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Maxime Hotel Lisboa: Onde a vida é um cabaret

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No edifício do antigo clube noturno da Praça da Alegria, há agora 75 quartos, um restaurante e até um espetáculo, com bailarinas, músicos e atores, que recria a anterior vida deste ícone lisboeta. Bem-vindo ao Maxime Hotel Lisboa

Dressing Room: neste quarto há espartilhos e roupa interior para espreitar nas gavetas
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Dressing Room: neste quarto há espartilhos e roupa interior para espreitar nas gavetas

No Bongage Room, a decoração inclui algemas, vendas e chicotes
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No Bongage Room, a decoração inclui algemas, vendas e chicotes

No Burlesque destacam-se os veludos e as penas
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No Burlesque destacam-se os veludos e as penas

Alexandra Prieto é a artista responsável pela peça em neon que decora o palco do restaurante do Maxime Hotel, em Lisboa
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Alexandra Prieto é a artista responsável pela peça em neon que decora o palco do restaurante do Maxime Hotel, em Lisboa

No Maxime Restaurante-Bar, a ementa desenhada pelo chefe Luca Bordino mistura diferentes cozinhas do mundo numa só
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No Maxime Restaurante-Bar, a ementa desenhada pelo chefe Luca Bordino mistura diferentes cozinhas do mundo numa só

CRF

Pormenor do Maxime Hotel, da cadeia Hotéis Real
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Pormenor do Maxime Hotel, da cadeia Hotéis Real

CRF

O bacalhau à Brás é um dos pratos preparados pelo chefe Luca Bordino
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O bacalhau à Brás é um dos pratos preparados pelo chefe Luca Bordino

Há uma espécie de atordoamento, provocado por um misto de excitação e curiosidade, quando se entra no piso térreo do Maxime Hotel, aberto há um mês na Praça da Alegria. O coração sossega quando se reconhece o balcão original do Maxime, inaugurado em 1949, e gerido nos últimos anos pelo músico Manuel João Vieira, antes de ter encerrado, já lá vão sete anos. Suspira-se de alívio quando se percebe que nem tudo se perdeu durante a renovação deste ícone da noite lisboeta, inspirado num cabaret parisiense. As colunas douradas e um dos bengaleiros (agora transformado em balcão da receção do hotel de quatro estrelas) também ali estão. Para lembrar o passado ligado à vida boémia e artística da cidade, por onde passaram bailarinas de cabaret e os músicos António Calvário, Simone de Oliveira, Tony de Matos e Julio Iglesias, conforme explica Ângelo Sena, responsável pela comunicação do Maxime Hotel, da cadeia Hotéis Real. A intervenção da artista plástica Diana Coelho, um pequeno peep show, recria o ambiente do cabaret nos anos 40.

Logo no check-in somos recebidos por Lady Maxime, personagem fictícia e misteriosa que nos é apresentada e nos vai deixando recados. “Já sei que chegaste ao meu mundo do cabaret. Fiquei muito feliz quando soube que vinhas e preparei a melhor experiência da tua vida”, lemos na mensagem recebida na conta de Instagram. Ainda antes de se subir aos quartos – 75, no total, distribuídos por cinco andares –, e de se entrar num dos cinco quartos temáticos, deixa-se um aviso: há que ir de mente aberta. No Bondage, dorme-se entre algemas, chicotes e vendas, no Dressing Room, há espartilhos e roupa interior para espreitar nas gavetas, e no Quarto Bar, fichas e cartas para jogar póquer em cima de uma mesa. O Burlesque está decorado com veludos e penas e no Stage, a cama redonda com luzes e as grandes cortinas lembram um palco.

O hotel tem também um bar, o The Boudoir Garden Bar, no primeiro piso, ideal para os dias mais quentes. E ainda o Maxime Restaurante-Bar, com uma ementa desenhada pelo chefe Luca Bordino, que mistura diferentes cozinhas do mundo numa só.

Maxime Hotel Lisboa > Pç. da Alegria, 58, Lisboa > T. 21 876 0000 > a partir €130