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Adega Gavina, em Vila do Conde: Do mar à grelha

Comer e beber

O peixe fresco e a mestria com que é grelhado são as razões do êxito do restaurante, que é pequeno, mas muito simpático. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, sobre a Adega Gavina, em Vila do Conde

Lucília Monteiro

Está bem localizado, no rés-do-chão de um prédio que dá nas vistas com a cor rosa carmesim, no coração da zona ribeirinha, diante da Casa do Barco, junto do rio e da Nau Quinhentista. Começou por ser taberna com vinho e petiscos – daí o nome -, que Fernando Gavina herdou de seus pais. Um dia, resolveu pôr um fogareiro à porta e grelhar peixe fresco sobre brasas de carvão. O sucesso foi determinante para a transformação em restaurante, que passou a contar com Isabel, mulher de Fernando, na cozinha a tratar dos acompanhamentos e da doçaria, e com um assador no lugar do fogareiro. A divisão de tarefas mantêm-se, o êxito também, mas repartido com o filho, Gabriel. O ambiente é familiar, tanto da sala pequena e airosa como na esplanada.

Lucília Monteiro

A ementa é pequena. Para entrada, só pataniscas, mas boas, a saberem a bacalhau (antes delas, chegam à mesa manteiga, azeitonas e broa amarela, bem saborosa). Meia dúzia de peixes, que vêm diariamente da lota, e variam de dia para dia: robalo, rodovalho, dourada e polvo quase nunca faltam; linguado e salmonete aparecem às vezes, tal como outros que têm a sua época, como as sardinhas, agora no seu auge (grelhadas no carvão com perícia, vêm numa travessa e o seu aspeto revela que apanharam o calor exato: pele a soltar-se e gordura a brilhar, deixando antever uma textura perfeita). Para acompanhamento sugerem-se batatas a murro e legumes cozidos, mas também podem ser ou arroz de grelos ou açorda de peixe, à vontade do cliente.

Além do peixe fresco, que é o forte da casa, há bacalhau em posta alta que, bem grelhado, como é, resulta muito saboroso. Ainda na grelha, e em alternativa ao peixe: costeleta de novilho, bife do lombo e alheira. O único prato de fogão é o arroz de robalo, solto, com grelos e coentros, uma delícia. Boa doçaria caseira com destaque para o leite-creme e cheesecake. Garrafeira aquém do desejável em quantidade e qualidade. Serviço simpático.

Adega Gavina > Cais das Lavandeiras, 56, Vila do Conde > T. 91 783 4517/ 91 881 3284 > ter-sáb 12h-16h, 19h30-24h, dom 12h-16h > €20 (preço médio)