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O Palácio Chiado, em Lisboa, reabriu e tem muitas novidades

Comer e beber

Três restaurantes, sob os comandos do chefe Manuel Bóia, e um bar, são algumas das novidades no Palácio Chiado, em Lisboa, reaberto há poucos dias. Mas há mais para ver, ouvir e, acima de tudo, apreciar neste bonito palácio setetencista na Rua do Alecrim

O tártaro de bacalhau meia cura é um dos pratos servidos no Forrobodó

O tártaro de bacalhau meia cura é um dos pratos servidos no Forrobodó

Luís Ferraz

O balcão, os sofás, os cadeirões coloridos e as mesas individuais saltam à vista no novo bar Down. Esta é uma das novidades no renovado Palácio Chiado, que reabriu no feriado de 5 de Outubro, após um mês de obras de melhoramentos.

Nesta nova zona, logo à entrada, “temos uma lista de cocktails, de autor e clássicos, e petiscos para partilhar”, revela Duarte Cardoso Pinto, um dos sócios do Palácio Chiado, aberto em abril de 2016, após um trabalho minucioso do arquiteto Frederico Valsassina. “É uma zona lounge, mais descontraída”, diz ainda Duarte Cardoso Pinto. Ali, as noites de sexta, sábado e vésperas de feriados serão animadas pela música de dj's.

Manuel Bóia é o novo chefe do Palácio Chiado

Manuel Bóia é o novo chefe do Palácio Chiado

Na área da gastronomia, há uma contratação de peso. O chefe Manuel Bóia deixa a cozinha do restaurante Bica do Sapato, em Santa Apolónia, para vir criar as ementas e gerir os seis restaurantes – mais do que restaurantes, são seis cozinhas diferentes – que ocupam os bonitos salões com tetos trabalhados e pinturas deste palácio que foi casa do Barão de Quintela, e onde durante anos funcionou o IADE – Instituto de Arte, Design e Empresa.

Para conhecer os seus sabores, há que deixar o bar para trás e ir espreitar o que se passa nos dois pisos. A visita guiada começa pelo Seed, com opções saudáveis e vegans, seguindo-se o Cutelo, dedicado à carne, e termina ali perto, no Azimuth, especializado em pratos de peixe.

Dos anteriores restaurantes, mantém-se o Forrobodó, onde se podem experimentar diferentes entradas e tapas: queijo biológico de cabra em cura de carvão vegetal, burrata com tomate confitado, tataki de salmão com coulis de agrião, entre outras. Também o Barra transita com esta renovação, servindo diversas tábuas de queijos e de enchidos, croquetes de presunto ibérico, codorniz em escabeche, pica-pau de novilho ou prego de novilho em bolo do caco. E ainda o Rosmarino, de cozinha italiana, com sugestões para apreciadores de massas e pizzas. Na altura de pedir as sobremesas, há que passar pela Confeitaria e pedir um dos gelados artesanais da Davvero, entre outros doces ali à prova.

Provolone gratino, à prova do Forrobodó

Provolone gratino, à prova do Forrobodó

Luís Ferraz

“Queremos reforçar a ideia inicial, unindo a gastronomia com as artes, por isso, vamos ter uma programação mais frequente, organizando exposições e performances”, realça Duarte Cardoso Pinto, mantendo ainda em segredo o que virá por aí. Por agora, pode ver-se a exposição permanente da autoria do fotógrafo Frederico Van Zeller, que ocupa várias salas.

Antes de sair, vale a pena apreciar os vitrais, as pinturas e as esculturas que decoram o palácio e nos surpreendem a cada virar da esquina. Uma obra de arte.

Palácio Chiado > R. do Alecrim, 70, Lisboa > T. 21 346 3152 > dom-qua 12h-24h, qui-sáb 12h-2h