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Antiflop: Arte para levar ao pescoço

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De crepe de seda e de caxemira, os lenços e echarpes da Antiflop têm padrões com obras de artistas portugueses, de José de Guimarães a Sofia Areal

O lenço “é uma coisa que eu uso sempre, intemporal, que dura e se usa durante anos”, diz Teresa Bacalhau que criou a Antiflop

O lenço “é uma coisa que eu uso sempre, intemporal, que dura e se usa durante anos”, diz Teresa Bacalhau que criou a Antiflop

Diana Tinoco

Teresa Bacalhau, 50 anos, sempre trabalhou na área da moda e do vestuário, onde já fez de tudo, desde criar coleções e padrões, gestão de lojas, consultoria. Quando começou a pensar num novo projeto, sabia que teria de relacionar arte com moda. E o que fez? Simples. Abriu o seu guarda-roupa e focou-se nas peças que mais usava. Entre jeans, t-shirts e lenços, foi o acessório que lhe chamou a atenção. “É uma coisa que eu uso sempre, intemporal, que dura e se usa durante anos”, justifica Teresa.

Estava assim decidido o suporte que levaria estampado obras de artistas portugueses, como Ilha dos Amores, de José de Guimarães, ou Antropomorfismo, de Nadir Afonso, dando origem, em abril de 2015, à Antiflop, uma marca portuguesa de lenços e echarpes. A originalidade está nos padrões, impressões digitais de quadros e serigrafias de referência de Amadeo de Souza Cardoso, Sofia Areal, Nadir Afonso, João Feijó, Fernando Álvaro Seco, António Soares, José de Guimarães, entre outros.

A utilização da arte neste acessório tão versátil, que se usa ao pescoço nas mais diversas formas, deu origem a peças vistosas e coloridas, maioritariamente de edição limitada e que chegam ao cliente com certificado numerado. Também existe a linha Icónica com padrões pensados por Teresa. Confecionados em crepe de seda e em caxemira (10% caxemira e 90% modal), estão disponíveis em vários tamanhos, do lenço mais pequeno, de 40 por 40 centímetros, às echarpes com quase dois metros. “Os materiais tinham de ser nobres para terem uma boa relação com a qualidade dos artistas”, explica Teresa. À exceção dos tecidos, provenientes de Itália, todo o processo de fabrico é nacional − da impressão digital à produção, asseguradas, respetivamente, por uma fábrica e uma costureira no Norte do País. Sobre a escolha do nome, que nada ter que ver com lenços ou com os próprios padrões, já Teresa foi muitas vezes questionada, mas justifica-a facilmente, com a vontade que tinha de não falhar. “Tinha de ser uma coisa que funcionasse, não podia ser um flop.”

www.antiflop.pt > à venda em vários museus, como o de Serralves (Porto), da Marinha (Lisboa) ou de Nadir Afonso (Chaves), na Loja das Meias (Lisboa) e na 9 Séculos (Guimarães), entre outras lojas e galerias