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Queijaria do Almada: À fatia ou inteiro?

Comer e beber

Nesta loja de rua há mais de 50 variedades de queijo, vindos de Itália, França, Espanha, Holanda e Reino Unido. Além dos portugueses, claro

FERNANDO VELUDO / NFACTOS

O Parmigiano Reggiano acabou de chegar de Itália, tal como o Gouda L’Amuse, que viajou desde a Holanda. Vieram juntar-se ao francês Comté, com 20 meses de cura, ao inglês Stilton – o rei dos queijos azuis –, ao italiano Gorgonzola DOP e a dezenas de outros queijos artesanais portugueses e europeus que ocupam as prateleiras da novíssima Queijaria do Almada, aberta no início de abril, na Baixa do Porto.

A loja de Alberte Xoan Perez promete ser uma Meca para apreciadores de queijos. Desde miúdo que o galego, de 32 anos, se lembra de visitar o Porto com os pais, todos os anos, desde Lugo, na Galiza, onde viviam. As viagens à cidade nortenha repetiram-se, mais tarde, com a namorada. Daí que quando resolveu “expandir” a sua Queixería Praza do Campo, que ainda mantém em Lugo, não tivesse hesitado. “Estive a ver sítios em Vigo, Astúrias e León, mas decidimo-nos pelo Porto”, conta-nos Alberte Perez.

Os queijos de grande dimensão saltam à vista. A começar pelo São Jorge, dos Açores, com dez quilos, de 12 e 24 meses de cura. 
“Tinha de aqui ter uma peça inteira de um 
queijo tão tradicional. Está à venda quase sempre em fatias ou em vácuo e isso corta 
a vida de um queijo”, diz-nos. Na montra de queijos nacionais, encontra-se o Serra da Estrela, o de Azeitão, o Prados de Melgaço, 
o das Marinhas (produzido por mulheres 
em Esposende, com leite de vaca pasteurizado), o Granja dos Moinhos (um queijo de cabra curado produzido em Maçussa, no concelho 
da Azambuja), ou o Caprino de Odemira. 
De Espanha e da Galiza de Alberte vêm o San Simón da Costa (de leite de vaca e defumado com madeira de bétula), o cremoso Cañarejal, 
o Manchego 1605, o Tetilla, entre outros. 
A representar França – além do Comté, maturado nas caves Granges-Narboz –, 
há Camembert de Normandie, Brie de Meaux Dongé, Sainte-Maure de Touraine e o clássico Saint-Félicien. Todos feitos com matéria-prima de qualidade, por pequenos produtores. E se a oferta é mais do que muita, na hora de escolher peça ajuda a Alberte Xoan, ele que já se assume como “galego-português”.

Os queijos grandes, de pequenos produtores, chamam a atenção na nova loja da Rua do Almada

Os queijos grandes, de pequenos produtores, chamam a atenção na nova loja da Rua do Almada

FERNANDO VELUDO / NFACTOS

Queijaria do Almada > R. do Almada, 348, Porto > T. 22 208 0453 > seg-sáb 10h-19h