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Terrassus, Terrenus e Tributo: Três Tintos de Topo

Comer e beber

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Rui Reguinga é o nome associado aos vinhos Terrassus, Terrenus e Tributo, que marcam a influência do enólogo no Douro, no Alentejo e no Ribatejo. A opinião do crítico gastronómico da VISÃO Se7e, Manuel Gonçalves da Silva

Não é só o nome de Rui Reguinga que liga estes três vinhos, também a qualidade, o carácter, a força expressiva do terroir em cada um deles: o Douro está no Terrassus, tal como o Alentejo no Terrenus e o Ribatejo no Tributo. Outra característica comum é a de serem feitos de uvas de boas vinhas velhas, pelas quais Rui Reguinga se diz fascinado, considerando-as “verdadeiros clássicos à espera de interpretações modernas”, embora confesse idêntico sentimento pelas “vinhas de boa conceção moderna, onde se adivinha um futuro”.

Quando jovem, Rui Reguinga sonhou ser piloto da Força Aérea, mas também chegou cedo a sua paixão pelo mundo dos vinhos, onde tem raízes familiares, pois é filho e neto de vitivinicultores de Almeirim. Com licenciatura em Engenharia Alimentar, pós-graduação em Marketing de Vinhos e especialização em Dégustation des Vins (pela Universidade de Bordéus), criou o projeto Rui Reguinga Enologia, Lda., dedicado a serviços avançados de enologia, que tem dado “apoio aos produtores em praticamente todas as áreas críticas e contribuído para melhorar o seu desempenho e a qualidade dos produtos”. Tem projetos e parcerias de sucesso em Portugal e no mundo: Austrália, Nova Zelândia, Califórnia, Argentina, Chile e Ásia. É um dos enólogos portugueses mais prestigiados e requisitados dentro e fora do País, como consultor de vinhos.

Mas é à produção dos seus próprios vinhos e aos terroir de origem do “Velho Mundo” que retorna sempre, “com saber acumulado e uma dedicação muito especial”, para nos oferecer preciosidades como estas.

Terrassus Reserva Tinto 2012
Feito de uvas de vinhas velhas das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, é um Douro requintado: cor granada, aroma intenso e complexo; paladar encorpado com a qualidade da fruta e a delicadeza dos taninos a evidenciarem-se num conjunto de grande equilíbrio e harmonia; final persistente e impressivo. €45

Terrenus – Reserva Tinto 2013
As uvas são das castas Aragonês, Trincadeira, Grand Noir, Alicante Bouschet e outras autóctones (vinhas velhas) e o vinho caracteriza-se pela cor granada escura, aroma concentrado com notas de frutos pretos, balsâmicos e especiados da barrica, paladar bem estruturado com taninos finos e notável frescura, e final longo e persistente. €38

Tributo Tinto 2015
À base de Syrah com Grenache (10%), Mouvedre (5%) e Viogner (5%), tem cor vermelha-rubi, aroma muito intenso a frutos vermelhos maduros com toque balsâmico da barrica, paladar elegante, equilibrado, fresco e final persistente. €28