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Nos jantares Silver Spoon, Portugal senta-se à mesa

Comer e beber

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Os jantares Silver Spoon regressaram esta quarta-feira, 7, e terminam este sábado, 10. Com manjericos de loiça, sardinhas marinadas e um forno a lenha e carvão. E muitos mais sabores que aqui revelamos (que nos desculpem os que ainda lá vão jantar, mas somos mesmo spoilers...)

Os chefes de cozinha Shay Ola, da The Rebel Dining Society e Death by Burrito (Londres), e Rui Rebelo, da Oficina do Duque (Lisboa) fizeram as honras do jantar

Os chefes de cozinha Shay Ola, da The Rebel Dining Society e Death by Burrito (Londres), e Rui Rebelo, da Oficina do Duque (Lisboa) fizeram as honras do jantar

Tiago Miranda

Este ano, o palco escolhido para os jantares Silver Spoon foi uma antiga fábrica de ferragens artísticas, próxima do Castelo de São Jorge, em Lisboa. Não desvendamos o local exato, porque há quem ainda tenha reserva e queira ser surpreendido – tal como nós fomos, na passada quinta-feira, 8. À hora combinada, 19 e 30, recebeu-nos à porta Tiffany Ng, a mentora destes jantares que tiveram origem em Copenhaga e se realizam por cá desde 2009. É já um rosto conhecido dos comensais mais atentos e seguidores desta aventura gastronómica que serve alta cozinha em lugares inusitados.

Para esta edição, foi escolhido o tema Made in Portugal, com uma ementa confecionada pelos chefes Shay Ola, da The Rebel Dining Society e Death by Burrito (Londres), e por Rui Rebelo, da Oficina do Duque, em Lisboa. Sentados numa das duas grandes mesas, ao lado do forno, havemos de perceber rapidamente que é ali, com carvão e lenha, que são finalizadas as proteínas: atum, sardinha e polvo.

O atum dos Açores braseado é o primeiro peixe a chegar à mesa. Vem acompanhado por um molho de soja, gengibre, alho e vinho branco, chips de salsify, pickles, nabo negro e wasabi, entre outros ingredientes. Por cima, descobrem-se rebentos de soja, “que dão uma ligação à terra”, explica o chefe Rui Rebelo.

Segue-se o prato de sardinha marinada, com pimentos vermelhos e uma tapenade de azeitona – e mais uma vez, acompanha-se com uma cerveja Estrella Damm, agora mais robusta, porque a escolha da iguaria assim o pedia. “Foi o prato que mais dores de cabeça nos deu a criar”, revela Rui Rebelo, olhando para Chay Ola, de poucas palavras mas de sorriso fácil. “Tivemos que ir para as festas dos Santos Populares...”

Pouco depois, conhecemos o terceiro prato: um polvo capturado nas águas de Vila Nova de Milfontes, com puré de batata-doce de Aljezur. Havemos de provar, ainda, o bacalhau fresco, com salicórnia, servido num prato a imitar um ouriço. Duas sugestões acompanhadas por vinhos brancos, de Setúbal (Horácio Simões, de 2015) e do Dão (Encruzado, Val Divino, de 2012). Sabores perfeitos, mesmo a puxar pelo orgulho nacional.

Polvo capturado nas águas de Vila Nova de Milfontes, com puré de batata-doce de Aljezur

Polvo capturado nas águas de Vila Nova de Milfontes, com puré de batata-doce de Aljezur

Jantares Silver Spoon > 7-10 jun, qua-sáb 19h30 > €105