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Estação arqueológica chegou a Belém

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O Centro de Arqueologia de Lisboa abriu num antigo armazém recuperado, na Avenida da Índia, em Belém

Os ingredientes usados são italianos, como a farinha Caputo, a melhor para este tipo de pizza.
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Os ingredientes usados são italianos, como a farinha Caputo, a melhor para este tipo de pizza.

É bem amassada e fica duas horas a levedar.
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É bem amassada e fica duas horas a levedar.

Até atingir a temperatura ideal para ser trabalhada.
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Até atingir a temperatura ideal para ser trabalhada.

Quando a massa fica elástica é cortada com uma espátula e dividida em bolas de 240 gramas, trabalhadas até ficarem com a superfície bem lisa.
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Quando a massa fica elástica é cortada com uma espátula e dividida em bolas de 240 gramas, trabalhadas até ficarem com a superfície bem lisa.

Após as bolas descansarem entre 8 a 14 horas, Antonio Mezzero passa-as por farinha.
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Após as bolas descansarem entre 8 a 14 horas, Antonio Mezzero passa-as por farinha.

Depois é moldada segundo a técnica do schiaffo (que, em português, significa estalada), até atingir os 30 centímetros de diâmetro.
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Depois é moldada segundo a técnica do schiaffo (que, em português, significa estalada), até atingir os 30 centímetros de diâmetro.

E nada de rolos, a base é toda esticada à mão.
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E nada de rolos, a base é toda esticada à mão.

Deita-se cerca de 100 gramas de tomate...
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Deita-se cerca de 100 gramas de tomate...

...folhas de basílico...
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...folhas de basílico...

...e queijo mozzarella ralado. Por fim, um fio de azeite.
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...e queijo mozzarella ralado. Por fim, um fio de azeite.

Vai ao forno de lenha a uma temperatura entre os 430 e os 480 graus. As bordas sobem imediatamente, ao entrar no forno, por não terem sido amassadas. Têm de ter entre um e dois centímetros de altura.
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Vai ao forno de lenha a uma temperatura entre os 430 e os 480 graus. As bordas sobem imediatamente, ao entrar no forno, por não terem sido amassadas. Têm de ter entre um e dois centímetros de altura.

A pizza não pode ficar mais do que 90 segundos no forno. Quando sai, leva fatias de mozzarella de búfala e está pronta a comer.
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A pizza não pode ficar mais do que 90 segundos no forno. Quando sai, leva fatias de mozzarella de búfala e está pronta a comer.

Em frente da bancada de Nuno Mota estão uma ocarina e um apito que ainda funcionam, um pente e contas de cabelo, peças de um jogo, um molde de projétil, uma agulha de tear... ou talvez de pesca, ainda não se sabe.

Esta é uma pequena amostra dos objetos em estudo no novo Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL), retirados dos silos encontrados em Carnide, aquando do início das obras de requalificação do Largo do Jogo da Bola.

"Já sabíamos que existiam ali umas estruturas para armazenamento de cereais, mas não em tão grande número", conta o arqueólogo. Ao todo são entre 120 e 150 os silos encontrados, o que indicia que aquela antiga área rural terá sido o celeiro de abastecimento da cidade até ao século XVI, abandonada, depois, na viragem para o século XVII, transformando-se numa "lixeira subterrânea".

Estamos na chamada zona dos limpos, à qual chegam as peças já sem vestígios de terra e pó, e onde se inicia a fase de estudo que permite contar como era a vida de outros tempos na capital.

Lisboa é o município português no qual se regista o maior número de intervenções arqueológicas e o caso de Carnide é apenas um dos exemplos dos trabalhos a decorrer na cidade. A sua origem remota e a ocupação intensa conferiram-lhe uma dimensão cosmopolita. Depois, o terramoto de 1755 fez da cidade um "caso singular, no mundo", explica o arquiteto Miguel Marques dos Santos.

No novo CAL, herdeiro do serviço de arqueologia sediado no Museu da Cidade, juntam-se, agora, arqueólogos e técnicos, "potenciando, assim, o trabalho de equipa", diz Francisco Motta Veiga, diretor municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. "E isto vale tanto para dentro como para fora, no sentido em que o CAL funciona também como uma plataforma de estudo aberta a outros investigadores, arqueólogos, estudantes e estagiários."

Também Moisés Costa Campos, técnico do laboratório de conservação valoriza esta aproximação: "Permite a troca de ideias e isso é fundamental." A sua função consiste "na conservação paliativa das peças", o que, resumido, é a ciência ao serviço da arte aplicada. A esta sala das máquinas com nomes esquisitos, juntam-se outras duas salas de depósito e ainda um centro de documentação.

Museu de Lisboa A inauguração do Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL) é o primeiro passo no sentido da nova configuração do Museu da Cidade, que, no futuro, se chamará Museu de Lisboa. Nos quatro anos de concretização do projeto, efetuar-se-ão obras no Palácio Pimenta, a sede do museu, no Campo Grande, e será criado um novo núcleo, no Torreão Poente do Terreiro do Paço.