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Typographia Progresso, um lugar cheio de graça

Comer e beber

A Typographia Progresso, no Porto, é restaurante, padaria, garrafeira e queijaria, o novo projeto de Luís Américo. Com aromas de Portugal à Ásia que farão – acreditamos – os clientes sorrirem

O restaurante manteve o nome da tipografia que ali funcionou – assim como três das máquinas da Typographia Progresso

O restaurante manteve o nome da tipografia que ali funcionou – assim como três das máquinas da Typographia Progresso

Lucilia Monteiro

Na soleira da porta do Typographia Progresso, restaurante aberto a 11 de agosto na Rua Sousa Viterbo, na Baixa do Porto, manteve-se a marca da tipografia que, durante décadas, ali funcionou. O nome permanece bem como as três máquinas no seu interior, uma garrafeira e uma padaria. O que aqui dentro se vê e se come é “uma cozinha do Porto, de Portugal e do mundo”, resume o chefe Luís Américo, um dos sócios e responsável pela carta. Criativa é o adjetivo ideal para a definir. Senão, como falar da carbonara italiana (€10) que chega à mesa dentro de um frasco, com barriga de porco bísaro cortada aos cubos (a substituir o bacon), à qual se adiciona uma gema de ovo e que é servida no prato depois de o frasco ser agitado? Ou como comentar a cataplana de gambas e chouriço de bísaro (€22/duas pessoas) que só deve ser destapada depois de lhe ser adicionado um ramo de hortelã e depois de o cliente esperar um minuto e meio (tempo controlado por uma ampulheta)? Ou ainda o toucinho-do-céu servido com um shot de morango invertido, que se espalha pelo doce quando se levanta o copo?

Criar “uma cozinha portuguesa que surpreendesse, com algo emocionante quando o prato chega à mesa” foi a intenção de Luís Américo. E, pelos sorrisos (e cara de espanto) que nos conseguiu arrancar, acreditamos que o terá conseguido. A todas estas experiências, juntam-se sabores e ingredientes do mundo mas, em particular, do Porto e Portugal. Há pratos onde o chefe não fez grandes alterações (as tripas, a francesinha ou o bacalhau à Zé do Pipo). Outros aos quais acrescentou algum ingrediente, “sem lhe retirar a base”. Como o caso da vitela de comer à colher com puré de alcachofras de Jerusalém (€14), o Putini de Montreal (típico do Canadá) – aqui, à moda do Porto, com batata frita, queijo e francesinha (€4) – ou o filipino Sisig (salteado de carne de porco, torresmos, ovo e sumo de lima), que lhe faz lembrar a sua primeira viagem profissional às Filipinas. Ou ainda, à sobremesa, o crepe Suzette, feito com calda de laranja do Algarve. Como já se percebeu, daqui não se sairá com amargos de boca.

Lucilia Monteiro

Typographia Progresso > R. de Sousa Viterbo, 91, Porto > T. 22 099 7846 > seg 19h30-23h, ter-sáb 12h30-15h, 19h30-23h

Lucilia Monteiro