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40 vinhos para o verão

Comer e beber

Com a chegada da nova estação, mudam-se as ementas à mesa e é tempo de escolher vinhos frescos, leves e elegantes. Eis a seleção do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, entre verdes, brancos, rosés, tintos e espumantes

Assim como o nosso estilo de vida muda do inverno para o verão e, no caso da dieta alimentar, passa dos pratos pesados aos leves, também o estilo do vinho deve ser adaptado, quanto mais não seja para se harmonizar com a comida. Dizem as regras e manda o bom senso que assim se faça. É por isso que todos os anos, por esta altura, apresentamos uma seleção de vinhos especialmente adequados ao tempo que faz, pelas suas características de leveza, frescura, boa acidez e menor teor alcoólico.

Ora, as características enunciadas correspondem aos atributos geralmente reconhecidos aos vinhos verdes. Daí a razão para que apareçam num grupo à parte, englobando os seus diferentes estilos, dos brancos aos tintos e rosés, embora sem os espumantes, por falta de espaço.

Outra das características referidas, o menor teor alcoólico, afastou os vinhos licorosos, muitos dos quais até podem ser bebidos frescos e são considerados indispensáveis por muitos consumidores, quer sós, quer antes, quer depois das refeições. Mas, por muito bem que saibam, o álcool e o açúcar estão lá – são quentes, por definição – e daí o seu afastamento.

Não se trata de uma seleção dos melhores vinhos, mas dos que estão no mercado, são bem feitos, têm boa relação entre a qualidade e o preço e, também, uma certa elegância. Por falar de preço, é de assinalar que a variação vai de três a 30 euros, mas nem o mais baixo quer dizer que se trata de um vinho corrente ou vulgar, no sentido depreciativo dos termos, nem o mais alto que é o suprassumo. São todos de muito boa qualidade e foi isso que ditou a escolha de cada um, incluindo os claretes, que enfileiram no grupo dos rosés (os claretes são vinhos feitos à maneira antiga, de uvas brancas e tintas, com a frescura dos brancos e a estrutura dos tintos, que andaram esquecidos, mas estão de regresso). Privilegiaram-se os vinhos de pequenos produtores sem visibilidade no mercado. Alguns não são fáceis de encontrar, mas justificam o esforço da procura.

Enfim, há um pouco de tudo: vinhos diferentes para espicaçar o sentido do gosto, e vinhos consensuais que nunca desiludem. Provem e vejam como merecem ser apreciados.

Verdes Diferentes estilos, dos brancos aos tintos e rosés

Ameal Loureiro Branco Seco 2016 Produzido em Nogueira, no Vale do Lima, onde a casta Loureiro atinge maior expressão aromática e gustativa, este vinho é a expressão perfeita do seu terroir: delicado, fresco e perfumado. 
A cor citrina clara, o aroma fino, floral e frutado, o paladar macio e fresco, com bom corpo e excelente frescura, e o final persistente são convincentes. Gastronómico, evidentemente. €8,50

Covela Rosé 2016 Só Touriga Nacional, este rosé é um vinho seco manifestamente gastronómico. A cor rosada suave pode ser cativante, mas o que impressiona mesmo é o aroma intenso e complexo com notas bem afinadas de frutos vermelhos frescos e, mais ainda, o paladar elegante, cremoso e concentrado, com final longo, seco e refrescante. €8,50

Deu La Deu Alvarinho 2016 Antes de mais, a consistência e a boa relação entre a qualidade e o preço: este Alvarinho da Adega Cooperativa de Monção tem um padrão de qualidade invariável, como se fosse imune às condições do tempo, e um preço imbatível ao seu nível. Cor citrina, aroma a frutos frescos, como o pêssego, e a flores, como a de laranjeira; paladar elegante, fresco, muito equilibrado. €5,99

João Portugal Ramos Alvarinho 2016 A chancela do enólogo, que é uma figura maior da história da vinha e do vinho em Portugal no último meio século, garante qualidade, que é inquestionável: cor citrina, atraente; aroma intenso a frutos cítricos e a flores com notas tropicais e um toque mineral; paladar elegante e envolvente; final longo com um toque subtil de mineralidade. €9,99

Muros Antigos Alvarinho 2016 Monocasta Alvarinho de uvas exclusivamente produzidas na sub-
-região de Monção e Melgaço. Matéria-prima de excelência nas mãos de um enólogo superdotado, Anselmo Mendes, e o resultado é este: bela cor limonada, aroma atraente com notas cítricas e tropicais, paladar fresco com bom volume, acidez vibrante, acentuada mineralidade e final longo e cativante. €9

Sem Igual 2016 Feito de uvas das castas Arinto e Azal, produzidas na região Vinho Verde – Amarante, apresenta um aroma sugestivo mineral e maduro com notas cítricas e algum tropical; paladar fresco e ligeiramente encorpado com estrutura e equilíbrio que lhe garantem boa longevidade, além de conferirem mais elegância e complexidade. Uma surpresa no mundo dos verdes, a que os enófilos devem estar muito atentos. €13

Quinta da Lixa Vinhão 2016 A casta Vinhão dá os vinhos de Portugal mais carregados de cor, como este, em tom rubi violáceo. O aroma é expressivo com notas de frutos pretos, como a amora, e apontamentos vegetais, resinosos e balsâmicos. O paladar impressiona pela frescura que lhe é dada pela acidez vibrante e também pelo equilíbrio. O final é longo e agradável. Bem trabalhado este vinho. €3,09

Soalheiro Terramatter 2016 Um Soalheiro diferente, feito com uma seleção de uvas de produção biológica com vindima precoce para originar um teor alcoólico moderado, fermentação parcial malolática em barrica e não sujeito a filtração. Tem cor carregada, aroma concentrado e persuasivo, paladar elegante, fresco, intenso e final vibrante. Insinua-se sempre, só ou com pratos de peixe e de carnes brancas. €17

Vale dos Ares Alvarinho 2016 Um Alvarinho da região Vinho Verde – Monção e Melgaço que diz o essencial sobre as caraterísticas únicas do terroir e explica o seu sucesso: aroma intenso a frutos frescos – dos citrinos ao ananás e ao damasco –, com delicadas notas florais; paladar elegante com acidez bem equilibrada e muito boa estrutura; final persistente e muito sedutor. €9,50

Zafirah Na linha dos antigos tintos da região de Monção: abertos de cor, leves, frescos, com uma acidez bem vincada e um teor alcoólico moderado. O modo de fazer também é quase artesanal, com intervenções enológicas mínimas; turva, por efeito da não filtração. Tem cor violeta-pálido, aroma muito frutado e paladar leve e fresco com acidez bem vincada. À mesa, vai com tudo. E bem. €8

Espumantes Da Bairrada, de Lisboa ou do Douro, cinco sugestões frescas e delicadas

Filipa Pato 
3B Rosé Os três “B” vêm dos nomes das castas Baga e Bical e da região Bairrada, origem do vinho. A sua autora, Filipa Pato, quis “criar um Método Tradicional aromático, refrescante, honesto e elegante, baseado nas uvas autóctones de vinhas que respeitam a tradição de cultivo da região”. E valorizou-o sobremaneira com a belíssima cor rosada, a bolha fina, o aroma delicado, a textura cremosa, a boa fruta, a imensa frescura, a cativante persistência final. €11

Messias Grande Reserva Baga Bairrada 2012 Excelente espumante, feito de uvas da casta Baga, que apresenta cor pálida levemente acobreada muito atraente; bolha fina e persistente; aroma intenso com boas notas de frutos secos; e paladar elegante, fresco, com mousse cremosa e apontamentos de frutos vermelhos. O final de boca é festivo, marcado pela boa acidez. €12,50

Quinta do Gradil Espumante Bruto Feito de uvas das castas Chardonnay e Arinto, tem aspeto cristalino, cor citrina muito nítida, aroma frutado e fresco com alguma mineralidade, paladar elegante com boa acidez, em suma: é um vinho espumante equilibrado, harmonioso e sedutor. Para beber só, para aperitivo, ou para acompanhar a refeição do princípio ao fim. Vai sempre bem. €9,99

São Domingos Baga Bairrada Rosé 2015 Uma só casta, Baga, na origem deste belo espumante bairradino de cor rosada com aroma delicadamente frutado a framboesas e a marmelo, paladar elegante e fresco com muito bom equilíbrio entre a fruta e a acidez, e final de boca com uma frescura cativante. É de assinalar, também, a sua óbvia aptidão gastronómica. €6,50

Vértice Rosé 2014 Este vinho espumante do Douro, cem por cento Touriga Franca, que é uma das castas mais nobres da região, tem tudo para agradar: bolha muito fina e persistente; cor rosada, leve e brilhante; aroma fino com frutos vermelhos frescos em evidência e notas vegetais a irradiar frescura; paladar elegante e muito harmonioso com volume e frescura sedutores. €14,90

Rosés Uma paleta de cores-de-rosa e de sabores frutados

Contraste Rosé 2016 A base deste vinho são uvas das castas Touriga Nacional e Touriga Franca de vinhas velhas criadas em altitude, que lhe dão uma personalidade própria. A cor, entre rosa-escuro e vermelho-
-brilhante, o aroma, delicadamente floral e frutado, e o paladar fresco e agradável com estrutura, boa acidez e muita harmonia, são muito apelativos. Beber só, embora ele próprio peça os pratos da estação. €9,90

Lua Cheia em Vinhas Velhas Rosé 2016 Surpreende tanto com a cor rosa-pálido muito aberto, quanto com o aroma intenso e perfumado a frutos vermelhos, como a framboesa, e a flores, como a violeta, e com o sabor fresco, jovem, equilibrado com final persistente e persuasivo. Versátil, acompanha mariscos, carnes brancas, comida oriental, massas e outros pratos leves. €4,35

Mont’Alegre Clarete 2016 Vinho transmontano de uvas das castas tintas tradicionais das terras altas de Montalegre feito à moda antiga com maceração ligeira que liberta os seus aromas frutados. Tem cor muito aberta, aroma jovem com notas de frutos silvestres e algum mineral, paladar vivo com acentuada acidez e alguma profundidade, e final vibrante em que sobressai a grande frescura. €5,99

Paulo Laureano Clássico Rosé 2016 Feito de uvas das castas Touriga Nacional e Aragonês, apresenta-se bem: cor suave rosa-claro (blush), aroma intenso com notas límpidas de frutos vermelhos, paladar fresco e bem estruturado, final longo, impressivo e muito atraente. Óbvia aptidão gastronómica para mariscos, peixes grelhados, comida italiana e oriental. €4,40

Pousio Colheita Rosé 2016 Feito de uvas das castas Aragonez, Syrah e Trincadeira, tem cor rosada límpida, aroma delicadamente frutado com apontamentos minerais, paladar também marcado pelos frutos com boas notas de morango e de cereja, e final apelativo com agradáveis sensações de leveza e frescura. Um vinho tão simples como agradável. €4,25

Quinta do Monte d’Oiro Lybra Rosé 2016 Elaborado com uvas da casta Syrah de vinhas em modo de produção biológica, irradia juventude, desde a cor, que é rosa-suave, até ao aroma fino e discreto com boas notas de frutos silvestres, ao paladar fresco com boa fruta, boa acidez e boa estrutura, e ao final prolongado e excitante. Bebe-se em qualquer circunstância, de preferência, à mesa. €8

Redoma Rosé 2015 A Niepoort faz questão de dizer que “lançou o seu primeiro Rosé em 1999, tentando provar que um vinho de qualidade também podia ser rosé”. Este é mais uma prova: fermentou em barrica, estagiou em inox, foi engarrafado em março passado e aí está um grande vinho de cor leve e brilhante de salmão, aroma muito fino a flores secas e frutos vermelhos com ligeiro fumado, paladar fresco e algum volume. Altamente gastronómico. €9,65

Rosé da Fita Preta non millésimmé É um rosé “não datado”, feito de uvas das castas Castelão, Trincadeira e Aragonez, que reúne a frescura das colheitas mais jovens e a complexidade das mais antigas. Cor ligeira de salmão, aroma intenso e fino, paladar fresco com boa acidez, textura cremosa, volume e estrutura. Para a mesa, com tudo, desde que não seja excessivamente pesado. €12,50

Uivo Renegado Clarete 2016 Uvas de uma mistura de castas, brancas e tintas, em vinhas nativas com mais de 70 anos, deram este vinho de cor viva na paleta dos vermelhos, aroma intenso com boas notas de fruta e apontamentos herbáceos e tostados, paladar fresco e suave com boa acidez, final saboroso e alegre. Servir fresco, abaixo de 10oC, com peixes e carnes grelhadas. €7,90

Colecção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo 2016 Exclusivamente da casta Moscatel Roxo. Cor-de-rosa muito claro e bonito; aroma fresco, intenso e delicadamente floral e frutado; paladar elegante, com a suavidade da fruta, a boa acidez e o equilíbrio da estrutura; final atraente, mais delicado e fresco do que longo. Beber só ou a acompanhar refeições ligeiras, enquanto jovem. €9,90

Brancos Com aptidão gastronómica, dez vinhos criados em Portugal, do Douro à ilha do Pico

Bacalhôa Greco di Tufo Branco 2016 É da Bacalhôa a primeira vinha portuguesa da casta Greco di Tufo – originária de Itália e famosa na Roma Antiga por supostas propriedades afrodisíacas – e este é o primeiro vinho engarrafado exclusivamente com ela. O estilo “vinho laranja” está patente na cor. O aroma é complexo com notas florais e frutadas muito expressivas. O paladar revela corpo, estrutura e equilíbrio. Exótico, talvez, e personalizado, sem dúvida, é um desafio estimulante. €9,90

Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2016 Um bairradino autêntico de três castas da região: Bical, Cercial e Sercialinho. Tem o cunho pessoal de Luís Pato, que vê nele um dos seus troféus. O aroma distinto, floral, frutado e com um toque subtil de mineralidade, e o paladar elegante, com a fruta e a acidez em perfeito equilíbrio, constituem um todo muito harmonioso, muito sedutor e muito gastronómico. Deve ser decantado. €9,99

Bacalhôa Greco di Tufo Branco 2016 É da Bacalhôa a primeira vinha portuguesa da casta Greco di Tufo – originária de Itália e famosa na Roma Antiga por supostas propriedades afrodisíacas – e este é o primeiro vinho engarrafado exclusivamente com ela. O estilo “vinho laranja” está patente na cor. O aroma é complexo com notas florais e frutadas muito expressivas. O paladar revela corpo, estrutura e equilíbrio. Exótico, talvez, e personalizado, sem dúvida, é um desafio estimulante. €9,90

Curral de Atlantis, Colheita Selecionada Branco 2016 É um bivarietal de Verdelho e Arinto do Pico de vinhas tradicionais (currais) e de vinhas em espaldeira, na ilha do Pico. Tem aroma limpo, frutado, maduro, com alguma intensidade, paladar elegante, com o corpo e a acidez em bom equilíbrio, revelando harmonia e, também, grande aptidão gastronómica. €8,30

Dona Maria Branco 2016 Houvesse no Alentejo a frescura que tem este vinho e ninguém quereria outro sítio para morar. Feito de uvas das castas Arinto, Antão Vaz e Viosinho, tem cor citrina de tom ligeiramente alourado, aroma frutado com notas tropicais e citrinas, paladar elegante, rico em fruta, com boa acidez e grande equilíbrio, e final persistente e muito fino. €7,35

Dona Matilde Branco Douro 2016 Um Douro de excelência em cuja elaboração entram quatro castas nobres: Arinto, Viosinho, Rabigato e Gouveio. A cor citrina com reflexos esverdeados é muito atraente, e o mesmo se pode dizer do aroma intenso e jovem com notas frescas de citrinos, do paladar elegante com muita estrutura, alguma untuosidade e notável frescura, e do final longo e persistente. Gastronómico e pronto a beber. €8

Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2016 Um bairradino autêntico de três castas da região: Bical, Cercial e Sercialinho. Tem o cunho pessoal de Luís Pato, que vê nele um dos seus troféus. O aroma distinto, floral, frutado e com um toque subtil de mineralidade, e o paladar elegante, com a fruta e a acidez em perfeito equilíbrio, constituem um todo muito harmonioso, muito sedutor e muito gastronómico. Deve ser decantado. €9,99

Muros de Magma Verdelho 2015 Feito exclusivamente da casta Verdelho, é um vinho distinto, um tanto austero nos aromas, mas revelando as características de salinidade que a proximidade do mar dos Biscoitos, na ilha Terceira, lhe dá, e extraordinariamente expressivo no paladar, com acidez vibrante, notas salinas e minerais, corpo, volume e equilíbrio notáveis. Final muito longo e intenso. Grande, grande, vinho. €30

Quinta de Chocapalha Sauvignon Blanc 2016 Cem por cento Sauvignon Blanc e com vinificação clássica, sem madeira, exprime bem o carácter da casta, desde o aroma intenso e complexo com notas de espargos (mas não em excesso) associadas a alguns apontamentos minerais, até aos sabores herbáceos e notas de terra, num conjunto equilibrado, elegante, com bom volume de boca e muito atrativo. €9

Somnium Branco Douro DOC 2014 É um vinho diferente, quer por ser feito de uvas de vinhas em altitude, no concelho de Murça – com mais de 70 anos e com mistura de castas tradicionais –, quer por ter intervenção enológica minimalista. Estagiou longamente em madeira e em garrafa. 
Tem cor palha-
-dourado, enorme concentração aromática, paladar elegante, frescura, equilíbrio e subtileza. Surpreende. €16,50

Viúva Gomes Branco D.O.C. Colares 2014 Ainda se faz vinho em Colares com as castas autóctones da região, como este, que é só de Malvasia de Colares, plantada em vinhas não enxertadas, graças aos solos arenosos que a filoxera odeia. É, pois, singular, com a sua cor amarelo-dourado, o aroma a maresia e iodo, o paladar fresco com notas minerais, a acidez delicada e a textura seca. Decididamente gastronómico. €16

Tintos Cinco personalidades bem diferentes para vinhos de cor escura

António Madeira Dão Tinto Colheita 2014 Pertence à sub
-região da serra da Estrela, onde António Madeira se dedica com a persistência e o rigor científico do arqueólogo a pesquisar, preservar e cultivar vinhas velhas. Mas este é de vinhas relativamente jovens e é, também, o mais simples dos vinhos que ele faz. Corresponde, no entanto, ao perfil do autor, com o aroma complexo a frutos silvestres com notas florais e de especiarias, o paladar fresco, elegante e saboroso, e o final convincente. €12,70

Gouvyas Touriga Fêmea Tinto Douro 2016 A Touriga Fêmea, que é filha da Touriga Nacional e do Mourisco e irmã da Touriga Francesa, hoje Touriga Franca, esteve quase extinta, mas voltou ao Douro para dar vinhos diferentes, distintos e personalizados. Com vindima precoce para fugir ao álcool, fez-se um vinho de grande finura, com pouca extração, fresco e leve, no melhor sentido do termo. É um desafio. €14

Quinta dos Termos Tinto DOC 2014 Elaborado com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Trincadeira Preta e Jaen, na Cova da Beira, tem cor vermelha intensa com laivos azulados, aroma a frutos vermelhos com notas abaunilhadas, paladar elegante com a fruta a confirmar o que dizia o aroma, bom volume, taninos firmes e macios, e um final agradável. €3,99

Rufia Tinto 2015 É difícil de encontrar, por ser quase todo exportado, mas vale a pena procurá-lo. Feito sem truques. Intriga a sua cor escura e concentrada; surpreende o seu aroma complexo com notas de frutos silvestres e de terra húmida coroadas com um toque floral de violeta; e seduz o seu paladar fresco, seco, austero, marcado pela enorme frescura com um belo toque de mineralidade. €9,50

Foxtrot Dominó Tinto 2014 Vítor Claro é um chefe de cozinha de topo que se rendeu aos vinhos: fez o Dominó, teve sucesso merecido, e a seguir lançou este Foxtrot, que é diferente, desafiador e apelativo. Feito de uvas de vinhas velhas com mistura de castas, incluindo brancas (Arinto), tem corpo médio, pouco álcool, elevada acidez, boa fruta e aliciante frescura. Assim, vale a pena. €15