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"A Mulher de Cabelo Ruivo", o décimo romance do turco Orhan Pamuk

Livros e discos

Um desafio à sociedade conservadora turca, no mais recente romance do Prémio Nobel da Literatura 2006

O livro do primeiro autor turco premiado com um Nobel da Literatura é uma narrativa inspirada no mito de Édipo

O livro do primeiro autor turco premiado com um Nobel da Literatura é uma narrativa inspirada no mito de Édipo

José Caria

A mulher de cabelo vermelho, pintada por Dante Gabriel Rossetti, tem importância arquetípica neste décimo romance de Pamuk. Porém, aqui, há outra ruiva que escolheu um destino sacrifical semelhante ao das musas do simbolista. Ela é a segunda narradora de A Mulher de Cabelo Ruivo (Editoral Presença), livro que desvenda uma narrativa inspirada no mito de Édipo.

(Editorial Presença, 248 págs., €17,90)

(Editorial Presença, 248 págs., €17,90)

Nas primeiras páginas, a voz é a de Cem, miúdo de 16 anos, cujo pai, dono da farmácia Hayat (Vida), prefere os sonhos políticos às responsabilidades familiares.

Nas férias escolares, o rapaz aprende com o rude Mahmut, figura paternal, a escavar um poço de água. O amor também o ronda, num formato inesperado. Um drama acontece, mudando o rumo do futuro, e será a voz da mulher de cabelo ruivo que ata as elegantes pontas soltas desta história.