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Na Pop-Closet, a moda é reciclável

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No Chiado, em Lisboa, abriu uma loja de roupa em segunda mão, onde as coleções têm uma curadoria inspirada nas tendências da moda. Ali é possível comprar, vender e trocar

O estado de conservação, a originalidade e o tecido das peças são fundamentais na Pop-Closet

O estado de conservação, a originalidade e o tecido das peças são fundamentais na Pop-Closet

Mário João

Por cá ainda não havia nada como a Pop-Closet: uma loja de roupa em segunda mão onde se seguem as tendências da moda e as coleções mudam com as estações. “Sempre vi a moda como algo reciclável, o que varia é a forma como se usa e conjuga”, diz António Branco, responsável por este novo negócio que abriu portas no Chiado, em Lisboa, a 21 de junho. “Gosto de utilizar a palavra vintage com cuidado, porque se associa facilmente a peças datadas e não é isso que fazemos aqui. Esta roupa pertence aos dias de hoje, tem atualidade”, explica. Ou seja, o que qualquer pessoa pode vender, comprar ou trocar na Pop-Closet são aquelas peças de vestuário e acessórios cujo design e silhueta serve de referência e inspiração às coleções atuais.

Tanto se encontra uma t-shirt Adidas como um vestido Anna Sui ou Badgley Mischka, um par de sapatos ou uns óculos de sol Persol (os valores variam entre os dez e os 100 euros). Também têm lugar reservado, num dos recantos da loja, os casacos e calças de fato de treino em nylon, artigos marcantes usados em massa nos anos 80, que regressam agora em desfiles de marcas como a Balenciaga. “Fazemos as recolhas de tendências e construímos um mood board que nos guia na escolha”, diz António Branco.

O estado de conservação, a originalidade e o tecido das peças são fundamentais na escolha. De fora da Pop-Closet ficam as marcas de fast fashion, a não ser que sejam fruto de uma colaboração e aí é-lhes reconhecido algum valor. “Os artigos têm que ser marcantes o suficiente para lhe prestarmos atenção e tem que haver rotatividade na oferta. A mudança de coleções é muito importante aqui”, nota António Branco, que quis que a Pop-Closet também se distinguisse pela sustentabilidade, recorrendo na decoração à reciclagem de mobiliário (há um balcão frigorífico transformado numa montra de acessórios e um andaime em charriot), e usando, ainda, sacos de material reciclado e lâmpadas de baixa energia.

São várias as ideias para dinamizar a Pop-Closet. Em breve, haverá stylists a produzir visuais para os manequins da loja, que depois estarão à venda no site. “As pessoas poderão comprar o look total, da cabeça aos pés, vestuário e acessórios”, explica o responsável, António Branco.

Pop-Closet > Cç. do Sacramento, 48, Lisboa > T. 21 609 6251 > seg-sáb 12h-20h