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Abaixo os rótulos no Nola Kitchen, a nova cozinha saudável do Porto

Comer e beber

A nova coffee shop da cidade, o Nola Kitchen, quer servir “comida de verdade”, sem açúcares, farinhas refinadas ou ingredientes processados. Em prol da saúde e do bem-estar

Dip Mezze (trio de dips e guacamole, servido com flatbread, pão de fermentação natural e palitos de vegetais frescos

Dip Mezze (trio de dips e guacamole, servido com flatbread, pão de fermentação natural e palitos de vegetais frescos

Lucilia Monteiro

À entrada, há uma torneira da qual nos podemos servir de água filtrada e jarros com água aromatizada (pepino e melancia, ananás e hortelã, manjericão). Funciona como um preâmbulo para a filosofia da nova coffee shop saudável, aberta em meados de setembro, na Baixa do Porto: a Nola Kitchen. O nome nasceu a partir da expressão inglesa no label e é uma espécie de manifesto contra os rótulos, ou seja, contra a comida com conservantes. “Queremos educar o consumidor para comer saudável, sem açúcar nem farinhas refinadas ou ingredientes processados”, revela Maria Torres, 31 anos, que largou o trabalho no retalho da moda para abrir este negócio, juntamente com o namorado, Alexandre Santos, depois de terem feito uma “viagem espiritual” a Bali. Ao casal, juntou-se uma amiga, Beatriz Vergueiro, e a autora do blogue Diospiro, Filipa Cardoso, responsável pela carta.

Sumos naturais e smoohies feitos com frutas e vegetais

Sumos naturais e smoohies feitos com frutas e vegetais

Lucilia Monteiro

O objetivo da Nola Kitchen é conseguir levar à mesa “uma alimentação equilibrada, saudável e saborosa”, com a confeção dos pratos desde a raiz, “não usando nada que venha empacotado”, reforça Maria, prometendo que, em breve, “até a manteiga será caseira”. Do pequeno-almoço ao lanche (dentro de dias também servirá jantares), provem-se os sumos naturais (a partir de €3) – como o roots (beterraba, cenoura, maçã verde e gengibre) ou o super detox (pepino, aipo, coentros, salsa, lima e água filtrada) – e os smoothies (€5), nos quais entram frutas, manteiga de avelã, castanha de caju, tâmaras, óleo de coco, cânhamo e açaí. Saliente-se que os leites vegetais são caseiros e feitos com oleaginosas e sementes, as limonadas não levam açúcar – há açúcar de coco biológico para quem queira.

O pão é de fermentação lenta, da Garfa, e serve-se no Dip Mezze (€12,50), trio de dips e guacamole caseiro, com palitos de vegetais e flatbread, ou nas tostas – de batata--doce e beterraba assada ou de cogumelos salteados, noz e aioli de alcachofra (€9). Da carta consta ainda, entre outros, o oriental shakshuka (€10) – ovos escalfados em estufado de tomate, espinafres, com iogurte grego natural e flatbread –, as panquecas (€8), feitas com fermento natural e biológico, o brownie de chocolate, o banana bread ou as blissballs (bolas energéticas). Para comer, sem culpa.

O Nola Market vende o pão de fermentação lenta da Garfa, granola caseira e, em breve, outros produtos feitos ali mesmo

O Nola Market vende o pão de fermentação lenta da Garfa, granola caseira e, em breve, outros produtos feitos ali mesmo

Lucilia Monteiro

No Nola Kitchen, servem-se, a qualquer hora, três opções de brunch (€15, €17,50 e €25), nas quais entram o pudim de chia, o shakshuka ou o peachy mimosa (sumo de laranja, pêssego, espumante e especiarias).

Nola Kitchen > Pç. D. Filipa Lencastre, 25, Porto > T. 91 059 5015 > ter-dom 9h-16h