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Consciência à mesa no novo restaurante Grão da Vida, em Lisboa

Comer e beber

Pratos bem apresentados, feitos com produtos (sempre que possível) biológicos, estão à prova neste novo restaurante nas Laranjeiras, em Lisboa. Na cozinha do Grão da Vida, não entra óleo convencional, muito menos açúcares ou farinhas brancas

Diana Tinoco

Foi a sua intolerância ao glúten que levou Marcella Fernandes a estudar o assunto, ligado à alimentação, com afinco e dedicação. Depois da pesquisa e aprendizagem, a brasileira não só ficou apaixonada pela cozinha saudável, como encontrou o mote (e os ingredientes certos) para criar a ementa do seu restaurante Grão da Vida, aberto há cerca de dois meses, junto à estação de metro das Laranjeiras, em Lisboa.

Nas entradas, por exemplo, há pão caseiro de queijo e chia (€1,30) e burrata com vinagrete de pistáchio (€6,95), duas sugestões que podem ser acompanhadas com sumo detox verde de couve, maçã verde, pepino e água de coco (€3,50). Já nos pratos principais, a determinada Marcella destaca o ceviche de peixe-galo com manga, redução de leite de tigre em cama de tapioca (€5,50) e o salmão em crosta de chia e sésamo (€11), que chegam à mesa bem apresentados.

“Comer bem, e de uma forma saudável, faz toda a diferença e bem à alma”, resume Marcella Fernandes, a mentora do projeto

“Comer bem, e de uma forma saudável, faz toda a diferença e bem à alma”, resume Marcella Fernandes, a mentora do projeto

Diana Tinoco

Na cozinha do Grão da Vida, não entra óleo convencional, muito menos açúcares ou farinhas brancas. Apenas manteiga ghee (clarificada, usada na cozinha indiana), farinha de amêndoa e muitos grãos e sementes, como a quinoa, a chia, a linhaça e o sésamo. Já nas lojas Celeiro compra algumas das verduras, fruta, sal rosa, óleo de coco e o tofu. Sempre que possível, de origem biológica. Prova desta preocupação alimentar, são também os pastéis de bacalhau, feitos com batata-doce e que, em vez de fritos, são assados no forno com linhaça. O cliente pode ainda pedir um plano alimentar desenhado à sua medida e usufruir do serviço de take-away, com entregas em casa ou no emprego.

“Comer bem, e de uma forma saudável, faz toda a diferença e bem à alma”, resume Marcella, que começou o seu percurso profissional em restaurantes de Milão e Roma. Hoje é na cozinha do seu Grão da Vida que passa a maior parte das horas do seu dia: “Sou capaz de ficar 10 a 12 horas a testar e a criar novos pratos”. Ali, entre os tachos e colheres de pau, sente-se feliz e realizada.

Diana Tinoco

Grão da Vida > R. Manuel da Silva Leal, 5 A, Lisboa > T. 91 188 1118 > seg-sab 12h-15h, 19h-22h30