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As peças com design de arquiteto têm uma loja na Casa da Arquitetura, em Matosinhos

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Mais do que uma loja, esta é uma galeria aberta a várias artes: da joalharia ao mobiliário, dos candeeiros aos serviços de chá, tudo com assinatura de arquiteto. Bem-vindos à Loja da Casa, na novíssima Casa da Arquitetura, em Matosinhos

As peças criativas de Virgínio Moutinho

As peças criativas de Virgínio Moutinho

Onde outrora funcionaram os escritórios da antiga Real Vinícola, arrumam-se agora outras artes, desde que a recuperação do antigo edifício industrial de Matosinhos ali instalou a Casa da Arquitetura. A Loja da Casa, aberta em novembro passado e onde se pode entrar sem pagar bilhete, divide-se em três áreas: design de autor, livraria de arquitetura e exposição/venda de mobiliário.

A primeira é um prolongamento da loja nascida em 2009 na casa de Roberto Ivens, em Matosinhos, onde, numa área bem mais pequena (84 metros quadrados), começaram a vender-se peças de design de arquitetos. Nessa altura, Carla Sousa, responsável pela Loja da Casa, ainda se lembra da pergunta mais frequente: “Mas os arquitetos também fazem isto?” O “isto” são candeeiros, porta-livros, serviços de chá, pratos, cómodas, centros de mesa... desenhados por grandes nomes da arquitetura como Siza Vieira, Souto de Moura, Adalberto Dias, Alcino Soutinho, ou, entre tantos outros, Virgínio Moutinho.

Os candeeiros Boa Nova, de Siza Vieira, são inspirados nos que se encontram na Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira

Os candeeiros Boa Nova, de Siza Vieira, são inspirados nos que se encontram na Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira

Na nova loja da Casa da Arquitetura, com 250 metros quadrados, vendem-se peças assinadas “tanto pelos grandes mestres, pelos Pritzkers, como por autores de arte e design e jovens arquitetos promissores”, salienta Carla Sousa. Vem bem ao acaso a frase escancarada de Souto de Moura: “Para fazer coisas bonitas é preciso perder o medo de fazer as feias.” Do Prémio Pritzker 2011, encontramos, entre outras peças, os candeeiros de mesa Ice, em mármore branco e base de alumínio (a partir €260), ou a edição exclusiva de pratos e chávenas inspirada no Café do Desportivo de Braga. De Siza Vieira, Pritzker 1992, os olhares recaem, sobretudo, nos candeeiros Boa Nova (€360), em madeira de afzélia e de bétula, a lembrar os que se encontram na Casa de Chá, monumento nacional em Leça da Palmeira. Mas também nos porta-livros, na mesa de cabeceira, nas chávenas Raízes. “O desenho é o desejo da inteligência”, diz-nos Siza, numa frase escrita na parede.

As peças quase escultóricas de Ana Fernandes contrastam com os bonecos criativos e divertidos de Virgínio Moutinho (a partir €75), feitos em latão, inox ou madeira. Entre joalharia, só de mulheres arquitetas, há serigrafias e várias peças de pintores como Graça Morais, Júlio Resende ou Ângelo de Sousa. “Desde 2009 que passaram pela loja mais de uma centena de autores”, adianta Carla Sousa. “Temos uma missão cultural e, ao mesmo tempo, de loja/galeria acessível a todos. Depois da visita, podem até comprar só um lápis, mas daqui levam cultura.” E essa será a mais importante das missões.

A Loja da Casa irá lançar, ainda este ano, o primeiro concurso nacional de design de produto

A Loja da Casa irá lançar, ainda este ano, o primeiro concurso nacional de design de produto

Loja da Casa > Casa da Arquitetura > Av. Menéres, 456, Matosinhos > T. 22 240 4663/4 > ter-sex 9h-18h, sáb 9h-13h