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No Chão do Rio, em Seia, somos só nós e a mãe-natureza

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Oito meses depois dos fogos de outubro, este turismo rural sustentável em Travancinha, Seia, renasceu e tornou-se o primeiro, em Portugal, a receber a certificação Biosphere

O Chão do Rio tem seis casas com telhados de colmo - Cotovia, Ribeira, Pastor, Churra, Loba e Cumeada -, e uma piscina biológica
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O Chão do Rio tem seis casas com telhados de colmo - Cotovia, Ribeira, Pastor, Churra, Loba e Cumeada -, e uma piscina biológica

Das janelas do quarto, no mezanino, avista-se a piscina biológica e, ao longe, a Serra da Estrela
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Das janelas do quarto, no mezanino, avista-se a piscina biológica e, ao longe, a Serra da Estrela

As seis casas de pedra têm decorações distintas – umas mais rústicas, outras mais românticas
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As seis casas de pedra têm decorações distintas – umas mais rústicas, outras mais românticas

O turismo rural tem bicicletas de utilização gratuita à disposição
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O turismo rural tem bicicletas de utilização gratuita à disposição

Celia Roque

A pedido, pode requisitar uma massagem de relaxamento à sombra de um grande carvalho
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A pedido, pode requisitar uma massagem de relaxamento à sombra de um grande carvalho

Os sacos de pano para o pão, como os de antigamente, estão pendurados nas portas de cada uma das seis casas 
– a Cotovia, a Ribeira, a Pastor, 
a Churra, a Loba e a Cumeada, 
a primeira a nascer, em 2010, na aldeia de Travancinha, Seia, num terreno que apaixonou Catarina Vieira e o companheiro, Rodolfo. Oito meses depois de os incêndios de outubro terem afetado o Chão do Rio, este turismo de aldeia regressou, finalmente, à normalidade – e com uma boa notícia: tornou-se o primeiro turismo rural português a receber o galardão Biosphere, certificação sustentável, desenvolvida pelo Instituto de Turismo Responsável. “A uma história triste, conseguimos dar um final feliz”, diz-nos a resiliente Catarina.

Ao Chão do Rio, o padeiro da aldeia há de chegar pelas cinco da tarde para deixar, nos tais sacos de pano, o pão de centeio cozido a lenha. No alpendre de cada uma das casas, as camas 
de rede convidam a uma sesta embalada pelo coaxar das rãs, enquanto a piscina biológica 
– com dois jardins de nenúfares separados da 
zona de banho – pede mergulhos na água fresca e cristalina.

Mas há mais para fazer, sem olhar para o relógio, nestes oito hectares de quinta 
– como ir ao galinheiro buscar os ovos frescos das quatro galinhas, espreitar a “floresta do futuro” com medronheiros, carvalhos e castanheiros, dar um passeio de bicicleta, fazer um churrasco ou um piquenique, ou até dar de comer às ovelhas Flor e Estrela que, nos dias de calor, se deitam à sombra no chão de palha. Quem queira poderá entregar-se a uma massagem à sombra de um grande carvalho.

As seis casas (cada uma recebe até quatro pessoas) têm um mezanino onde a janela oferece uma vista para a serra da Estrela e, diríamos, para a mãe-natureza que aqui é o que mais importa. O pequeno-almoço chega num cabaz com produtos locais: compota de abóbora, feita pela atenciosa Dona Emília, que é quem recebe os hóspedes, bolo negro de Loriga, fruta fresca, iogurtes, queijo e, claro, ovos caseiros. 
Dias felizes, portanto.

Chão do Rio > R. da Calçada Romana, Travancinha, Seia > T. 91 952 3269 > a partir €120 (mínimo duas noites)