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Corpo Santo Hotel: Num cinco estrelas como em casa

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O novo hotel do Cais do Sodré, em Lisboa, quebra algumas formalidades, mantendo o luxo nos pormenores e na herança histórica descoberta: os 33 metros de muralha Fernandina. Bem-vindo ao Corpo Santo Hotel

Ao pisar o chão de pedra do Corpo Santo Hotel viajamos até ao século XVI. Todos os blocos foram retirados, catalogados, envernizados e colocados no mesmo sítio. São da altura em que o Largo do Corpo Santo, no Cais do Sodré, em Lisboa, era um logradouro de pescadores e um estaleiro naval. O hotel de agora ocupa um dos quatro torreões do Palácio da Corte Real, à porta do qual chegava o rio Tejo.

No lobby, uma parte de uma coluna milenar deixa perceber que neste cinco estrelas há momentos da História de Portugal. No lugar pensado para a garagem foram descobertos 33 metros de muralha Fernandina (dois terços continuam ainda escondidos), o que levou a transformar o piso-1 no núcleo museológico. Em breve, serão expostas as peças recolhidas durante a construção do edifício, como um conjunto de cerâmica dos séculos XV e XVI ou cachimbos de produção inglesa. A descoberta de vestígios históricos prolongou as obras por mais dois anos e meio, um investimento de Azim Manji, um português ligado ao maior distribuidor de medicamentos em Angola.

Manter a arquitetura pombalina dos três edifícios que compõem o hotel foi a maior preocupação do gabinete de arquitetura Nuno Leónidas, responsável pelo projeto exterior. Indo pelo corredor de madeira, rústica e sem qualquer tratamento, vamos diretos ao restaurante Porter, que também tem entrada independente pela Rua do Arsenal. É uma sala só, com diferentes ambientes e todos bastante informais, com uma carta a funcionar, em contínuo, das sete da manhã à uma e meia de madrugada.

Os pormenores decorativos chamam a atenção. Para cada um dos cinco pisos, a dupla Paula Laranjo e Vera Moreira, da Branco Sobre Branco, escolheu um intenso aroma e um papel de parede com padrão forte. O cheiro a manteiga de cacau e os desenhos de tucanos e outras aves levam-nos até ao Brasil, no quarto andar. São 79 quartos com cromoterapia na cas de banho, menu de almofadas e alguns revelam azulejos lisboetas descobertos nas obras. Para uma ligação direta com o nosso passado.

À chegada é provável que os hóspedes fiquem logo a conhecer os enchidos, os queijos, as frutas ou os vinhos portugueses, devido a uma parceria com os fornecedores do hotel, que promove os sabores nacionais em vários dias da semana.

O restaurante Porter tem entrada independente pela Rua do Arsenal e tem uma carta a funcionar em contínuo

O restaurante Porter tem entrada independente pela Rua do Arsenal e tem uma carta a funcionar em contínuo

Corpo Santo Hotel > R. do Corpo Santo, 25, Lisboa > T. 21 828 8000, 21 827 2537 > quarto duplo clássico €155 a €235, júnior suite €495 a €730