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Ignae: A beleza que vem das ilhas

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Nascida nos Açores, a Ignae é uma nova marca de cosmética que utiliza ingredientes do arquipélago para criar cremes antienvelhecimento

Com uma produção de pequena escala e o envolvimento de alta tecnologia, a Ignae acabou por se situar num segmento de luxo. Estará em breve numa cadeia de retalho nacional e já exporta para a China, o Canadá, os Estados Unidos, o Brasil, a Suíça e a Arábia Saudita

Com uma produção de pequena escala e o envolvimento de alta tecnologia, a Ignae acabou por se situar num segmento de luxo. Estará em breve numa cadeia de retalho nacional e já exporta para a China, o Canadá, os Estados Unidos, o Brasil, a Suíça e a Arábia Saudita

Às vezes é preciso ir longe para perceber o potencial daquilo que se tem à porta de casa. Foi o que aconteceu a Miguel Pombo, um micaelense que, em 2009, fez um estágio numa empresa de comunicação em Bruxelas, na Bélgica. Aí, tomou contacto com o mundo da cosmética e começou a ouvir falar nos benefícios para a pele de elementos naturais como a areia negra, a água termal ou as proteínas do leite… “Disso é o que mais há aqui nos Açores”, diz, recordando o momento do regresso a casa e da decisão em mergulhar nesse universo.

Hoje, com 32 anos, é o diretor da Ignae, a marca de cosmética nascida no início deste ano. Para aqui chegar, conta, foram necessários sete anos de muitas experiências, muitos testes e alguns cursos, que lhe permitiram – com parcerias com o departamento de Biologia da Universidade dos Açores e com o INOVA, Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores – encontrar as fórmulas certas dos quatro produtos que vendem: três complexos (dia, noite e olhos) e um sérum regenerador intensivo.

“Temos feito muitos testes de eficácia e os resultados têm sido muito bons em termos de efeito real na pele. Por isso, apostamos numa linha antienvelhecimento”, afirma Miguel Pombo, que criou a marca com mais dois sócios. O maior responsável pelos “milagres” da Ignae, revela, é o colostro bovino, o primeiro leite retirado das vacas depois do parto. “Nos Açores, os animais pastam ao ar livre, expostos aos ventos marítimos e, por isso, o seu sistema imunitário é mais forte e desenvolvem mais resistências. Isso reflete-se no colostro, que possui uma concentração superior de imunoglobinas 
e fatores de crescimento únicos, minerais e vitaminas”, explica.

Mas há outros ingredientes açorianos nos cremes. Do Parque Terra Nostra, em São Miguel, vem a água termal, carregada de oligoelementos. O mel de incenso é também da ilha e traz aos produtos capacidades anti-
-inflamatórias. Em breve, será lançado um quinto elemento da família: a máscara de veneno de abelha e argila, com propriedades regeneradoras. A marca, garante Miguel Pombo, continua a explorar os recursos dos Açores, como o soro de leite, o óleo de camélias japónicas ou os óleos essenciais e extratos de criptoméria.

Há uma descoberta, no entanto, que é a que mais anima o fundador da Ignae: o péptido (molécula biológica constituída por uma cadeia de aminoácidos) de uma bactéria encontrada nas Caldeiras das Furnas, capaz de regenerar a pele em 48 horas. Não faltarão novidades em breve, portanto.

Ignae > à venda no site da marca > preços entre €90 e €120