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Restaurante À Justa: Justa Nobre está de volta ao bairro da Ajuda

Comer e beber

Na ementa do À Justa, o novo restaurante da chefe Justa Nobre em Lisboa, a ligação à cozinha tradicional portuguesa faz-se com os pratos de assinatura e receitas a estrear

 “Apetecia-me um restaurante mais pequeno, onde não tivesse uma ementa muito grande a fim de poder mudá-la mais vezes”, conta a chefe Justa Nobre

“Apetecia-me um restaurante mais pequeno, onde não tivesse uma ementa muito grande a fim de poder mudá-la mais vezes”, conta a chefe Justa Nobre

Mário João

A vontade de regressar à Ajuda, o bairro onde diz ter sido feliz, acompanha a chefe Justa Nobre desde que dali saiu em 2003 quando fechou O Nobre, o restaurante que a fez ganhar fama e clientes. Passados quase 15 anos, e com dois outros restaurantes em funcionamento, abriu, na segunda semana de setembro, o À Justa, no número 107 da Calçada da Ajuda. “Tem 36 lugares, é o suficiente. Apetecia-me um restaurante mais pequeno, onde não tivesse uma ementa muito grande a fim de poder mudá-la mais vezes, pelo menos alguns dos pratos”, diz a chefe.

Para este novo projeto trouxe Gonçalo Moreno, 28 anos, a quem entregou a chefia da cozinha, depois deste ter estagiado cinco meses no Nobre do Campo Pequeno. “Conversámos muito sobre o que eu queria e o que não queria. Por exemplo, havia determinados produtos, como o robalo, a garoupa e o linguado, que tinham que estar na carta. Gosto de cozinhar estes peixes e as pessoas estão habituadas a encontrá-los nos nossos restaurantes, tínhamos era que criar receitas novas. Também decidimos sobre os produtos, sempre portugueses e bons”, explica Justa Nobre. Foi assim que criaram a carta, onde estão clássicos como a sopa de santola, o lombo de robalo selvagem à Justa e a perninha de cabrito assada à transmontana. “Isto não podia deixar de ter”, justifica, antes de anunciar as novidades. “Temos outras receitas de garoupa e de linguado e um novo prato de vieiras, porque não há limites para criar na cozinha.”

Embora a abertura seja muito recente, no menu já se destacam algumas sugestões, como o caril de caranguejo Real do Alaska com arroz branco e manga verde (€44,80) e o filete de pregado crocante com arroz carolino cremoso de courgette e manjericão roxo (€26,80). Nas carnes, têm saído bem os lombinhos de porco bísaro grelhados com puré de batata-doce, beterraba e pêssego (€21,80) e o naco de borreguinho com esmagado de brócolos e maçã, molho de mostarda antiga (€24,80).

Quem conhece a cozinha de Justa Nobre não ficará surpreendido. A chefe quis fazer exatamente isso: continuar aqui o trabalho que tem mostrado ao longo da sua carreira. E, se já há cerca de 10 anos que procurava instalar-se nesta morada, a verdade, confessa, é que nunca previu que o lugar ficasse “assim tão bonito”, decorado com efeitos de madeira e azulejos personalizados. Um sonho mais do que concretizado.

Mário João

Os produtos portugueses que a chefe Justa Nobre gosta de trabalhar também estão presentes na lista de sobremesas, em propostas como o pudim de maçã reineta de Bragança e a terrina de laranja e Moscatel, pão de ló de canela e infusões de tília.

À Justa > Cç. da Ajuda, 107, Lisboa > T. 21 363 0993/96 518 6459 > seg-sex 12h15-15h, 19h15-23h, sáb 19h15-23h