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O Craveiral Farmhouse, em São Teotónio, é uma casa longe de casa

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Neste antigo campo de cravos, transformado em turismo da natureza, descobre-se que o tempo é nosso amigo. Mergulhar na piscina, apreciar o pôr do Sol ou admirar o céu estrelado são atividades que fazem os ponteiros andar à velocidade que quisermos

No Craveiral existem 38 casas, todas elas pintadas de branco, com diferentes tipologias (estúdios, T1 e T2) e que acomodam, no máximo, 110 pessoas
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No Craveiral existem 38 casas, todas elas pintadas de branco, com diferentes tipologias (estúdios, T1 e T2) e que acomodam, no máximo, 110 pessoas

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O Craveiral Farmehouse é “para quem gosta do contacto com a Natureza e da simplicidade, mas não prescinde do conforto das cidades,” diz Pedro Franca Pinto
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O Craveiral Farmehouse é “para quem gosta do contacto com a Natureza e da simplicidade, mas não prescinde do conforto das cidades,” diz Pedro Franca Pinto

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Chega-se com o stresse no corpo depois de uma semana agitada de trabalho, mil pensamentos a fervilharem na cabeça, e bastam cinco minutos (e um copo de vinho) para que o ritmo alucinante abrande e se entre no vagaroso relógio alentejano. Esta capacidade de tranquilizar quem chega ao Craveiral Farmehouse é um dos primeiros dons que descobrimos em Pedro Franca Pinto (advogado), Luís Capinha (designer gráfico) e João Canilho (sócio-fundador da Soportugal), os três proprietários do novo turismo da natureza, a 15 minutos das praias da Zambujeira do Mar e do Carvalhal, em São Teotónio. A hospitalidade, o bom humor e a simpatia são outros atributos que se descobrem ao longo da estada.

Acabados de “aterrar” nestas terras do Sudoeste alentejano, sentimo-nos, imediatamente (e estranhamente, acrescente-se!) em casa, como se fosse nossa ou dos nossos. E ainda agora aqui entrámos e já cumprimentamos os burrinhos Cravo e Ferradura e visitamos o restaurante que se inaugura no primeiro dia de agosto e se baseia no conceito farm-to-table, com cozinha baseada no receituário regional. Terá uma mesa de cinco metros, uma lareira no centro da sala e um forno a lenha.

Voltamos ao nosso copo de vinho, agora perto da piscina, e ao pôr do Sol, sob um céu de tons alaranjados e avermelhados. Pura coincidência, diga-se. Ali constata-se que o tempo pode 
correr devagar, à nossa velocidade e sem pressas. Assim que o inesperado espetáculo natural termina, consegue-se ver aquele que será o centro de bem-estar (também se inaugura a 
1 de agosto), com piscina interior, banheira de hidromassagem, sauna revestida a cortiça, banho turco e duas salas com máquinas de fitness. Do lado oposto, está o primeiro conjunto de casas do Craveiral, alinhadas em frente a uma pequena horta com morangos, algumas ervas aromáticas e legumes.
No total, estes nove hectares que foram outrora um campo de cravos (flor que serviu de inspiração ao nome), existem 38 casas, todas elas pintadas de branco, com diferentes tipologias (estúdios, T1 e T2) e que acomodam, no máximo, 110 pessoas. “Não vamos ter enchentes”, promete o advogado Pedro Franca Pinto, o porta-voz deste trio que agora se divide entre Lisboa e o Alentejo. Na hora de escolher, saiba que a Casa do Quinteiro, decorada com mobiliário da marca portuguesa Wewood e os bonitos eletrodomésticos da italiana Smeg, tem ainda uma biblioteca e, no quarto, uma banheira de cortiça, da linha NuSpa, que venceu o prémio Green Good Design Awards 2015. Já os farmlofts, mais distantes e com piscina privada, são ideais para casais. O Craveiral Farmehouse é “para quem gosta do contacto com a Natureza e da simplicidade, mas não prescinde do conforto das cidades,” diz Pedro Franca Pinto, acrescentando: “Este não é um sítio apenas para domir, mas para se viver.”

Num passeio de bicicleta ou de moto 4, descobrem-se outros recantos desta quinta, como uma horta e um pomar, cultivados segundo as regras da cultura biológica, que vão alimentar o restaurante com uma grande variedade de frutos e hortícolas, assim que cresçam. Mas não só. Por ali também se avista uma zona dedicada aos animais, que pode alimentar e mimar durante a estada. São eles a cabra Canela e o bode Açafrão e os dois porquinhos selvagens Melosa e Medronho que ainda se estão a ambientar à nova casa. Para agradar a hóspedes de todas as idades, o Craveiral Farmhouse organiza ainda diversas atividades para os mais pequenos, que ali podem andar de trator, fazer uma caça ao tesouro, preparar pizzas ou simplesmente ir buscar os ovos à capoeira. E, claro, mergulhar na piscina das crianças. Também a preocupação ambiental não ficou fora deste projeto, que reaproveita boa parte das suas águas: as da chuva vão para a rega do paisagismo e as cinzentas (das lavagens) são tratadas e reintroduzidas nas descargas dos sanitários. Já a rega da horta é feita com água diretamente do furo.

Podem já não se ver cravos, por estes lados, mas haverá em breve cravinas, também conhecidas como cravos-dos-poetas. E são elas que vão manter acesa a visão que Pedro Franca Pinto teve há oito anos, quando decidiu comprar este terreno e transformar, com ajuda de Luís e João, numa casa para todos.

A piscina do Craveiral Farmhouse

A piscina do Craveiral Farmhouse

Ainda em fase de construção está o Centro de Interpretação da Natureza, que será utilizado para iniciativas de empresas, com capacidade para 60 pessoas. Está ainda prevista a criação de um picadeiro, junto à entrada

Craveiral Farmhouse > E.M. 501, km 4, São Teotónio, Odemira > a partir de €100