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Estrelas da cozinha da Galiza dão-se a conhecer no Porto

Comer e beber

Yayo Daporta, Pepe Solla, Javier Olleros e Xosé Cannas, chefes de cozinha com Estrela Michelin, originários da Galiza, Espanha, revelam a sua cultura gastronómica no restaurante Oficina, no Porto. O primeiro jantar está marcado para esta quinta, dia 27

Da esquerda para a direita, os chefes com estrela Michelin: Javier Olleros, Yayo Daporta, Pepe Solla e Xosé Cannas (mais conhecido por Pepe Vieira)

Da esquerda para a direita, os chefes com estrela Michelin: Javier Olleros, Yayo Daporta, Pepe Solla e Xosé Cannas (mais conhecido por Pepe Vieira)

Ovidio Aldegunde

Numa época em que a fama dos chefes de cozinha parece imparável, nomes como os de Yayo Daporta, Pepe Solla, Javier Olleros e Xojé Canna são relativamente desconhecidos em Portugal. Originários da Galiza, mais concretamente da província de Pontevedra, todos têm restaurantes distinguidos com uma Estrela Michelin. Em comum, têm ainda o facto de pertencerem ao Grupo Nove, fundado em 2003 para difundir a cultura gastronómica da região espanhola. Começou com nove cozinheiros e restaurantes, mas hoje tem 24 representantes, defensores de uma cozinha de autor que saiba resgatar os sabores do mar e da terra da Galiza. A oportunidade de os conhecer um pouco melhor chega agora, com o Estrelas da Galiza no Oficina, um dos projetos que marca o segundo aniversário do restaurante portuense, em parceria com a marca de cervejas Estrella Galicia. O objetivo é promover o intercâmbio entre territórios tão próximos, geográfica e culturalmente, com quatro jantares marcados até ao final de 2018.

Os mariscos estarão em destaque no menu de Yayo Daporta

Os mariscos estarão em destaque no menu de Yayo Daporta

A iniciativa começa nesta quinta-feira, 27, com Yayo Daporta, que deixa o restaurante homónimo (desde 2008 mantém uma Estrela Michelin) um solar revestido a granito no centro de Cambados, a sua terra natal, próximo da ria de Arousa para apresentar no Porto um menu de marisco, abundante na região. Do jantar (com um custo de €100), constam seis pratos, como o lingueirão do rio com lima kaffir, alho e salsa, a pescada ao vapor, ameijoas ao natural, algas e gelatina de moluscos ou o cabrito confitado e assado, com húmus de grão de bico. Os vinhos serão os Alvarinho da Quinta do Regueiro e os Douro da Quinta da Casa Amarela.

A 17 de outubro, será a vez de Pepe Solla, do restaurante Casa Solla – um histórico da gastronomia galega, galardoado desde 1980 com uma Estrela Michelin, em Poio , mostrar as suas criações. O chefe de cozinha é responsável por este negócio familiar desde 1994 e conseguiu acompanhar as novas tendências culinárias, sem nunca esquecer as tradições. Não será um desconhecido do público português já que, em Lisboa, ocupa um dos balcões do El Corte Inglès Gourmet Experience.

Outro dos representantes da alta cozinha galega é Javier Olleros, do Culler de Pau, em O Grove, restaurante aberto em 2010, de amplas janelas viradas para a ria de Arousa. O chefe de cozinha, vindo de uma família com tradição na hotelaria, considera-se um intérprete deste território, com as tradições gastronómicas e os produtos locais (e sazonais) a servirem de base para outros voos. A 21 de novembro apresentará um menu especial no Porto.

Uma das criações de Xosé Cannas

Uma das criações de Xosé Cannas

Sara López

O último representante galego será Xosé Cannas, mais conhecido por Pepe Vieira, o nome do seu restaurante, em Poio, batizado como “a última cozinha do mundo”, dada a localização geográfica e o resgate, nas suas propostas, de uma Galiza esquecida. Para isso, viajou pelo território e investigou intensamente as suas raízes gastronómicas. Histórias traduzidas em experiências únicas, para quem tiver o privilégio de conseguir um lugar no jantar agendado para 12 de dezembro, no Oficina.

Estrelas da Galiza no Oficina > Restaurante Oficina, R. Miguel Bombarda, 273-282, Porto > T. 93 671 2384 > 27 set-12 dez > preço definido a cada jantar