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Comida Independente: A mercearia dos pequenos produtores

Comer e beber

Nesta nova mercearia, faz-se uma viagem a herdades, estufas e quintas de pequenos produtores nacionais, através dos seus vinhos, queijos, enchidos, legumes e fruta

Diana Tinoco

Basta um olhar atento pelas prateleiras e arcas frigoríficas da nova mercearia Comida Independente, aberta há um mês, para se perceber que quase tudo é produzido em Portugal. “Queríamos reunir no mesmo espaço ícones da nossa gastronomia, por isso fomos à procura de produtos das diferentes regiões. No fundo, somos muito patriotas”, afirma Rita Santos, a proprietária. O último ano e meio foi passado a visitar dezenas de pequenos produtores espalhados por todo o País. “Está tudo fraturado em diferentes zonas”, desabafa. Antes de partir nesta espécie de visita de estudo pelos sabores e histórias de cada um desses lugares, Rita fez um trabalho de pesquisa que passou por ler, em revistas e jornais, sobre tudo o que se andava a passar nesta área, e por perguntar a chefes e cozinheiros onde compravam determinado ingrediente. “Na minha lista de Excell, tinha mais de 200 linhas com produtores para ir visitar”, conta.

De todos os produtos à venda na mercearia, foram os vinhos que Rita Santos, a proprietária, estudou com mais profundidade e afinco. Ali podem ser comprados vinhos, na sua maioria naturais, de todas as regiões vitivinícolas e de pequenos produtores.

De todos os produtos à venda na mercearia, foram os vinhos que Rita Santos, a proprietária, estudou com mais profundidade e afinco. Ali podem ser comprados vinhos, na sua maioria naturais, de todas as regiões vitivinícolas e de pequenos produtores.

Diana Tinoco

O resultado está agora à vista na mercearia. Do Minho vêm diferentes vinhos naturais e da serra da Estrela, o queijo curado da Serra dos Lobos. De Trás-os-Montes chegam as alheiras e a carne barrosã e do Alentejo, as plantas aromáticas, medicinais e condimentares, produzidas de forma biológica na estufa da Be Aromatic, em Évora. O périplo de Rita Santos pelo País incluiu ainda duas quintas, também estas a produzirem em modo biológico: uma em Torres Vedras, para encomendar a fruta (clementinas, maçãs e tangerinas) e outra na Moita, para escolher os legumes (acelgas, alfaces, rabanetes e nabos). Fora deste roteiro nacional, estão os chocolates de São Tomé e Príncipe, os chás japoneses, os queijos e champanhes franceses e o café da Colômbia, da Costa Rica e da Etiópia – só para mencionar alguns produtos de paragens internacionais que também aqui têm lugar.

“No que toca à comida, toda a gente tem uma receita, uma opinião ou uma dica para dar. É uma questão transversal”, nota Rita Santos. Por este motivo, estas primeiras semanas de abertura serviram para anotar sugestões e ouvir muitas histórias deliciosas.

Comida Independente > R. Cais do Tojo, 28, Lisboa > T. 92 540 4510 > seg-sáb 10h-20h