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Quinta de La Rosa: Em nome do Douro

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Foi por ela que a família de Sophia Bergqvist se apaixonou há mais de 100 anos. E é pelas vinhas – com vista para o rio e para o “excesso de natureza” descrito por Torga – que agora a Quinta de La Rosa, no Pinhão, se renova

Todos os renovados quartos da Casa Amarela, uma das villas da Quinta de La Rosa, têm vista para o Douro e há um, com terraço privado, especialmente indicado para famílias

Todos os renovados quartos da Casa Amarela, uma das villas da Quinta de La Rosa, têm vista para o Douro e há um, com terraço privado, especialmente indicado para famílias

Na estrada entre Peso da Régua e Pinhão, a tal que é considerada “a melhor do mundo” para conduzir, ninguém fica indiferente à imponência da Quinta de La Rosa, na margem do Douro. Mas é quando se atravessam os portões de ferro e se olham as vinhas, plantadas pelo bisavô de Sophia Bergqvist antes da I Guerra Mundial e que se estendem em socalcos até ao rio e ao Vale do Inferno, que se percebe a real dimensão desta quinta com 55 hectares, cujo limite o nosso olhar não alcança.

É, afinal, pelas vinhas, pelo vinho, pelo Douro, que a quinta da família de Sophia (a inglesa de 56 anos que gere a propriedade, juntamente com o irmão Philip e o pai Tim) tem arriscado, nos últimos anos, no enoturismo e na renovação dos quartos, tanto da casa principal como das duas villas. Quando não está no Douro ou em Londres, onde vive, Sophia Bergqvist anda pelo mundo a levar o vinho da Quinta de La Rosa a mais de 30 países.

Daí que seja quase sempre Alina Pereira, 30 anos, a receber os hóspedes e a indicar-lhes os caminhos da propriedade. “Gostamos que se sintam parte da família, de lhes dar liberdade para andarem pela quinta”, conta a gestora, reforçando a ideia de não terem “a filosofia tradicional de um hotel”. É preciso caminhar uns bons metros numa calçada em pedra para chegar à Casa Amarela, uma das villas (a outra, a de Lamelas, fica a alguns minutos de carro), cujos cinco quartos foram recentemente remodelados e decorados pela própria Sophia.

Na casa – que pode ser alugada na totalidade ou por quarto – renovaram-se lambris, madeiras, tecidos de almofadas e cortinas. Na sala comum, lareira, livros e jogos de família aguardam os hóspedes, já a pensar nos dias de chuva. Contudo, o melhor está lá fora. É quando se abrem as janelas dos quartos, todos com vista para o rio, que entendemos o tal “excesso de natureza”, com que tantas vezes Miguel Torga descrevia o “seu” Douro.

As vinhas podem ser percorridas a pé (os caminhos estão bem identificados), pode visitar-se a adega e o armazém (os vinhos da última vindima já repousam nas barricas) ou ainda fazer-se uma prova na nova sala e loja de vinhos. Tudo com a tal liberdade e o mesmo espírito de família que os Bergqvist tanto querem.

A Quinta de La Rosa foi oferecida à avó de Sophia Bergqvist, Claire, como presente de batismo, há mais de um século. Em 1988, começou a produzir vinho do Porto.

A Quinta de La Rosa foi oferecida à avó de Sophia Bergqvist, Claire, como presente de batismo, há mais de um século. Em 1988, começou a produzir vinho do Porto.

Quinta de La Rosa > Pinhão > T. 254 732 254 > €120 a €150 (quarto duplo com pequeno-almoço)