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Um mini-álbum que é também um roteiro pela arte urbana em Lisboa

Livros e discos

Em Street Art Lisbon 2, editado pela Zest Books e já à venda nas livrarias, reúnem-se cerca de 200 obras de artistas nacionais e internacionais que coloriram a cidade entre 2014 e 2016. Um livro-álbum que serve também de roteiro num passeio pelas ruas de Lisboa

Sainer, Avenida Afonso Costa. O artista polaco esteve em Lisboa em 2015, a convite de Vhils, para expor na Galeria Underdogs. Assim surgiu esta intervenção de grande escala no bairro das Olaias
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Sainer, Avenida Afonso Costa. O artista polaco esteve em Lisboa em 2015, a convite de Vhils, para expor na Galeria Underdogs. Assim surgiu esta intervenção de grande escala no bairro das Olaias

Vhils, Rua dos Cegos, Alfama. Marca pela diferença, esta homenagem a Amália Rodrigues, de Alexandre Farto (Vhils), feita em pedra da calçada e com a colaboração da Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa
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Vhils, Rua dos Cegos, Alfama. Marca pela diferença, esta homenagem a Amália Rodrigues, de Alexandre Farto (Vhils), feita em pedra da calçada e com a colaboração da Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa

Lois, Rua da Artilharia 1. É uma homenagem de Lois a Luísa Cortesão, falecida em 2016, que descobriu a street art através do Lata 65, projeto que ensina as técnicas do spray e do stencil a pessoas mais velhas
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Lois, Rua da Artilharia 1. É uma homenagem de Lois a Luísa Cortesão, falecida em 2016, que descobriu a street art através do Lata 65, projeto que ensina as técnicas do spray e do stencil a pessoas mais velhas

Luísa Cortesão, Travessa do Arco a Jesus. Feitas com spray e stencil, são muitas as borboletas, bruxas e fadas que Luísa Cortesão deixou espalhadas pelas paredes de Lisboa
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Luísa Cortesão, Travessa do Arco a Jesus. Feitas com spray e stencil, são muitas as borboletas, bruxas e fadas que Luísa Cortesão deixou espalhadas pelas paredes de Lisboa

Bordalo II, Avenida de Ceuta. São verdadeiras instalações que Bordalo II, nome artístico de Artur Bordalo, faz com lixo urbano, chamando assim a atenção para as questões ambientais
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Bordalo II, Avenida de Ceuta. São verdadeiras instalações que Bordalo II, nome artístico de Artur Bordalo, faz com lixo urbano, chamando assim a atenção para as questões ambientais

Kruella d'Enfer, Rua da Atalaia. O quadro, manipulado por Kruella d'Enfer, surgiu na exposição Coming Out, organizada em 2015 pelo Museu Nacional de Arte Antiga, como se fosse uma das grandes obras que o museu reproduziu e espalhou pelas ruas de Lisboa
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Kruella d'Enfer, Rua da Atalaia. O quadro, manipulado por Kruella d'Enfer, surgiu na exposição Coming Out, organizada em 2015 pelo Museu Nacional de Arte Antiga, como se fosse uma das grandes obras que o museu reproduziu e espalhou pelas ruas de Lisboa

San Spiga, Bairro Padre Cruz, Carnide. Na lista de artistas convidados para a 1ª edição do Festival MURO, organizado pela GAU, no Bairro Padre Cruz, não constava o nome de San Spiga. Mas o artista argentino, que soube do festival, pediu à última da hora para participar. E foi aceite, deixando assim alguns dos seus cartazes neste bairro de Carnide
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San Spiga, Bairro Padre Cruz, Carnide. Na lista de artistas convidados para a 1ª edição do Festival MURO, organizado pela GAU, no Bairro Padre Cruz, não constava o nome de San Spiga. Mas o artista argentino, que soube do festival, pediu à última da hora para participar. E foi aceite, deixando assim alguns dos seus cartazes neste bairro de Carnide

A ideia de publicar um segundo volume tinha ficado no ar quando, em 2014, a Zest Books editou o livro Street Art Lisbon. Dois anos e poucos meses depois, assim aconteceu, que a quantidade e qualidade dos trabalhos com que artistas nacionais e estrangeiros coloriram a cidade entre 2014 e 2016 já o justificava. O formato mantém-se – um livro-álbum, prático e leve, com mapa e coordenadas GPS de localização das 196 obras que se reúnem em Street Art Lisbon 2. A ideia é “levar as pessoas para a rua”, explica o editor Nuno Seabra Lopes, e para facilitar o passeio, “as obras aparecem no livro de forma sequencial, em termos geográficos”. Há exceções e, às vezes, é preciso deixar o centro da cidade. Para ir por exemplo até ao Bairro Padre Cruz, em Carnide, para ficar a conhecer o trabalho de alguns dos artistas estrangeiros convidados a participar, em 2016, no Festival Muro, organizado pela GAU – Galeria de Arte Urbana da Câmara de Lisboa, que ajudou também à feitura do livro.

Além das obras que a GAU foi espalhando pela cidade em locais autorizados, há outros tabalhos comissariados pela Galeria Underdogs, de Alexandre Farto (Vhils), e pela associação Mistaker Maker, de Lara Seixo Rodrigues. E também graffiti ilegal, no sentido em que não foi autorizado pela câmara municipal ou pelos proprietários, “que não inclui peças que danificam o património”, acrescenta Nuno Seabra Lopes, “porque essa é uma das regras”. Em relação ao primeiro volume, o Lisbon Street Art 2 traz uma novidade. “Procurámos colocar outras técnicas artísticas da street art que não estavam tão representadas no anterior, como as colagens, os stencil, os stickers ou os cartazes.”

A juntar nomes como Vhils, Bordalo II, Add Fuel, MaisMenos, akaCorleone, Mr. Dheo, Pariz One, Tamara Alves, Sainer ou Borondo, entre outros artistas, portugueses e estrangeiros, no livro Lisbon Street Art 2 há imagens de grandes murais que já conhecemos. Mas também de trabalhos escondidos em recantos da cidade, agora mais fáceis de descobrir.

Feito em parceria com a GAU – Galeria de Arte Urbana, da Câmara Municipal de Lisboa, o livro Street Art Lisbon 2 (Zest Books, 208 págs., €11) é o segundo volume dedicado à arte urbana em Lisboa, a mostrar os trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros realizados entre 2014 e 2016. O primeiro volume cobre os anos de 2012 a 2013, tendo-se incluindo alguns trabalhos anteriores pela sua relevância no panorama da arte urbana em Lisboa. Como os graffitis da dupla de artistas brasileiros Os Gémeos, do italiano Blu e do espanhol Sam3 nas fachadas dos prédios devolutos da Avenida Fontes Pereira de Melo, feitos em 2010. E que o jornal inglês The Guardian viria a eleger, no ano seguinte, como uma das dez melhores intervenções de street art do mundo.