Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

É à mesa que nos entendemos: do Mariscador de Rodrigo Castelo aos 35 novos restaurantes de Lisboa e Porto

Comer e beber

Mariscos de mar e de rio, servidos ao natural ou em receitas de arroz e açordas do chefe Rodrigo Castelo, da Taberna Ó Balcão, em Santarém. O novíssimo Mariscador, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, junta-se a mais 35 novas mesas de Lisboa e do Porto, que fazem o tema de capa da VISÃO Se7e, esta quarta, 13, nas bancas

JoséCarlos Carvalho

Quem escolhe uma marisqueira não exige apenas bom marisco e peixe de qualidade, também “procura uma boa torrada, cerveja estupidamente gelada e maionese caseira”, resume o chefe Rodrigo Castelo sobre os pormenores a que dá valor na sua Taberna Ó Balcão, em Santarém, onde trabalha os produtos locais, do toiro bravo aos peixes do Tejo, o rio que banha a cidade onde nasceu. E são precisamente esses detalhes que agora também põe em prática no novo restaurante Mariscador na imponente Praça de Toiros de Lisboa, aberto em regime de soft opening para dar tempo de afinar as equipas e a ementa.

O aquário das lagostas e dos lavagantes chama imediatamente a atenção de quem entra nesta marisqueira que se estende por dois pisos. Ali perto, no balcão, a meio da tarde, podem comer-se ostras bem frescas da ria Formosa ou do Sado ou um pratinho de presunto de Barrancos pata negra (€13), acompanhado por uma cerveja ou um copo de vinho. Subindo ao primeiro piso, com vista para a cidade, há uma parede preenchida com búzios, estrelas-do-mar, alforrecas e caranguejos em relevo, bem como algumas telas que lembram o amor, a fadista Amália Rodrigues, o vinho, o azeite, entre outras referências portuguesas.

Depois de se espreitaram os cantos à casa, escolhe-se uma das mesas e espreita-se a ementa, que privilegia os mariscos de rio e de mar servidos ao natural, em arrozes, açordas, entre outras receitas. “Tudo que a nossa costa der não vamos comprar fora”, conta o chefe. Para dar início ao banquete, provem-se as camarinhas a estalar (€4,50), “os nossos tremoços”, esclarece o chefe que durante 11 anos foi forcado na Moita. Segue-se o expresso do caranguejo da meia-noite (€2,50), um caldo reconfortante servido num copo de shot, e os croquetes de toiro (€2). Há ainda manteiga de algas fumada para barrar o pão e buchas de sapateira (5 unidades €5,50).

A parede com motivos naúticos do primeiro andar do restaurante

A parede com motivos naúticos do primeiro andar do restaurante

José Carlos Carvalho

Aventuramo-nos pelos mariscos de rio, lagostim e caranguejo, pelos percebes de Peniche, pelo camarão de Espinho ou pela gamba violeta do Algarve, todos cozinhados no ponto certo. Se preferir provar um pouco de tudo, peça a Teca (uma expressão usada pelos mariscadores que signifca muito) de Marisco (€100, duas pessoas), composta por casco de sapateira, mexilhão com molho de citrinos, ostras, percebes, gamba de Moçambique, caranguejo de rio e de mar, lavagante ou lagosta, consoante o que houver

O arroz de lingueirão (€21), um clássico da Taberna ó Balcão, também “viaja” até Lisboa. Para finalizar, há ainda pica-pau do lombo (€19) com pickles caseiros e, dentro da pombinha, pão ligeiramente adocicado e tradicional de Santarém, existem duas opções à escolha: o lombo de atum (€12) e o prego do lombo de touro. Já para os pequenos mariscadores, o menus Xixa, teté e batata ou os douradinhos do chef om arroz branco (ambos €12), são as duas opções.

Nas sobremesas, a caixa de bolos, inspirada nos bolos que as senhoras vendem nas praias de Nazaré, são uma boa sugestão. Vem recheada com sete, entre eles, o pastel de nata, o pampilho e a bola de Berlim.

José Carlos Carvalho

Mariscador > Pç. de Touros do Campo Pequeno, Lisboa > T. 96 844 4126 / 96 844 3618 > seg-dom 12h-24h