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Chryseia Tinto, da Prats & Symington: Fórmula de sucesso

Comer e beber

Nascido em berço Douro, de uvas das quintas de Roriz, da Perdiz e da Vila Velha, o Chryseia da Prats & Symington tem qualidades excecionais que se vão refinando, ano após ano. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

Chegou sob bons auspícios, em 1999, e ganhou estatuto de grande vedeta internacional em 2011 com o terceiro lugar no “Top 100” e a classificação de 94 pontos da revista norte-americana Wine Spectator. Por mais que se relativize o valor destas distinções, não deixou de ser um feito, que o tempo se encarregou de justificar: de ano para ano, este vinho nado e criado no Douro cresce em elegância e complexidade, revelando-se um tinto de qualidade excecional. Comprova-o a colheita de 2015, edição que acaba de chegar ao mercado.

A Prats & Symington é uma “joint venture” entre Bruno Prats, produtor de Bordéus e antigo proprietário do Château Cos d’Estournel, e a família Symington, senhora de 27 quintas com cerca de mil hectares de vinha no Douro e marcas como a Graham’s, Dow’s, Warre’s, Cockburn’s, Quinta do Vesúvio e Altano que fazem história na região vitivinícola do Douro. A partilha de conhecimento, de experiências e também de tradições de duas das maiores regiões de vinho do mundo só podia dar bons resultados, que estão à vista (além do Chryseia, a P+S apresenta o Post Scriptum e o Prazo de Roriz, ambos notáveis, nas respetivas categoria, dos quais falaremos oportunamente; e, ainda, um Porto vintage com o nome da Quinta de Roriz, onde o projeto tem sua a base).

O Chryseia 2015 é um sedutor a que é difícil resistir, mas, obviamente, vai desenvolver outras virtudes com o tempo e tornar-se ainda melhor. A questão é que não se pode ficar à espera desse tempo para o adquirir, pois corre-se o risco de o não encontrar. Em casa não se perde e, mesmo que seja bebido prematuramente, o bem que já sabe compensa. É um grande vinho.

Chryseia Tinto 2015

O ano de 2015 correu bem e as uvas das Quintas de Roriz e da Perdiz, da Prats & Symington, bem como da Quinta da Vila Velha, propriedade de um membro da família Symington, que também dá o seu contributo para o Chryseia, eram de grande qualidade. Delas se extraíram excelentes vinhos que deram origem ao lote do Chryseia, depois envelhecido durante 15 meses em barricas de carvalho francês. Acaba de chegar ao mercado e mais uma vez supera as expetativas: cor vibrante, aroma fino e complexo com deliciosas notas florais e de frutos pretos, paladar elegante, profundo, encorpado, com enorme frescura, em equilíbrio perfeito. €50