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Para ser membro do Clube Lisboeta, basta ter apetite e paladar apurado

Comer e beber

Pequenos-almoços, brunch todos os dias e jantares do mundo com pratos de Portugal, Brasil, Grécia e Tailândia, tudo com a assinatura da chefe brasileira Karin Gama. Bem-vindo ao novo Clube Lisboeta

O novo Clube Lisboeta serve cozinha do mundo - Portugal, Brasil, Grécia e Tailândia são os destinos do receituário

O novo Clube Lisboeta serve cozinha do mundo - Portugal, Brasil, Grécia e Tailândia são os destinos do receituário

Divulgacao

Karin Gama pode ter um currículo invejável, mas é a sua expressividade, o seu sorriso aberto e a mão-cheia para o tempero o que mais nos cativou. Nascida e criada no Rio de Janeiro, Karin aprendeu o que era a solidão em Londres, nos tempos em que trabalhou no Barbecoa, de Jamie Oliver, no Viajante, do “nosso” Nuno Mendes, e nos Claridge’s e Savoy Grill, de Gordon Ramsay. A esta impressionante lista ainda soma os dois anos em que esteve ao lado de Bela Gil, na abertura do restaurante Da Bela, no Rio de Janeiro.

Durante o tempo em que estudou (na escola Le Cordon Bleu) e viveu em Londres, Karin Gama vinha, várias vezes, a Lisboa visitar familiares, por isso, hoje, com 36 anos, sente-se bem nesta “cidade de muito fácil adaptação”. Não hesitou em aceitar o convite de Andreia Duarte, 40 anos, que ainda levou algum tempo a planear a abertura, a 10 de julho, do Clube Lisboeta – na Rua da Escola Politécnica, no lugar onde a Pastelaria Alsaciana esteve toda uma vida. Andreia queria um restaurante com comida saudável, acompanhando a tendência e as preferências dos consumidores, mas que oferecesse também cozinha do mundo. “Para já, reúnem-se Portugal, Brasil, Grécia e Tailândia. Daqui a alguns meses, mudam os países, à exceção dos pratos portugueses”, explica.

Entrámos no Clube Lisboeta ainda no lusco-fusco, mas à medida que a noite foi caindo, o ambiente tornou-se ainda mais acolhedor, com uma banda sonora descontraída e atendimento atencioso. Tudo o que veio para a mesa estava apuradíssimo, com sabores de fazer suspirar o mais vegano dos clientes. Sim, existem pratos vegan, como a moussaka grega (€13), a lembrar uma lasanha de beringela, com um ragu de cogumelos tão saboroso que até parecia carne assada, gratinado com queijo mozzarella vegan e molho bechamel feito com leite de castanhas, ou o cheesecake (€7), com amêndoa, tâmara, melaço, creme de castanha, mirtilo e limão siciliano. A “nossa” açorda de bacalhau à alentejana (€12), com ovo escalfado e muitos coentros, é um belo cartão de visita do receituário português. Porém, foi o apimentado “caldinho” de feijão (€10), uma comida tradicional de qualquer “boteco” do Rio de Janeiro, com uma farofa de pão com alho, que deu “uma levantada” ao jantar. Acompanhou na perfeição a entrada tailandesa satay de frango com molho de amendoim (€12), espetadas gulosas mesmo a pedirem para as comermos à mão.

Na ementa de segunda-feira não entra qualquer tipo de proteína animal, apenas um prato vegetariano e outro vegan

Clube Lisboeta > R. da Escola Politécnica, 90, Lisboa > T. 92 562 6105 > seg-qui 8h-1h, sex-dom 9h-2h