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O delicioso Pudim do Abade: Feito em Lisboa, com receita do Norte

Comer e beber

Joel Vieira Pires (vídeo) e Sandra Pinto (texto)

Miguel Oliveira pegou na receita do pudim abade de Priscos e atualizou-a. Não mexeu na quantidade de açúcar, mas conseguiu criar um pudim menos doce que o original e reforçou o sabor do limão, do vinho do Porto e da canela. A VISÃO Se7e foi ao seu atelier, em Lisboa, ver como se faz este Pudim do Abade

Joel Vieira Pires (vídeo) e Sandra Pinto (texto)

Com uma simples colherada sente-se o sabor a vinho do Porto. Noutra, a exigir mais rigor e treino, notam-se o limão e a canela. As seguintes são por pura guloseima. É para quem gosta de uma sobremesa aveludada e doce, este Pudim do Abade, preparado em duas versões (familiar e individual), por Miguel Oliveira. O chefe pasteleiro passou meses dentro de uma cozinha a aprimorar a receita do pudim abade de Priscos, dedicação que lhe valeu, em 2014, o primeiro lugar no concurso A Mesa dos Portugueses. Tudo evoluiu a partir desta distinção, mas desde o início que Miguel faz questão de usar os mesmos métodos artesanais e os tachos de cobre. “Aqui não há atalhos, é tudo feito à mão, sem máquinas”, sublinha. Sem alterar o essencial da receita tradicional de Braga, quis “aprimorar os sabores, trazê-los para o século XXI, reforçar os cítricos, o vinho do Porto e diminuir o açúcar” – a versão familiar leva 500 gramas de açúcar. Um processo que repete, todos os dias, no seu novo Atelier Pudim do Abade, em Campo de Ourique, onde, em média, demora cerca de duas horas e meia a fazer 30 exemplares de cada, em três fornadas diárias. O doce pode ser comprado ali, diretamente (também aceita encomendas online) ou no Mercado da Ribeira. E é servido em 25 restaurantes do concelho de Lisboa, entre eles, o Solar dos Presuntos, o XL e o JNcQUOI.

Pudim do Abade > R. 4 de Infantaria, 75, Lisboa > seg-sex 10h-19h > €6 (115 g), €36 (990 g) > www.pudimdoabade.com