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Neste Sangue na Guelra, há sol, comida e conversas com sabor

Comer e beber

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Um festival para discutir o passado e o futuro da nossa gastronomia – com direito a Manifesto para a Cozinha Portuguesa. E também para provar as receitas de vários chefes. O Sangue na Guelra começa esta sexta-feira, 5, em Lisboa

José Avillez será um dos chefes a contribuir para o Manifesto para a Cozinha Portuguesa, que será apresentado no final desta sexta-feira, 5

José Avillez será um dos chefes a contribuir para o Manifesto para a Cozinha Portuguesa, que será apresentado no final desta sexta-feira, 5

Paulo Barata

É a ouvir as palavras sábias da gastrónoma Maria de Lourdes Modesto que se dá início ao simpósio da quinta edição do festival Sangue na Guelra, com o tema Cozinha Portuguesa. E Agora?. A partir desta quinta-feira, 5, no Hub Criativo do Beato, em Lisboa, haverá muito para escutar e discutir. Ana Músico e Paulo Barata, fundadores e organizadores do Sangue da Guelra, convidaram 17 chefes para falarem sobre sangue, sal, frituras e pão. Divididos em quatro grupos de trabalho, apresentarão, durante o simpósio, os resultados dessas conversas. Os porta-vozes de cada equipa serão chefes distinguidos com Estrela Michelin: Alexandre Silva (Loco), Henrique Sá Pessoa (Alma), João Rodrigues (Feitoria) e José Avillez (Belcanto). “Criámos grupos no WhatsApp e incentivámos todos os membros a partilharem experiências, fotografias, vídeos e notas”, conta Ana Músico.

Neste simpósio estarão, ainda, entre outros convidados, Duarte Calvão, diretor do festival Peixe em Lisboa, e Andrea Petrini, escritor, jornalista e curador gastronómico. O dia terminará com a apresentação do Manifesto para a Cozinha Portuguesa, elaborado a partir das conversas que acontecerão ao longo destes cinco anos, com chefes, críticos, investigadores e historiadores gastronómicos. “Não é apenas um papel, a ideia é encontrar um caminho comum, valorizar e proteger os nossos produtos e património gastronómico”, explica Ana Músico.

Nem só a debates se resumirá esta edição do Sangue na Guelra. Há cerca de dois anos que o fotojornalista Paulo Barata tinha o desejo de organizar um festival de comida de rua – e, este ano, foi em frente com a ideia. “Queria ir à origem do street food, fazer algo que se diferenciasse dos festivais das tendinhas e das bifanas gourmet”, diz. Desta vontade nasceu o Blood n’Guts Lisboa Food Festival, com capacidade para receber 1500 pessoas por dia no Hub Criativo do Beato.

Ali será possível degustar (os preços variam entre os €5 e os €7) vários pratos, como faceira de porco grelhada ou tupinambur e ervilhas doces, do chefe de cozinha Pedro Pena Bastos; taco de cato com tempura de camarão, molho sai e salada thai, da autoria do chefe Maurício Vale; choco frito, de Luís Barradas; e rolo de sushi com atum, camarão crocante, crispy bacon, molho de Blood Mary e rebentos de coentros, de Daniel Rente. “Vamos celebrar o nosso sol fantástico neste festival ao ar livre, com pratos originais, que não se encontram nos receituários dos restaurantes destes chefes”, descreve Paulo Barata.

Alexandre Silva, do restaurante Loco, será o porta-voz de uma das equipas formadas para o simpósio do Sangue na Guelra

Alexandre Silva, do restaurante Loco, será o porta-voz de uma das equipas formadas para o simpósio do Sangue na Guelra

O Sangue na Guelra mantém com os habituais jantares Young Chefs with Guts, que vão realizar-se nos dias 14, 15, 16 e 22 deste mês. O primeiro será confecionado por Milton Anes (Lab by Sergi Arola, Sintra), Chase Lovecky (The Clove Club, Londres), Leo Carreira (ex- Viajante, Londres) e Fábio Quiraz (Paparico, Porto) e servido no restaurante Bistro 100 Maneiras, em Lisboa.

Sangue na Guelra > Hub Criativo do Beato > Tv. da Manutenção Militar 118, Lisboa > simpósio: 5 mai, sex 10h-18h, €30 > Blood n’Guts Lisboa Food Festival: 6-7 mai, sáb-dom 12h-22h, €4 > jantares Young Chefs with Guts 14, 15, 16, 22 mai, €130