Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

O hostel Bluesock é para ‘millenials’ e não só

Escapar

O grupo espanhol Carris Hoteles abriu o primeiro hostel na Ribeira do Porto. São, no total, 226 camas 
a pensar em quem, independentemente da idade, privilegia o encontro entre gerações

A suíte penthouse tem vista privilegiada para o Douro e uma cama desenhada por Paulo Neves, artista que tem vários trabalhos expostos em todo o hostel

A suíte penthouse tem vista privilegiada para o Douro e uma cama desenhada por Paulo Neves, artista que tem vários trabalhos expostos em todo o hostel

Lucília Monteiro

Uma meia azul, pendurada aqui e ali, seria a imagem mais óbvia do Bluesock, o primeiro hostel da cadeia espanhola Carris Hoteles, aberto há poucas semanas na Ribeira do Porto. Mas não se trata apenas de uma meia azul – uma vez que este alojamento low cost não pretende ser-só-mais-um e quer distinguir-se dos restantes. Desde logo, a começar pelo próprio edifício, de seis andares (três casas dos anos 30 foram anexadas), com o exterior revestido a azulejos azuis e brancos, e o interior a manter 
a pedra da escadaria e das paredes e as vigas de madeira nos tetos.

Ao todo, o Bluesock conta 226 camas

Ao todo, o Bluesock conta 226 camas

Lucília Monteiro

Tem 226 camas, entre quartos partilhados de 13, 12 e oito camas (alguns femininos), dois quartos para seis pessoas (a pensar nas famílias), um para quatro, além de dois twin, um duplo e uma suíte penthouse, no sexto piso, com uma janela a ocupar toda a parede e uma vista de tirar o fôlego para a ponte Luís I e o Douro.

Apesar de tudo isto, e para grande espanto nosso, cá dentro, não se notam algazarras nem atropelos. As áreas comuns são largas e convidam à conversa – esse é, aliás, um dos propósitos do projeto. “O mais importante num hotel é partilhar experiências e que seja tão confortável como uma casa”, afirma o galego Jorge Jañes, diretor de operações do Carris Hoteles, grupo que quer levar esta filosofia para Lisboa e Madrid já em 2017.

Criado para “receber os millenials, a geração entre os 20 e 35 anos”, 
o Bluesock está equipado com wifi, organiza aulas de surf, circuitos de tapas e concertos ao vivo com bandas locais no lounge do bar, na cave. É aqui, em mesas corridas, entre paredes e arcos em pedra, que se serve o pequeno-almoço continental (acresce €4) e se disponibilizam refeições prontas a levar.

Neste “hostel de qualidade superior com um serviço de cinco estrelas”, como gosta de dizer Jorge Jañes, não tem, porém, entrado só a geração mais jovem. “Há dias recebemos um casal alemão com 70 anos que viajava de bicicleta desde Frankfurt, 
e preferiu aqui ficar três noites”, conta Miguel Macedo, diretor do hostel. Falta explicar de onde vem a tal meia azul do princípio deste texto: 
é oferecida a quem fizer a reserva pela internet. Aos millenials e não só, portanto.

 “O mais importante num hotel é partilhar experiências e que seja tão confortável como uma casa”, afirma o galego Jorge Jañes, diretor de operações do Carris Hoteles

“O mais importante num hotel é partilhar experiências e que seja tão confortável como uma casa”, afirma o galego Jorge Jañes, diretor de operações do Carris Hoteles

Lucília Monteiro

O novo hostel do Porto, que diz ser o maior do País, também organiza aulas de surf, circuitos de tapas e concertos com bandas locaisno lounge do bar.

Bluesock > R. de S. João, 40, Porto > T. 22 766 4171 > preços quartos partilhados a partir €20, twin e duplo €80 a €90, suíte penthouse €120