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Nas casas Traços d’Outrora, quase tocamos as estrelas

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Do ponto mais alto da aldeia de Trebilhadouro, em Vale de Cambra, encaixada nos socalcos da serra da Freita, avista-se o mar e a ria de Aveiro. Aqui, a natureza faz-se ouvir

A Rosalina é a maior das quatro casas (tem quatro quartos) da Traços d'Outrora, que conta ainda com a casa Matilde, a Custódio (ambas T1) e a Paço de Mato (T2 com suíte)
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A Rosalina é a maior das quatro casas (tem quatro quartos) da Traços d'Outrora, que conta ainda com a casa Matilde, a Custódio (ambas T1) e a Paço de Mato (T2 com suíte)

Lucília Monteiro

A aldeia de Trebilhadouro foi distinguida em 2015 com o prémio de reabilitação pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana
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A aldeia de Trebilhadouro foi distinguida em 2015 com o prémio de reabilitação pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana

Lucília Monteiro

Para as casas da Traços d’Outrora, procuraram-se móveis e objetos antigos
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Para as casas da Traços d’Outrora, procuraram-se móveis e objetos antigos

Lucília Monteiro

Da janela panorâmica sobre o vale, avista-se 
o mar e a ria de Aveiro
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Da janela panorâmica sobre o vale, avista-se 
o mar e a ria de Aveiro

Lucília Monteiro

O verde abunda nestes socalcos que, protegidos do vento, vale a pena desbravar. As árvores, ainda despidas, deixam à vista os caminhos e as casas de granito. A 625 metros de altitude, o ar da serra da Freita, em Vale de Cambra, quase obriga a encher o peito.

Rodeada de espigueiros e de campos de cultivo, eis que aparece a aldeia de Trebilhadouro, distinguida em 2015 com o prémio de reabilitação pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. O último habitante deixou a aldeia vai para 20 anos, mas um projeto turístico reabilitou-a de forma serena, quase invisível, e a natureza fez-se ouvir. Outra vez e com gente. É certo que não vai conversar com o Custódio, a Matilde ou a Rosalina, no entanto, será na casa destes antigos moradores que irá ficar.

São quatro, as habitações da Traços d’Outrora, a empresa criada por Isabel Fonseca para não deixar fugir esta aldeia cheia de histórias. “Sempre tive paixão por peças antigas e por restauro”, conta Isabel, que apenas pretendia uma casa de férias para a família e, com o marido, acabou por comprar quatro. “Queríamos conservar as memórias de outros tempos.” Daí ter procurado móveis e objetos antigos que podiam muito bem ter sido usados pelos primeiros proprietários.

Estamos na casa da Rosalina, a maior, com quatro quartos, distribuídos por dois pisos. 
E, num piscar de olhos, regressa-se a casa da avó, com decoração dos anos 50: chão em cimento vermelho, toalhas de renda, pratos floridos nas prateleiras, fotografias de casamento, tetos revestidos a madeira, mantas de trapo no chão. Nos quartos, há camas de ferro, colchas brancas, mesinhas de cabeceira de madeira com panos de renda e grandes espelhos. Se se optar por ir em família, convém reservar o quarto do primeiro andar: tem lareira, sofá e alguns livros, mas será a janela panorâmica sobre o vale que o vai fazer suspirar. Com a natureza a seus pés, “avista-se 
o mar e a ria de Aveiro”, observa Isabel.

Além 
da casa Rosalina, a Traços d’Outrora tem 
a Paço de Mato (T2 com suíte), a Matilde e o Custódio (ambas T1). A natureza entra sem cerimónia nestas habitações de pedra à moda antiga e, se estiver bom tempo, à noite, dali, remata Isabel, “quase tocamos as estrelas”.

Traços d’Outrora > Trebilhadouro, Rôge, Vale de Cambra > T. 91 879 5674 > €60 a €200 (pequeno-almoço incluído)