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O vinho, o azeite e o Alentejo

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O Esporão investiu três milhões de euros no enoturismo e no que é nosso

Quando decidiram lançar o turismo à volta do vinho, no final da década de 90, discutiam quantos visitantes teriam. O conceito era relativamente novo em Portugal, e completamente inexistente no Alentejo. Optimistas, apontaram, para cinco mil visitas/ano à Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz. Treze anos depois, eram mais de 25 mil as pessoas que queriam ver as terras conde crescia a uva, a extensão da vinha, o sossego das caves, sentar-se à mesa e comer um bom prato português feito com azeite Esporão, acompanhado de vinho também Esporão (literalmente "da casa") e vista para o Alentejo.

Com as expectativas superadas e boas perspetivas no mercado externo (entre 2006 e 2011, as exportações passaram de 26% para 50%), a Herdade viu-se obrigada a arriscar e a passar para a fase seguinte do negócio: a expansão. As obras começaram em plena crise. Investiram três milhões de euros num espaço novo e toda uma nova conceção de oferta, capaz de chegar a todo o tipo de públicos. Agora, além do restaurante (que mudou de sítio para ser mais amplo, ter mais vista e espaço exterior), há também um wine bar (onde se fazem as provas de vinho e azeite e se provam petiscos feitos com produtos da horta nova ali mesmo ao lado) e um espaço polivalente para festas, apresentações de empresas e o que mais se imaginar. A loja também cresceu.

No exterior, há muitos programas, que podem ser consultados em www. esporao.com. Por exemplo, passeios a pé, de bicicleta, observação de aves, pic-nics, visitas ao complexo arqueológico, cursos e atividades na barragem do Alqueva... Programas para miúdos e graúdos, para famílias e empresas, portugueses ou estrangeiros (que esperam cheguem aos 35 mil ao ano), para descobrir o território e a biodiversidade local, sempre com o vinho, o azeite e o Alentejo como pano de fundo. E tudo desde as mantas de Reguengos aos produtos do restaurante, o design dos móveis, os materiais, as fardas, a exposição de quadros made in Portugal.

Porque, como referiu João Roquette, o filho de José Roquette que está à frente do Enoturismo da Herdade, "gostamos e acreditamos em Portugal e na nossa cultura".

Se falta alguma coisa na Herdade? Falta. Alojamento. Mas essa é outra conversa... e, quem sabe, daqui a nada, haverá novidades sobre o assunto.