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Na Livraria do Convento, Bruaá é um grito pela leitura

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Na livraria do Convento de São Francisco, em Coimbra, reina a ilustração – seja na literatura infanto-juvenil, seja na de adulto. Ali espera-se, de braços abertos, pelos leitores

Numa loja de dimensões generosas e arquitetura minimalista, saltam à vista as capas dos livros, a maioria ilustradas, mas não só

Numa loja de dimensões generosas e arquitetura minimalista, saltam à vista as capas dos livros, a maioria ilustradas, mas não só

Lucília Monteiro

A livraria que, desde há um ano, passou a ser a casa da editora Bruaá em Coimbra, esteve para ser o bengaleiro do renovado Convento de São Francisco. Talvez por isso não se encontre rapidamente e seja preciso descer uma escadaria e virar à direita para dar com ela. Aí, somos guiados pelas letras do alfabeto, alinhadas em várias prateleiras como que a convidar-nos a entrar. Lá dentro, numa loja de dimensões generosas e arquitetura minimalista, saltam à vista as capas dos livros, a maioria ilustradas, mas não só.

“Na Livraria do Convento, 80% dos livros são dedicados à ilustração. E há também publicações de design, arquitetura e fotografia”, diz Miguel Gouveia, o ex-professor de português e inglês que, com a designer Cláudia Lopes, abriu, em 2008, a editora Bruaá, sediada na Figueira da Foz, onde têm uma outra livraria no Centro de Artes e Espetáculos.

A parceria entre o Convento de São Francisco e a editora passa pela “coexistência entre o livro infantil e o de adulto, com material de ilustração”, explica Miguel Gouveia. “Primeiro, abrimos com a intenção de ser uma livraria infanto-juvenil, mas agora temos uma mão cheia de editoras e de outras áreas.” E é só olhar em volta para o comprovar. Lá estão as edições mais recentes da Bruaá, como Se as Maçãs Tivessem Dentes, de Shirley e Milton Glaser, Um Dia de Loucos: Trinta ossos duros de roer (a partir do programa de rádio do pensador Walter Benjamin) ou O Urso que Não Era, de Frank Tashlin – mas também muitos outros títulos de editoras como a Kalandraka, a Planeta Tangerina, a Casa da Moeda, a Antígona, a Orfeu Negro ou a Redstone Press (editora inglesa que a Bruaá representa em Portugal).

Há ainda lugar para pequenas editoras como a recentíssima Flop, que lançou há pouco o seu primeiro livro, Três Horas Esquerdas, do russo Daniil Kharms, ou a Sulfúria, que acabou de reeditar Sexo 20, de Santos Fernando. No verão, prometem Miguel e Cláudia, haverá, ainda, mais um título naquelas prateleiras: O João e os Monstros, do contador de histórias António Gouveia, que a Bruaá planeia lançar até lá.

Entre os livros, descobrem-se também jogos didáticos, brinquedos e ilustrações. Não faltam, por isso, motivos para descer a escadaria do Convento de São Francisco.

“Na Livraria do Convento, 80% dos livros são dedicados à ilustração. E há também publicações de design, arquitetura e fotografia”, diz Miguel Gouveia, da editora Bruaá

“Na Livraria do Convento, 80% dos livros são dedicados à ilustração. E há também publicações de design, arquitetura e fotografia”, diz Miguel Gouveia, da editora Bruaá

Lucília Monteiro

Aos sábados, às 16 e 30, a livraria organiza as Leituras no Convento com apresentação de livros ou leituras para todos os públicos, sempre de entrada gratuita.

Livraria do Convento > Convento de São Francisco > Av. da Guarda Inglesa, Coimbra > T. 239 042 686 > ter-dom 15h-20h