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O disco "1/1", dos Liars, é uma montanha-russa de ambientes

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Desde as sonoridades mais contemplativas até à euforia total, o último disco dos Liars, 1/1, marca a estreia do grupo nova-iorquino na composição de bandas sonoras para cinema


Nem um ano passou sobre a edição do último disco da banda, o aclamado TFCF, apresentado em Lisboa na última edição do festival Mexefest, e os Liars já estão de regresso com um novo trabalho, que marca igualmente a sua estreia na composição de bandas sonoras para cinema. Para os fãs, 1/1, título tanto do disco como do filme, é também um regresso ao passado: conta com Aaron Hemphill, o antigo membro da banda nova-iorquina que saiu no ano passado (tendo formado os Nonpareils), deixando os Liars como um projeto unipessoal do líder australiano Angus Andrew.

Ao todo, alinham-se 15 temas eletrónicos (só num destes, Helsingor Lane, é que se ouve a voz de Angus, e, mesmo assim, pouco mais do que sussurrada), a resvalar para o dubstep. Têm por objetivo dar a conhecer, através da música, a conturbada mente de Lissa, a protagonista do filme: uma jovem de 20 anos que vive na Pensilvânia rural, a braços com problemas de drogas e desilusões amorosas com muito sexo à mistura. Não é de admirar que todo este disco seja uma montanha-russa de ambientes, que, no espaço de uma faixa, vão desde as sonoridades mais contemplativas até à euforia total. Apesar da ligação à obra cinematográfica, o disco sobrevive por si próprio, assumindo-se como um exercício artístico um pouco mais abstrato do que é habitual nos Liars. E é precisamente isso que faz deste 1/1 uma obra especial.

Ouça aqui o tema Helsingor Lane