas cabeceiras da cama, Smart TV que permite visualizar os conteúdos do seu telefone no ecrã sem necessidade de cabos, ligações bluetooth e HDMI à televisão. Ao todo são 49 quartos – todos no primeiro piso e nos quais se inclui uma suíte com cama redonda, Playstation e óculos realidade virtual –, ligados por um corredor de 100 metros, coberto com alcatifa que imita um relvado. Também há uma casa de banho forrada com relva sintética e outra, no lounge de entrada, com uma grande fotografia de cara de Ronaldo com óculos de aviador, em que as lentes substituem os espelhos. Para ir à piscina, é subir ao terraço, que tem ainda um bar e um deck com sauna e um pequeno ginásio ao ar livre. E depois do cocktail, o jantar serve-se no restaurante, com uma ementa que inclui hambúrgueres, saladas e pizas de massa fina. Av. Sá Carneiro / Pç. do Mar, Funchal > T. 291 140 480 > a partir de €135 (quarto duplo com pequeno-almoço)

Aberto em abril, o Teleférico da Fajã dos Padres funciona das 10 às 19 horas e a viagem de ida e volta custa €10

Aberto em abril, o Teleférico da Fajã dos Padres funciona das 10 às 19 horas e a viagem de ida e volta custa €10

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4. Teleférico da Fajã dos Padres

Até abril, a viagem até à Fajã dos Padres fazia-se de barco, apesar do elevador panorâmico na escarpa íngreme que funcionava para cargas e descargas e pessoal do restaurante e do turismo rural (com nove casas). Agora, com o novo teleférico, em apenas dois minutos e meio, aprecia-se a paisagem sobre esta pequena língua de terra, ao fundo de uma falésia com 250 metros de altura. Em 1886, a fajã era habitada por 50 colonos e jesuítas, daí as casas em ruínas encontradas pelo bisavô de Catarina Vilhena Correia, hoje à frente do negócio de família. Joaquim Mendonça enamorou-se da Fajã dos Padres de cada vez que lá passava de barco. Até ao dia, em 1921, em que conseguiu comprar aqueles 13 hectares de terra fértil que, na altura, dava cereais e cana de açúcar e à qual ele acrescentou o cultivo de bananas e malvasia, popular casta da Madeira.

Atualmente, graças ao tio de Catarina, nos cerca de seis hectares de cultivo, crescem mais de 20 espécies de manga, pitanga, araçá, papaia, abacate, espinafre, milho, acelgas, alface e muito tomate cherry, tudo de agricultura biológica (certificado desde 2008) e aromatizado pela maresia do Atlântico. O restaurante, que começou por ser um simples bar de apoio, evoluiu e, agora, conta também com Amândio Gonçalves, antigo chefe executivo da cozinha do Reid's Palace, para preparar algumas iguarias madeirenses, como lapas na chapa, filetinhos de espada, carne com cubos de milho frito, atum salpresado (marinado em sal na véspera), bodião fresco e fragateira (uma espécie de caldeirada). Turismo Rural > T. 291 941 538, 96 478 2895 > casa €100/noite duas a quatro pessoas > Restaurante > T. 291 944 538 > seg-dom 10h-19h, até 18h inverno

O restaurante do Design Centre Nini Andrade Silva tem como chefe executivo Miguel Laffan. No verão só funciona ao jantar, enquanto o bar lounge serve almoços, lanches e, por marcação, um brunch

O restaurante do Design Centre Nini Andrade Silva tem como chefe executivo Miguel Laffan. No verão só funciona ao jantar, enquanto o bar lounge serve almoços, lanches e, por marcação, um brunch

5. Design Centre Nini Andrade Silva

No Forte de Nossa Senhora da Conceição, onde durante anos funcionou um bar-discoteca, abriu há dez meses o Design Centre da designer de interiores Nini Andrade Silva. A exposição permanente é parte da coleção da madeirense, onde se incluem quadros e peças de mobiliário desenhadas por si, como as espreguiçadeiras para o The Vine Hotel, no Funchal, os sofás do Hotel Teatro, no Porto, e a premiada cadeira de Cristiano Ronaldo. O centro conta ainda com uma loja e um bar lounge, com esplanada virada ao mar e com vista para esse anfiteatro que é o Funchal. No piso superior, fica o Restaurante DC, com menu do chefe de cozinha Miguel Laffan, executado por Pedro Almeida, que no currículo traz a experiência nos restaurantes Viva Lisboa e L’And, em Montemor-o-Novo. Das entradas às sobremesas, privilegiam-se os produtos madeirenses: ceviche de atum com mil folhas de chutney de manga; ceviche de dourada com puré de banana e salada ácida de funcho; bife de atum com esmagada de batata-doce e molho vilão e escalope de foie gras com bolo de mel e gaiado seco. Remate-se a descrição dos pratos com o espada preto com molho de maracujá, “o grande orgulho da Nini”, conta-nos Pedro Almeida. Um parfait de banana pintado com chocolate muito escuro que imita esse prato tradicional da Madeira, que é o peixe-espada frito com a tal banana. Forte de Nossa Senhora da Conceição > Estr. da Pontinha, Funchal > T. 291 648 780 > seg-dom 10h-1h > restaurante seg-qui 19h-22h30, sex-dom até às 23h (horário da cozinha)

Aproveite o passeio pela Rua de Santa Maria e fique para a noite: Gavião Novo para jantar, Venda Velha para beber a poncha e Vintage para dançar

Aproveite o passeio pela Rua de Santa Maria e fique para a noite: Gavião Novo para jantar, Venda Velha para beber a poncha e Vintage para dançar

6. Rua de Santa Maria

Fica na Zona Velha do Funchal, feita de ruelas e casas centenárias com janelas de guilhotina e varandas de cantaria que vão resistindo ao tempo. Desta rua, chamada de Santa Maria, paralela ao oceano, se diz que foi dali que a cidade cresceu. Com o tempo perdeu importância, a zona degradou-se, mas hoje é bem movimentada, com restaurantes e bares a servir de chamariz. Tudo graças ao Projeto Arte Portas Abertas concretizado em 2011 por José Zyberchema, madrileno a viver no Funchal. Percorram-se os cerca de 650 metros para descobrir os desenhos, frases e esculturas que cobrem as portas, assinadas por artistas residentes e de fora, com a participação dos moradores. “Isto foi feito para quem vive aqui, não para os turistas. O mais importante é que as pessoas tomem o espaço como seu”, diz José Zyberchema. E cinco anos depois, são poucas as portas estragadas.

Os passeios de jipe organizados pela Mountain Expedition incluem o transporte de e para o hotel onde está hospedado

Os passeios de jipe organizados pela Mountain Expedition incluem o transporte de e para o hotel onde está hospedado

7. Passeios de jipe Mountain Expedition

É por trilhos desconhecidos e caminhos antigos que se fazem os passeios de jipe descapotável da empresa Mountain Expedition, a revelar a ilha em todo o seu esplendor. As vistas panorâmicas, a Floresta da Laurissilva, lugares perdidos no tempo, falésias salpicadas de vinhas e lugarejos à beira-mar plantados. São sete percursos pré-definidos, tantos quantos os dias da semana, com partida do Funchal, a durar meio dia (4 horas) ou o dia inteiro (7 horas e meia). No Tour 1, por exemplo, estaciona-se na Boca da Corrida, a 1000 metros de altitude, de onde se alcança o Curral das Freiras lá no fundo do vale e as montanhas mais altas da ilha (Pico Ruivo, Pico das Torres e Pico do Areeiro), para depois passar pelo Cabo Girão e Quinta Grande, terminando com uma poncha em Câmara de Lobos. Para nadar nas piscinas naturais de Porto Moniz é escolher o Tour 6, a percorrer os caminhos a oeste da ilha, na costa norte, enquanto o Tour 5 revela o melhor que o sul tem, desde a Ponta do Pargo e sempre por caminhos junto ao Atlântico. O passeio pode ainda incluir, além do jipe, uma viagem em catamarã para ver baleias e golfinhos e, se quiser um programa à medida, é só combinar com a Mountain Expedition. www.madeiraexpedition.com > T. 96 967 7679 > €34 (meio dia), €44 (dia inteiro, inclui almoço), €65 (passeio 4x4 e catamarã) > máximo 8 pessoas

O Museu do Brinquedo, perto do Mercado dos Lavradores, organiza atividades para crianças, como contos, jogos e oficinas

O Museu do Brinquedo, perto do Mercado dos Lavradores, organiza atividades para crianças, como contos, jogos e oficinas

Tiago Sousa

8. Museu do Brinquedo

Estava na zona dos Barreiros e mudou-se há cerca de um ano para um edifício recuperado no centro do Funchal, bem perto do Mercado dos Lavradores. Isto para dizer que não só a coleção de brinquedos de José Manuel Borges Pereira ganhou outra visibilidade, mas também que este é um museu que vale a pena conhecer. Sete salas ao todo, seis mil peças expostas, selecionadas a partir de um espólio de 20 mil, que conta com marcas de Portugal, Alemanha, Inglaterra e França. Bonecas, jogos, soldadinhos de chumbo, aviões e carrinhos em miniatura com os quais pais e avós brincaram, mas também alguns brinquedos já deste século a despertar o interesse dos mais pequenos. R. Latino Coelho, 39, Funchal > T. 291 640 645 > seg-sáb 10h-18h > €3 (crianças), €5 (adultos), €12 (bilhete família)

Em casa, os milhos serviam-se com tudo: peixe, ovos mexidos, cebolada, leite, açúcar, manteiga...

Em casa, os milhos serviam-se com tudo: peixe, ovos mexidos, cebolada, leite, açúcar, manteiga...

COMER E BEBER

9. Milho cozido

É daqueles pratos “de pobre” que tem tendência a ficar entreportas, para os dias em que aparece muita gente. Faz-se com farinha de milho, água, grelos e segurelha (tomilho), numa operação que implica mexer durante mais de uma hora. Em casa, o prato faz-se cada vez menos. Os clientes foram perguntando se havia, pedindo... e o milho cozido começou a aparecer nos restaurantes. No Café Apolo, é servido às sextas-feiras, à hora do almoço, acompanhado de atum com molho vilão ou espada de cebolada (€8,95). No Atlantic, o milho tradicional (com atum ou espada de cebolada) é prato do dia todas as quartas. Em ambos os sítios, também se faz por encomenda. Nos restantes dias da semana, vende-se frito, como acompanhamento. Inês Rapazote. Atlantic > Estr. Monumental, 179, Funchal > T. 291 761 703 > às quartas / Café Apolo > R. António José de Almeida 21, Funchal > T. 291 220 099 > às sextas

A principal sala de refeições do hotel Belmond Reid's Palace reabriu em junho do ano passado com nova carta do chefe Joachim Koerper. Agora, o restaurante chama-se William

A principal sala de refeições do hotel Belmond Reid's Palace reabriu em junho do ano passado com nova carta do chefe Joachim Koerper. Agora, o restaurante chama-se William

10. Restaurante William

Aquele que começou por ser o grill room, no tempo em que o hotel Reid's Palace pertencia aos Blandy, tem agora como principal objetivo ganhar uma Estrela Michelin. “Estávamos com uma cozinha muito clássica, um ambiente cansado”, diz o diretor Ciriaco Campus. E o chefe consultor Joachim Koerper acrescenta: “Era muito clássico, ainda se usava o carrinho dos quentes, estava um pouco parado no tempo.” Reabriu em junho do ano passado, só para jantares com um preço médio de €80 (sem vinhos). “A nova clientela são pessoas mais jovens e mais gastronómicas que querem ter uma experiência”, diz Luís Pestana, que já ali trabalha há 26 anos, os últimos nove como chefe executivo. Para trás ficaram os clássicos da cozinha francesa, para a mesa vêm agora pratos recriados com influências madeirenses, numa cozinha de autor feita com produtos locais como os ovos do Caniço, os frangos criados nas pastagens vizinhas, batata-doce, inhame, tomate arbóreo, banana. Para Joachim Koerper, criar uma consistência é o mais importante. Belmond Reid's Palace > Estr. Monumental, 139, Funchal > T. 291 717 171 > seg-dom 19h30-22h

11. A Venda do André

Está decorada com móveis antigos, a recriar as vendas já desaparecidas que serviam de ponto de encontro habitual para se saber das novidades da terra. De um lado, a mercearia, com os seus móveis de vitrina, onde se vendia, pesado na balança, um pouco de tudo o que era produção local. Do outro, o balcão, onde se servia o vinho seco. À Venda do André, na Quinta Grande, vai-se beber a verdadeira poncha, feita na hora e à vista, com açúcar, casca de limão, aguardente de cana e mel. Juntando a esta base sumo de limão chama-se à pescador (€2,20), com sumo de laranja é a regional (€2) e depois há ainda a de maracujá e de tangerina (€2,50). Se por lá passar durante o dia, o mais provável é ser atendido pela simpática dona Ilda, que também lhe há de servir os amendoins e tremoços temperados com alho, pimentos e salsa que acompanham a poncha. Oferta da casa. Estr. João Gonçalves Zarco, 942, Quinta Grande, Câmara de Lobos > seg-qui, dom 10h-24h, sex-sáb até 2h

No 1811 Bistro & Wine Bar, as castas mais populares da Madeira (Sercial, Verdelho, Bual e Malvasia) provam-se no menu combinações improváveis 4 vinhos/4 pratos (€25)

No 1811 Bistro & Wine Bar, as castas mais populares da Madeira (Sercial, Verdelho, Bual e Malvasia) provam-se no menu combinações improváveis 4 vinhos/4 pratos (€25)

12. 1811 Bistro & Wine Bar

Perto do Teatro Baltazar Dias, junto ao jardim municipal, fica o edifício das adegas da Madeira Wine Company, classificado como património municipal. Neste antigo convento da família Blandy, onde os cofres ainda guardam os vinhos mais antigos da madeira, podem ver-se relíquias como bombas para puxar o vinho, máquinas de encapsular, livros em pele com registos das exportações e alguns rótulos. Numa das salas do rés do chão, abriu, há três semanas, o novo wine bar cujo o nome, 1811, remete para o ano em que a empresa vitivinícola se estabeleceu na ilha. Aqui tanto se pode beber um copo de um Madeira com dez anos (€6) como um Bual da Blandy de 1920 (€50). A comida também é um desafio neste projeto. Os almoços são para ser comidos em 30 minutos, uma combinação de salada ou sopa ou sobremesa mais prato principal (€9). À noite, os jantares combinam uma seleção de mais de 250 vinhos da Madeira, Portugal e estrangeiro com pratos originais, como atum braseado com milho frito em molho vilão e tagliatelle de legumes ou paupiette de espada preta, leite de coco com caril e brunoise de ananás, cuscuz de legumes e jardim comestível. Tentador, não? R. São Francisco, 12, Funchal > T. 291 221 086, 96 325 5700 > seg 10h-18h, ter-qui 10h-22h, sex 10h-23h, sáb 10h-13h, 19h-23h

Primeira Paixão (branco e tinto) e Trocaz (tinto e rosé) marcam a estreia de Filipe Santos, o proprietário da Wine Shop Paixão do Vinho, na produção vinícola

Primeira Paixão (branco e tinto) e Trocaz (tinto e rosé) marcam a estreia de Filipe Santos, o proprietário da Wine Shop Paixão do Vinho, na produção vinícola

13. Wine Shop Paixão do Vinho

Natural do Funchal, há dez anos que Filipe Santos se dedica a uma vinha ali para os lados do Caniçal. Inspirado no exemplo do barão Bodo Von Bruemmer, com 104 anos, mas que só começou a fazer vinho aos 96, para dar continuidade à sua paixão, Filipe Santos abriu, há três meses, uma wine shop onde também se petisca. Um pouco abaixo do casino, a garrafeira com cerca de 170 referências guarda uma raridade: um vinho madeira de 1795, da F.F. Ferraz, que custa cinco mil euros. Mais acessível para o comum dos mortais são as garrafas de vinho de pequenos produtores alentejanos que começam nos quatro euros. Para picar há pera e chèvre (€5), presunto, figos e parmesão (€5), medalhões de batata com funcho e atum (€5), tábuas de queijo (€11, €17) e de enchidos (€11, €17), entre outros pitéus, que (diz quem sabe) se provam melhor na varanda. Av. do Infante, 22, R/C B, Funchal > T. 291 010 110, 96 175 1529 > seg-sáb 11h-23h

14. Bar FNC 291

A mistura do código aeroportuário IATA (as três letras que designam o nome de um aeroporto) mais o código telefónico da cidade dão nome a um dos mais recentes bares da Baixa funchalense, em frente à Sé. Abriu em julho e transformou a receção de um prédio de apartamentos do grupo de hotelaria Arts In num cocktail bar. Com uma carta assinada por Rodrigo Portugal (já passou pelo 100 Maneiras), a mistura de frutas e ervas frescas ajudam a recriar alguns sabores madeirenses, além dos tradicionais vinho Madeira e da poncha de Câmara de Lobos. No futuro querem replicar a ideia em Lisboa, no Porto e até Cabo Verde. R. da Ponte Nova, 8, Funchal > T. 291 223 381 > seg-dom 8h-2h

  • Restaurante William, no Funchal: adeus cozinha francesa, olá Estrela Michelin

    Comer e beber

    No Funchal, a principal sala de refeições do Belmond Reid's Palace reabriu com nova carta do chefe Joaquim Koerper e muitos ingredientes madeirenses. Tudo para que os produtos locais sejam valorizados – e para que o restaurante ganhe uma Estrela Michelin. O William é uma das novidades da cidade que, esta semana, faz o tema de capa da VISÃO Se7e, esta quinta-feira nas bancas