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Três vinhos frescos para beber neste verão

Comer e beber

Num vinho, frescura não é sinónimo de baixa temperatura, embora os dois conceitos andem ligados. Leia a opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

Frescura, procura-se. Em casa e fora dela, na praia e no campo, na esplanada e no jardim, onde quer que seja. Não por exigência do tempo, que este verão é indigno do nome, mas pela memória do corpo, que sabe o calendário de cor. E o que ele pede são bebidas frescas, inclusive o vinho, para acompanhar comidas ligeiras e suaves, que não se limitam aos grelhados e às saladas, como se ouve dizer com irritante frequência, e até podem ser elaboradas com o máximo requinte.

A frescura é uma das características essenciais do vinho e anda de mão dada com a acidez. Uma característica positiva, pois, com especial relevância nos brancos, também qualificados pela fruta. É por isso que são tanto mais agradáveis quanto mais se destacar neles a acidez frutada. Neste sentido, a frescura não se confunde com a temperatura a que o vinho deve ser bebido. Esta, a temperatura, tem que ver com a acidez e também com a estrutura do vinho. Por isso é que se bebem os vinhos brancos, em regra frescos e ligeiros, a temperaturas inferiores às dos tintos – de 6/7ºC, os brancos mais ligeiros, a 12/13ºC, os mais encorpados; e de 13/14ºC a 17/18ºC, os tintos.

Atentos ao mercado, vimos chegar alguns vinhos que têm na frescura uma das suas principais virtudes, como o monocasta Monólogo Malvasia Fina P70 2018, do produtor A&D Wines, Região Minho; o Bons Ares Adriano Ramos Pinto Branco 2018, Douro; e o Esporão Vinho de Talha Moreto Tinto 2018, Alentejo. Três vinhos com características diferentes, mas irmanados pela boa frescura e por outro atributo importante, a versatilidade, que a todos garante lugar à mesa.

Monólogo Malvasia Fina P70 2018
Só de uvas da casta Malvasia Fina colhidas numa parcela selecionada da Quinta de Santa Teresa, Região Minho. Apresenta cor citrina, aroma discretamente perfumado com notas de fruta fresca, paladar elegante com a fruta, a acidez e o álcool em bom equilíbrio. €7,50

Bons Ares Adriano Ramos Pinto Regional Duriense Branco 2011

Feito com uvas das castas tradicionais do Douro (60%) e da Sauvignon Blanc (40%), cultivadas a 600 m de altitude, tem cor citrina, aroma intenso, complexo e fresco com notas cítricas, tropicais e florais, paladar cheio, suave, e final envolvente. €9,50

Bons Ares Adriano Ramos Pinto Regional Duriense Branco 2011

Feito com uvas das castas tradicionais do Douro (60%) e da Sauvignon Blanc (40%), cultivadas a 600 m de altitude, tem cor citrina, aroma intenso, complexo e fresco com notas cítricas, tropicais e florais, paladar cheio, suave, e final envolvente. €9,50