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Líder afro-americano precisa-se

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A Dança do Rapaz Branco, o primeiro livro de Paul Beatty, subverte os estereótipos da raça nos EUA

Há primeiros parágrafos impagáveis. Como este: “Por um lado, o trabalho de messias é lixado. Por outro, consegui preencher o persistente vazio da liderança afro-americana.” Está dado o tom para esta sátira frenética e iconoclasta sobre os arquétipos raciais e as ideias identitárias feitas, sem respeitinho nenhum pelo politicamente correto, originalmente publicada em 1996, pré-era Obama e pré-prémio Man Booker ganho por Beatty com o romance O Vendido (já publicado pela mesma editora). A Dança do Rapaz Branco (Elsinore, 286 págs., €17,69) é a história de Gunnar Kaufman, um rapaz negro com ideias próprias sobre a sua linhagem e sobre a luta pela igualdade racial, poeta e basquetebolista, que, arrancado ao conforto da branca Santa Monica para experienciar o gueto negro de Los Angeles, se vê investido no papel de guru relutante.

A Dança do Rapaz Branco (Elsinore, 286 págs., €17,69)

A Dança do Rapaz Branco (Elsinore, 286 págs., €17,69)