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Bacalhôa Vinhos de Portugal: Origem Azeitão, destino mundo

Comer e beber

Homem de negócios, Joe Berardo também é enófilo e esta dupla qualidade levou-o a erguer uma das maiores e mais inovadoras empresas vinícolas do País. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva, sobre a Bacalhôa Vinhos de Portugal

A história da Quinta da Bacalhôa já foi resumida nesta coluna com três vinhos emblemáticos a ilustrá-la: Catarina, Má Partilha e Quinta da Bacalhôa, todos das encostas de Azeitão. Três marcas com história e prestígio, que foram criadas pela empresa J.P. Vinhos, nas décadas de 70 e 80 do século passado. Dirigia-a António d’Avillez, nome indissociavelmente ligado à modernidade dos vinhos portugueses sem perda da sua identidade. A empresa mudou a sede de Pinhal Novo para Azeitão, em 1997, e no ano seguinte passou a ter José Berardo como sócio maioritário. Começou, então, uma história nova com a formação do grupo Bacalhôa Vinhos de Portugal, o qual, em menos de duas décadas, marcou presença em sete regiões vitícolas portuguesas com 40 quintas, 1200ha de vinhas e 40 castas diferentes, quatro centros de vinificação, capacidade total de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e muitas marcas de referência, tanto em Portugal, quanto no estrangeiro.

Entre os marcos que assinalam esta marcha imparável do grupo Bacalhôa contam-se: em 1989, adquire a Quinta dos Loridos, no Bombarral, destinada à produção de vinhos de alta qualidade; em 2007, torna-se o maior acionista da Aliança, empresa bairradina com enorme prestígio nas categorias de espumantes de qualidade, aguardentes e vinhos de mesa que acabava de se valorizar com importantes quintas, não só na Bairrada, mas também no Dão e no Douro; em 2008, compra a Quinta do Carmo, uma das mais famosas do Alentejo, na sequência da parceria que tinha com o Grupo Lafitte Rothschild.

Desta vez, ilustramos a dimensão nacional da Bacalhôa com três vinhos de topo, de três marcas icónicas do grupo e de três regiões onde está presente.

Quinta do Carmo Branco 2016
Feito de uvas das castas Roupeiro (50%), Antão Vaz (30%) e Arinto (20%), tem aroma complexo a frutos citrinos e tropicais com um toque exótico e delicada mineralidade, paladar fresco com acidez muito equilibrada, final longo com elegância e vivacidade. Acompanha mariscos, carnes brancas, massas, saladas e aperitivos. €8,49

Quinta dos Quatro Ventos Tinto 2014
É um DOC Douro com 70% Touriga Nacional, 25% Touriga Franca, 5% Tinta Roriz Cor granada muito concentrada, aroma intenso a frutos maduros com notas tostadas da madeira, paladar suave, estruturado, persistente e muito harmonioso. Digno do melhor assado na mesa. €14,99

Quinta da Bacalhôa Tinto 2014
Um clássico, que há 30 anos era caríssimo e agora tem preço acessível, sendo a qualidade idêntica à de então. Aroma intenso e complexo a frutos vermelhos com notas de especiarias e um toque bem afinado de madeira, final fresco, elegante, complexo. Com todas as carnes, mas boas, para o merecerem. €16,99