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Refeição festiva no restaurante A Coudelaria, em Samora Correia

Comer e beber

Para garantir lugar à mesa é preciso marcar com alguma antecedência, sobretudo nos fins de semana, e vale bem a pena fazê-lo. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, sobre A Coudelaria, restaurante da Companhia das Lezírias, em Samora Correia

Dificilmente se encontra um lugar mais acolhedor do que este, nos terrenos da Companhia das Lezírias, que se estendem ao longo de 20 mil hectares, na beira do Tejo, do lado sul, com áreas vastíssimas dedicadas a agricultura, floresta e pecuária. O restaurante A Coudelaria está no meio de sobreiros, onde vagueiam cavalos em liberdade, junto do hipódromo, voltado para o picadeiro e o campo de saltos, em plena comunhão com a Natureza, a meia hora de distância de Lisboa. Tem uma sala ampla, totalmente envidraçada, cheia de luz natural, e um bar, à entrada, com lareira e assentos confortáveis, que chamam à conversa e à bebida. Na sala vê-se, à direita, um balcão que fica repleto de iguarias em dias de bufete. A decoração centra-se na temática do touro e do cavalo, tipicamente ribatejana.

A cozinha é portuguesa, com acentuada influência ribatejana. Nota-se o predomínio das carnes, embora também nunca faltem o bacalhau e o polvo, com receitas diferentes todos os dias, além do peixe fresco para grelhar e das especialidades sazonais, como a lampreia em arroz e o sável frito com açorda de ovas, que acabam de chegar. Mas nos dois postos cimeiros estão dois bufetes: o campestre, ao sábado, com vários petiscos para entrada (manteigas, salgadinhos, queijo de meia cura), sopa, saladas, cinco pratos quentes (bacalhau com broa, polvo à lagareiro, novilha grelhada, lombo de porco preto no forno e arroz de pato mudo), mesa de sobremesas, vinho “da fonte”, que é da Coudelaria, e café; e o cozido de carnes bravas à ribatejana, ao domingo, tão rico, farto e saboroso que se tornou ex-líbris da casa.

Nos dias de semana há dois pratos fixos, um dos quais de bacalhau e outro de carne, oito pratos que variam em função do mercado e um prato vegetariano. Boa doçaria tradicional, como farófias, pudins de pão e de batata-doce, tigelada, segredo (que é doce de amêndoa), por exemplo. Na garrafeira predominam os vinhos da Companhia das Lezírias. Serviço eficiente e simpático.

Ao fim de semana, há dois bufetes: o campestre, ao sábado, com vários petiscos para entrada, saladas, cinco pratos quentes, mesa de sobremesas, vinho “da fonte”, que é da Coudelaria, e café; e o cozido de carnes bravas à ribatejana, ao domingo.

A Coudelaria > Monte de Braço de Prata, Porto Alto, Samora Correia > T. 263 654 985 > ter-dom 12h-15h > jantares por marcação para o mínimo de 20 pessoas > encerra nos feriados nacionais > €18 (preço médio)