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A arte de torcer fios na nova loja de passamanaria da FRESS, em Lisboa

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Ao lado de cordões, borlas e galões, há brincos, pulseiras e bases para tachos. Uma comunhão feliz que faz uso desta arte promovida pela Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS), em Lisboa

Na nova loja-atelier trabalham cinco pessoas, sob a supervisão de Leonor Dias, mestre em passamanaria
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Na nova loja-atelier trabalham cinco pessoas, sob a supervisão de Leonor Dias, mestre em passamanaria

Diana Tinoco

Nos armários de madeira, feitos nas oficinas da fundação, estão metros e metros de cordões e galões, em coleções com nomes como Gainsborough, Chintz, Pot-Pourri ou Windsor
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Nos armários de madeira, feitos nas oficinas da fundação, estão metros e metros de cordões e galões, em coleções com nomes como Gainsborough, Chintz, Pot-Pourri ou Windsor

Diana Tinoco

Leonor Dias vai executando as peças com a agilidade de quem tem mais de 40 anos de profissão
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Leonor Dias vai executando as peças com a agilidade de quem tem mais de 40 anos de profissão

Diana Tinoco

A arte da passamanaria permite fazer outras peças, como brincos, pregadeiras, pulseiras, bases para tachos, porta-chaves e até bolas de Natal
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A arte da passamanaria permite fazer outras peças, como brincos, pregadeiras, pulseiras, bases para tachos, porta-chaves e até bolas de Natal

Diana Tinoco

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Diana Tinoco

Na Rua de São Tomé e Príncipe, a nova loja-atelier ocupa a antiga loja técnica da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva
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Na Rua de São Tomé e Príncipe, a nova loja-atelier ocupa a antiga loja técnica da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva

Diana Tinoco

A Leonor Dias, 58 anos, mestre em passamanaria, não lhe faltam ideias para trabalhar os fios de seda, algodão, ouro e prata. Mas sobra-lhe pouco tempo para as pôr em prática, desde que a oficina desta arte têxtil, uma das mais requisitadas e bonitas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva (FRESS), ganhou uma loja própria, virada à Rua de São Tomé e Príncipe, no coração das Portas do Sol. “Trabalhar na loja é uma experiência completamente diferente, foi uma surpresa”, conta Leonor.

Antes de a loja abrir, em junho deste ano, quem queria comprar cordões, borlas, galões ou embraces (nome da peça que se usa para prender os cortinados) – de todas as cores e mais alguma –, tinha de entrar no Palácio Azurara e subir ao primeiro andar da sede da FRESS. “A oficina estava sempre cheia, entre curiosos e clientes, porque fazemos trabalhos à cor, ao tamanho e ao gosto de quem nos procura. Mudá-la para o lugar onde funcionava a antiga loja técnica da fundação foi a decisão certa”, diz Vanessa Salgado, da administração da FRESS.

Nos armários de madeira, feitos nas oficinas da fundação, estão metros e metros de cordões e galões, em coleções com nomes como Gainsborough, Chintz, Pot-Pourri ou Windsor. Os mais vendidos são os galões espinhados e de riscas, muito utilizados hoje em dia, em acessórios, vestuário e decoração. O preço do metro começa nos €3,50 e vai até aos €100, dada a riqueza dos materiais e a forma artesanal como são feitos. Mas a arte da passamanaria permite fazer outras peças, como brincos, pregadeiras, pulseiras, bases para tachos, porta-chaves, bolas de Natal, os chamados “pincéis” para as chaves das gavetas – tudo alegre e colorido, feito à mão pela equipa de cinco pessoas da loja-atelier, sob a supervisão de Leonor que, não raras vezes, vai executando as peças com a agilidade de quem tem mais de 40 anos de profissão, enquanto pergunta ao cliente se precisa de ajuda. Na loja estão também os dois teares mecânicos Jackard com mais de 100 anos, que (com sorte) é possível ver em funcionamento. Quem compra, isso é certo, sai com bonitos embrulhos, feitos em papel marmoreado, produzido na própria fundação.

Loja de Passamanaria da FRESS > R. de São Tomé, 90, Lisboa > T. 21 881 4642 > seg-sex 10h-13h, 14h30-18h