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Sabores do Algarve na nova Taberna Albricoque, em Lisboa

Comer e beber

Em Santa Apolónia, ao lado da estação de comboios, o chefe Bertílio Gomes abriu a Taberna Albricoque. Ali, faz-se uma homenagem aos pratos e produtos do Algarve

O restaurante ocupa uma antiga casa de pasto de 1905, ao lado da estação de comboios de Santa Apolónia, e mantém os armários, os mármores e o mobiliário originais

O restaurante ocupa uma antiga casa de pasto de 1905, ao lado da estação de comboios de Santa Apolónia, e mantém os armários, os mármores e o mobiliário originais

Marcos Borga

Foi quando andava à procura de uma segunda loja para os seus gelados artesanais Ice Gourmet (podem ser saboreados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa) que o chefe Bertílio Gomes “tropeçou” numa “casa autêntica”, onde podia pôr em prática uma ideia antiga: ter um restaurante de comida algarvia. “O Chapitô à Mesa [perto do Castelo de São Jorge] não se adequa a este tipo de cozinha, o ritmo e o público são diferentes”, diz. Na antiga casa de pasto de 1905, ao lado da estação de comboios de Santa Apolónia, Bertílio ficou encantado pelos armários, mármores e mobiliário originais, bem como pela pia em pedra.

Apesar de ter nascido na Margem Sul, o chefe tem raízes em Albufeira e em Loulé. “Passava lá muito tempo nas férias, aquela cultura enraizou--se em mim”, conta. “É, acima de tudo, uma cozinha simples, dos poucos ingredientes, da matéria-prima vegetal e do mar de qualidade.” Na Taberna Albricoque estão alguns pratos que comia com a família, outros que conheceu através de amigos. “Também me inspirei no chefe Vila, da Adega Vila Lisa, na Mexilhoeira Grande, um visionário que, nos anos 80 e 90, quando a restauração se rendia ao fish and chips, continuava a fazer pratos clássicos da cozinha autêntica, verdadeira e de tradições.”

Choco com ervilhas e batata-doce

Choco com ervilhas e batata-doce

Marcos Borga

A ementa do jantar divide-se em dois capítulos: os petiscos, onde sobressaem os rissóis de berbigão (€3,50), o carapau curado (€4,80) e as ostras ao natural (€3,20), que podem acompanhar-se com um copo de vinho ou dar início a uma refeição mais consistente; e os pratos principais, fixos. Na categoria Do Mar, sugere-se a canja de lingueirão (€7), a raia de alhada (€13) e o choco com ervilhas e batata-doce (€9). Da Terra, destaca-se o rabo de boi com grão (€9,90) e a galinha cerejada com pera e amêndoas (€11). Para preparar as sugestões do dia, servidas ao almoço, o chefe liga no dia anterior aos seus fornecedores para saber o que têm. A abrótea, por exemplo, prepara-a numa salmoura seca com sal marinho, ficando a descansar durante 24 a 48 horas, para “perder o excesso de água e ficar mais saborosa, com textura mais consistente”. Pode ser servida escalfada, com algas e xerém, ou frita, numa sanduíche. Nas sobremesas, o almece de ovelha, amêndoa e pinhoada com tomilho (€4) e o citrino com biscuit laranja e sorbete de tangerina (€5) são duas boas sugestões com sabor a Algarve.

Rabo de boi com grão

Rabo de boi com grão

Marcos Borga

Ao lado do restaurante, Bertílio Gomes vai abrir, ainda este mês, mais uma geladaria Ice Gourmet.

Taberna Albricoque > R. Caminhos de Ferro, 98, Lisboa > T. 96 349 1581 > ter 15h-23h, qua-sáb 12h-23h, dom 12h-18h > menu de abertura (quatro momentos à escolha do chefe, água e café) €25