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Cinco restaurantes para almoçar no Porto

Comer e beber

Cozinha saudável, de inspiração asiática ou sul-americana ou com ingredientes muito portugueses. Neste roteiro por cinco restaurantes do Porto, não faltam sugestões para almoçar e, quem sabe, poder viajar através do palato para outras latitudes

Na Casa Aberta, na Foz, há sempre peixinhos da horta para partilhar

Na Casa Aberta, na Foz, há sempre peixinhos da horta para partilhar

Lucilia Monteiro

1. Casa Aberta Open Bar Food House

O restaurante de Diogo Baldaque e da cunhada, Luísa Gouveia, continua a privilegiar a cozinha de partilha às refeições. São caso disso os peixinhos da horta (€4,50), os ovinhos escoceses – ovos de codorniz envoltos em carne, e depois panados e fritos (€4,50), as costelas de vitela arouquesa com arroz queimado (€15). As carnes, aliás, cozinhadas no forno a carvão são uma das mais-valias da casa.

O menu de almoço (€11,50, que inclui o couvert de pão e azeite com flor de sal) varia diariamente. E poderá oferecer, por exemplo, creme de courgette ou ovinhos estaladiços com presunto, um prato de carne ou de peixe – espetadas de alcatra marinada ou risoto de açafrão com salmão – ou ainda hambúrguer de carne arouquesa no pão com cebola caramelizada e bacon. Para acompanhar com vinho a copo e terminar com uma sobremesa acrescentam-se €2 para cada opção.

Casa Aberta Open Bar Food House > R. Padre Luís Cabral, 1080, Porto > T. 91 596 3272 > ter-qui 12h30-14h30, 19h30-22h30, sex-sáb 12h30-14h30, 19h30-23h, dom 12h30-15h

O Noshi serve cozinha saudável com inspiração de todo o mundo, a maioria dos pratos são sem açúcar e sem glúten

O Noshi serve cozinha saudável com inspiração de todo o mundo, a maioria dos pratos são sem açúcar e sem glúten

Lucilia Monteiro

2. Noshi

Comecemos pelo nome: Noshi. “É uma junção da palavra noz e de chia (substituímos o S por um C) por causa de um bolo que fazia em casa e toda a família adorava, feito com nozes e sementes de chia”, explica-nos Paula Fernandes, quando nos sentamos à mesa da cafetaria e restaurante saudável, que abriu há um ano, perto da Igreja do Carmo.

Chili de quinoa com ovo escalfado e abacate

Chili de quinoa com ovo escalfado e abacate

Lucilia Monteiro

A carta – que será renovada em breve, com novos pratos – privilegia a “cozinha saudável, sem açúcar e sem glúten” desde o pequeno-almoço. Apesar de ter várias opções de almoço – entre sandes variadas, saladas e pratos quentes à carta – há sempre uma menú “com sabores de todo o mundo”. No dia em que a visitámos, a cozinha preparava chili de quinoa com ovo escalfado e abacate. Mas, ao longo da semana, vão saindo pratos de vários continentes, sobretudo de inspiração asiática: Pad Thai (da Tailândia) com noodles de arroz, molho de peixe, lima, picante, Mie Goreng (da Indonésia) com molho sriracha, Salada Niçoise, com molho de manga natural e batata doce, Frango Sriracha, com mel e batata doce cortada aos quartos, assada no forno com azeite e parmesão, ou espetada de frango com molho de amendoim.

“Tentamos servir um prato vegetariano ao almoço, dia sim, dia não. Só cozinhamos carne branca”, conta Paula Fernandes que abriu esta cafetaria e restaurante em conjunto com a mãe, Ana Fernandes. Quem prefira um prato para picar com amigos poderá optar pela tábua Noshi (abacate grelhado, pesto caseiro, mozarela fresca, pão torrado e frutos secos). Para beber, há sempre um sumo ou chá do dia e uma variedade de cafés de especialidade.

Noshi > R. do Carmo, 11, Porto > T. 22 205 3034 > ter-sex 8h30-19h30, sáb 9h-20h, dom 10h-18h

A cozinha do Typographia Progresso serve pratos "do Porto, de Portugal e do mundo"

A cozinha do Typographia Progresso serve pratos "do Porto, de Portugal e do mundo"

Lucilia Monteiro

3. Typographia Progresso

No último restaurante aberto por chefe Luís Américo, há menos de um ano, numa antiga tipografia da Baixa do Porto, há o serviço de carta está disponível ao almoço e jantar. A cozinha não será demorada (a única exceção será o bacalhau à Zé do Pipo), por isso, se a hora de almoço não for avantajada, dá perfeitamente para provar uma refeição que sai de Portugal e percorre os vários cantos do mundo.

Se não tiver apetite para a cataplana de gambas e chouriço de bísaro com ramo de hortelã (€22/duas pessoas) ou para o recém-chegado cachaço de porco preto ibérico com milhos no forno e brócolos (€16), provem-se as novas saladas acabadas de entrar na carta. Salada waldorf com maçãs da Beira (€12), salada caesar com barriga fumada de bísaro e camarão. E à mesa, ainda lhe há de chegar pão acabado de cozer na padaria própria do restaurante – vende pão a quem queira – e com muitas variedades (frutos vermelhos, pão de sementes, alfarroba, batata doce, pão de água e mediterrâneo). As sobremesas de Luís Américo, já se sabe, colocam a criatividade e o sabor em pé de igualdade. Por isso, termine-se a refeição com trouxas de ovos com crumble de canela ou com um gelado de limão e vodka.

Typographia Progresso > R. de Sousa Viterbo, 91, Porto > T. 22 099 7846 > ter-sáb 12h30-24h, dom 12h30-17h

O restaurante Digby tem uma varanda privilegianda sobre o Douro

O restaurante Digby tem uma varanda privilegianda sobre o Douro

4. Digby

Só pela vista e pelo design de interiores já valeria a pena uma visita ao Digby, o restaurante do hotel Torel Avantgard. Seja na sala – decorada com garrafas de vinho em homenagem a Sir Kenelm Digby, diplomata e filósofo inglês do século XVII que as terá inventado – ou na varanda com vista para o rio Douro, a cozinha deste restaurante (gerido pela Casa da Comida) é de inspiração tradicional portuguesa reinventada de forma contemporânea.

De segunda a sexta-feira, serve-se o menu executivo ao almoço (€19,50), com propostas diferentes a cada semana. Numa das últimas semanas, a sugestão propunha iniciar a refeição com creme de legumes ou ceviche de robalo, prosseguindo-se para o prato principal: filetes de dourada com risoto de laranja, posta de vitela com batata à murro e grelos ou caril de grão-de-bico com legumes. Termine-se o almoço com cheesecake ou salada de fruta fresca.

Na carta desenhada por Miguel Carvalho, chefe executivo da Casa da Comida e interpretada pelo chefe Pedro Garrido, os best-sellers continuam a ser a perdiz de escabeche e o queijo brie panado (para entrada), o tamboril à Bolhão Pato e o Pato com risotto de cogumelos (pratos principais). Dentro de poucas semanas haverá novidades na carta de verão.

Digby > Rua da Restauração, 336, Porto > T. 22 244 9615 > seg-dom 11h30-24h

A cozinha de Camilo Jaña no Panca está cada vez sul-americana

A cozinha de Camilo Jaña no Panca está cada vez sul-americana

Rui Duarte Silva

5. Panca - Cevicheria e Pisco Bar

O restaurante mais sul-americano do grupo Cafeína está a “aproximar-se cada vez mais das origens”, confessa-nos o chefe chileno Camilo Jaña. Prove-se a cozinha peruana nas papas rellenas com rocoto mayo (€7/duas unidades), uma espécie de trouxa de carne que se costuma saborear nas ruas do Perú, ou nas causitas de escabeche de peixe frito (€8,50).

Nos ceviches (€10 a €14), encontra o peixeirada pura (peixe branco, batata doce e chulpi), de salmão (com quinoa, abacate e manga), de atum nikkei (com beterraba e cebolinhas) e o mariscal puro. Nesta casa, onde os leches de tigre são caseiros, conte com um menu de almoço (€12,50) que inclui couvert, sopa ou empanadas (de chili com carne, de bacalhau com cebolada, de queijo com camarão), ceviche ou antiguncho de carne ou de peixe, água sem gás e café. Para brindar com vinho a copo acresce-se €2, o mesmo valor da sobremesa – o suspiro peruano de limeña de lucuma é uma das novidades.

Panca - Cevicheria e Pisco Bar > R. de Sá de Noronha, 61, Porto > T. 22 203 3144 > seg-dom 12h-01h