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Gaivotas, o novo polo cultural de Lisboa

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O Polo Cultural Gaivotas, entre o Cais do Sodré e Santos, em Lisboa, é um centro de trabalho, com escritórios e salas de ensaio para projetos nas áreas do teatro, dança e música. Fomos conhecer os seus residentes

Além dos escritórios, o Polo Cultural das Gaivotas tem três salas de ensaio para teatro, música e dança, uma sala polivalente e outra para formação, todas disponíveis para aluguer, com preços acessíveis. A brasileira Mariana Vieira ensaia aqui a coreografia a apresentar no final da residência artística que está a fazer no C.E.M. – Centro em Movimento
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Além dos escritórios, o Polo Cultural das Gaivotas tem três salas de ensaio para teatro, música e dança, uma sala polivalente e outra para formação, todas disponíveis para aluguer, com preços acessíveis. A brasileira Mariana Vieira ensaia aqui a coreografia a apresentar no final da residência artística que está a fazer no C.E.M. – Centro em Movimento

José Oliveira

Rita Cruz, Ricardo Neves-Neves, Mafalda Simões e José Leite, do Teatro do Eléctrico, companhia de atores fundada em 2008. No polo da Rua das Gaivotas têm agora escritório e puderam alugar uma sala de ensaios onde criaram a peça que estreiam esta quarta, 24, no Teatro da Politécnica
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Rita Cruz, Ricardo Neves-Neves, Mafalda Simões e José Leite, do Teatro do Eléctrico, companhia de atores fundada em 2008. No polo da Rua das Gaivotas têm agora escritório e puderam alugar uma sala de ensaios onde criaram a peça que estreiam esta quarta, 24, no Teatro da Politécnica

José Oliveira

Matamba Joaquim, Margarida Bento, Giovani Lourenço, Daniel Martinho, Ana Rosa Mendes e Zia Soares são o Teatro Griot. O nome vem da expressão usada em África para designar um contador de histórias, e é assim que a companhia – fundada em 2009 por Daniel Martinho e constituída maioritariamente por afrodescendentes – gosta de se definir
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Matamba Joaquim, Margarida Bento, Giovani Lourenço, Daniel Martinho, Ana Rosa Mendes e Zia Soares são o Teatro Griot. O nome vem da expressão usada em África para designar um contador de histórias, e é assim que a companhia – fundada em 2009 por Daniel Martinho e constituída maioritariamente por afrodescendentes – gosta de se definir

José Oliveira

Nelson Gomes e Afonso Simões são dois dos sete elementos da Filho Único, associação cultural fundada em 2007, dedicada à promoção musical. Trabalham com artistas como B Fachada e Norberto Lobo, entre outros, organizam a Noite Príncipe no Musicbox, e estrearam, no ano passado, o Festival Zona Não Vigiada, na Zona J, em Chelas
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Nelson Gomes e Afonso Simões são dois dos sete elementos da Filho Único, associação cultural fundada em 2007, dedicada à promoção musical. Trabalham com artistas como B Fachada e Norberto Lobo, entre outros, organizam a Noite Príncipe no Musicbox, e estrearam, no ano passado, o Festival Zona Não Vigiada, na Zona J, em Chelas

José Oliveira

A representar a dança está a associação P.O.R.K., criada há um ano pela produtora Andreia Carneiro (na foto) e pela bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas, que se tem dedicado a promover o trabalho de Marlene sobretudo em palcos internacionais. "Agora queremos abrir horizontes, trabalhar com outros artistas e apostar na organização de seminários e conferências”, diz Andreia
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A representar a dança está a associação P.O.R.K., criada há um ano pela produtora Andreia Carneiro (na foto) e pela bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas, que se tem dedicado a promover o trabalho de Marlene sobretudo em palcos internacionais. "Agora queremos abrir horizontes, trabalhar com outros artistas e apostar na organização de seminários e conferências”, diz Andreia

José Oliveira

À entrada do edifício funciona a cafetaria e restaurante Água no Bico, aberta também ao público (ter-qua 10h-21h, qui-sáb 10h-24h, dom 11h-18h, só brunch). Com uma ementa que segue as dietas vegetariana, vegan, crudívora e paleo, tem uma esplanada com espreguiçadeiras no pátio, bem simpática
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À entrada do edifício funciona a cafetaria e restaurante Água no Bico, aberta também ao público (ter-qua 10h-21h, qui-sáb 10h-24h, dom 11h-18h, só brunch). Com uma ementa que segue as dietas vegetariana, vegan, crudívora e paleo, tem uma esplanada com espreguiçadeiras no pátio, bem simpática

José Oliveira

Já foi pátio de escola primária, este que dá entrada ao novo polo cultural na rua das Gaivotas. Transposto o portão, há agora uma esplanada com espreguiçadeiras e, numa das paredes, o rosto esculpido por Vhils, durante o Visual Street Performance, em 2009. O edifício pertence à câmara municipal que, através da Direção de Cultura, decidiu transformá-lo num centro de trabalho para projetos culturais ligados às artes performativas. É o caso da Filho Único, associação que se dedica à promoção musical através do agenciamento de artistas (Norberto Lobo, B Fachada ou Pega Monstro), e da organização de concertos. Depois de mais uma Noite Príncipe, com música de dança no Musicbox, Nelson Gomes e Afonso Simões preparam a festa que fará parte, em abril, das comemorações dos dez anos do clube no Cais do Sodré.

Tal como a Filho Único, a associação P.O.R.K., de Andreia Carneiro e da bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas, ou a Baldio Habitado – Estudos de Performance, todos os projetos selecionados para ocupar os cinco escritórios disponíveis, já tinham feito um pedido à câmara para a cedência de um espaço de trabalho. É que isto de andar a reunir em casa uns dos outros e ter que ensaiar em “casa alheia”, não mata, mas mói. Que o diga Ricardo Neves-Neves, diretor artístico e cofundador, com Rita Cruz, do Teatro do Eléctrico. Pela primeira vez, em sete anos, a companhia de atores pôde trabalhar em condições semelhantes às que vão encontrar no palco do Teatro da Politécnica, quando esta quarta-feira, 24, ali estrearem a comédia A Noite da Dona Luciana. Para tal, bastou alugar uma das salas de ensaio do primeiro andar do edifício (são três no total, equipadas para teatro, dança e música, a que se junta ainda uma polivalente e outra para formação). Com preços acessíveis e abertas a artistas não residentes, é por ali que nos cruzamos com a brasileira Mariana Vieira. Ensaia a coreografia a apresentar no final da residência artística de três meses que está a fazer no C.E.M. – Centro em Movimento, em Lisboa.

De casa às costas tem andado também o Teatro Griot. O nome vem da expressão usada em África para designar um contador de histórias, e é assim que a companhia – fundada em 2009 por Daniel Martinho e constituída maioritariamente por afrodescendentes – gosta de se definir. Dizer que estão contentes por terem morada fixa parece óbvio, mas Zia Soares, diretora artística e atriz, acrescenta-lhe outro ponto positivo aos projetos da Griot: “Trabalhamos com encenadores que vêm do estrangeiro e ter as residências perto, é perfeito”. Agregadas ao polo cultural estão as Residências da Boavista, quatro apartamentos ali a dois passos, prontos para receber artistas que venham em trabalho. Depois da reposição de As Confissões Verdadeiras de um Terrorista Albino, em Almada, os griots e griotes estão a trabalhar em Prometeu Agrilhoado, com encenação de João Fiadeiro, que subirá ao palco do Teatro do Bairro em junho.

Até final do ano, o Polo Gaivotas I Boavista vai contar ainda com um gabinete de apoio aos artistas, e já este verão está prevista programação cultural no pátio do edifício com a participação das associações “residentes” e da comunidade local.

Polo Cultural Gaivotas I Boavista > R. das Gaivotas, 8, Lisboa > T. 21 817 2600 > seg-dom 8h-20h