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Otherwise: Quando a atitude está numa camisa

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Têm padrões, texturas e pormenores que não as deixam passar despercebidas. É esta a essência da marca portuguesa Otherwise, agora com uma loja em Campo de Ourique, Lisboa

Os padrões coloridos das camisas Otherwise, dos geométricos aos florais, são conseguidos com técnicas como block print, uma estampagem feita com um desenho esculpido num bloco de madeira

Os padrões coloridos das camisas Otherwise, dos geométricos aos florais, são conseguidos com técnicas como block print, uma estampagem feita com um desenho esculpido num bloco de madeira

É impossível passar entre os pingos da chuva quando se veste uma camisa Otherwise. Os padrões “a romper com o tradicional”, diz o responsável Manuel Ochoa, são a essência desta marca portuguesa nascida de um desafio entre irmãos. “A minha irmã fundou a Dream Catchers, moda sustentável com tecidos orgânicos, há quase dez anos, enquanto vivia e estudava na Índia. Em 2017, disse-me que devíamos fazer uma linha de homem, ao que respondi: ‘Vamos embora!’”, conta. “Nessa altura, ainda trabalhava na área de marketing e comunicação de um banco, a história clichê. Agora estou dedicado à marca a cem por cento.”

“Eu sabia que os padrões iam estar na moda, e padrões e cores é na Índia”, afirma Manuel. É lá que são produzidas as camisas da Otherwise, de acordo com os princípios do comércio justo, numa pequena fábrica de oito trabalhadores. Cada costureiro faz uma camisa do princípio ao fim. A primeira coleção, lançada em abril do ano passado, vendeu-se em mercados, aos amigos, à família e no site. No passado mês de maio, a Otherwise abriu a primeira loja no Mercado de Campo de Ourique, em Lisboa. As camisas, de algodão, são de edição limitada: 30 unidades em cada padrão (a partir de €55). “São quase únicas, é isso que as pessoas valorizam. Portanto, trabalhamos para ter um produto diferenciado.”

Os padrões coloridos, dos geométricos aos florais, são conseguidos com técnicas como block print, uma estampagem feita com um desenho esculpido num bloco de madeira. Também trabalham as texturas, uma característica que se percebe ao toque. Há ainda uma gama de algodão orgânico, feito de fibra de bananeira, muito fresca para o verão, e um modelo tecido manualmente numa só cor (€100, a mais cara). Já os botões são feitos de casca de coco. “Nas primeiras camisas de algodão orgânico, eram de plástico, não fazia sentido. Mas também os usamos por uma questão estética, os pormenores são importantes”, assegura Manuel. De dois em dois meses, ou menos até, hão de chegar novidades à loja, uma maneira de estar sempre a surpreender quem usa a roupa como uma forma de expressão.

Otherwise > Mercado de Campo de Ourique > R. Coelho da Rocha, 104, Lisboa > T. 91 779 5097 > seg-sex 12h-20h, sáb-dom 11h-19h