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O Watt, a cozinha energética de Kiko Martins

Comer e beber

Crua, grelhada e vaporizada, assim se define a ementa do novo restaurante do chefe Kiko Martins, na sede da EDP, em Lisboa. No O Watt privilegiam-se os ingredientes saudáveis

“Não sou um embaixador da gastronomia portuguesa, faço uma cozinha inspirada no mundo, que partilho com os portugueses”, diz o chefe Kiko Martins

“Não sou um embaixador da gastronomia portuguesa, faço uma cozinha inspirada no mundo, que partilho com os portugueses”, diz o chefe Kiko Martins

António Bernardo

Há já algum tempo que se falava da cozinha topo de gama que Kiko Martins iria ter no restaurante O Watt, o sexto do chefe em Lisboa. Agora que o abriu nas instalações da sede da EDP, mesmo por cima d’A Cafetaria, de que também é responsável, Kiko Martins diz prontamente: “Prefiro falar do que sai da cozinha e não sobre os equipamentos que lá tenho.” Ignoremos, então, o forno e a máquina de fumar de última geração para nos concentrarmos no que chega às mesas deste restaurante projetado pelo ateliê do designer britânico Jasper Morrison, com fotografias de Edgar Martins nas paredes e peças antigas ligadas ao negócio da eletricidade: uma comida fresca, leve e encruada, com uma boa carga energética.

“Pensei num tipo de cozinha alinhada com este espaço ligado à energia e criei uma lista assente nos pratos crus, grelhados e ao vapor. Uso ingredientes saudáveis e que dão energia, como a granola, a cevada, as lentilhas, as tâmaras e o açaí”, explica Kiko Martins, que, nesta fase inicial, só serve jantares às sextas-feiras e aos sábados.

A entrada de tomate bio e burrata (€12,30) é uma das sugestões que define bem a filosofia do O Watt, onde não se utilizam açúcares brancos nem manteigas e não se fazem fritos. Já nos pratos principais, nos grelhados, destaca-se a espetada de polvo galega (€19,70), a que o chefe acrescenta “a ervilha torta e a cevadinha, dois ingredientes altamente saudáveis”, descreve.

A refeição pode prosseguir com os pratos confecionados a vapor, como o camarão indiano em folha de bananeira (€20,80), um bom exemplo do que Kiko Martins gosta de fazer. “Não sou um embaixador da gastronomia portuguesa, faço uma cozinha inspirada no mundo, que partilho com os portugueses”, diz.

Nas sobremesas, provem-se os gelados e sorvetes (sem sacarose, glúten ou lactose) ou a barra d’Watt (€6,30), com coco, pistácio, gelatina de laranja e toarashi. “É capaz de ser a melhor barra energética do mundo gastronómico”, brinca Kiko Martins.

Tomate Bio com Burrata: tomate biológico em texturas, burrata, manjericão e caviar balsâmico

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Francisco Rivotti

O Watt > Av. 24 de Julho, 12 , Lisboa > T. 21 136 9504 > seg-sáb 12h30-17h, sex-sáb 19h30-24h

Vieiras Mexicanas: vieiras, milho em texturas e água de tomate com habanero

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Francisco Rivotti