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Há uma nova Versailles em Belém

Comer e beber

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Duchesse ou croquete, só depende do apetite do cliente. O importante é que, em Lisboa, a Versailles, icónica pastelaria das Avenidas Novas, ganhou uma irmã gémea perto do Tejo

A entrada no restaurante da nova Versailles faz-se pela Calçada da Ajuda

A entrada no restaurante da nova Versailles faz-se pela Calçada da Ajuda

Mário João

A notícia espalhou-se devagarinho e sem qualquer publicidade. Na esquina entre a Rua da Junqueira e a Calçada da Ajuda, abrira a 25 de janeiro uma nova Versailles, construída à imagem da pastelaria original da Avenida da República. No balcão, com cerca de seis metros de comprimento (o do Saldanha tem quase 
16 metros), apareceram doces e salgados de arregalar os olhos e o palato, incluindo as especialidades da casa: duchesses (€1,25), tarteletes de fruta, éclairs, pastéis de nata e croquetes de vitela dourados, de massa consistente e saborosa (€1,10), tudo fabricado ali. Quem conhece a primeira Versailles sabia que a esta nova lhe faltava o restaurante, mas bastaram dois meses de espera.

Só a 30 de março, os clientes puderam começar a deliciar-se com os bifes do lombo e da vazia à Versailles, ou com as outras três versões disponíveis, e pedir o célebre esparregado cremoso. É Antero Jacinto quem gere, a convite de um sócios da Versailles, o lado do restaurante, cuja entrada se faz pelo número oito da Calçada da Ajuda (não tem passagem pela pastelaria). Profissional com mais de 50 anos de experiência na hotelaria – foi proprietário do Pedro Quinto, Bachus e Varanda da União, só para referir alguns – explica o que aqui se pode comer: “A matriz da comida da Versailles, tradicional portuguesa, de qualidade e a preços simpáticos”.

A carta, com várias sugestões, inclui a salada fria de camarão com gaspacho de frutos tropicais (€13,95), bacalhau confitado com couve salteada e esmagada de batata, bochechas de porco estufado com migas alentejanas. A carne e o peixe, sempre frescos, são também trabalhados nos pratos do dia, em grelhados ou em receitas mais complexas. Depois, há os clássicos croquetes de carne, rissóis ou pastéis de bacalhau, servidos com salada russa ou salada mista (€8,50), e cabrito, ao domingo. “Era impensável não incluir estes pratos na carta”, diz o chefe Rui Graça, 43 anos, responsável pela cozinha desta Versailles.

O menu tem ainda outras sugestões, como a sopa de peixe e o risotto de pato com cogumelos do bosque e espargos (tem um tempo de espera de 20 minutos, €14,95), dois pratos que têm saído bem. Quem quiser terminar a refeição ao bom e tradicional estilo da Versailles, deve, claro, pedir o bolo de chocolate. Não haverá arrependimentos, garantimos.

A Versailles Belém tem uma esplanada do lado da pastelaria, com cerca de 30 lugares. Brevemente, será montada uma outra com deck em madeira, do lado do restaurante.

Versailles Belém > Restaurante: Cç. da Ajuda, 8, Lisboa > T. 93 332 4844 > seg-dom 12h-16h, 19h-23h > Pastelaria: R. da Junqueira, 528, Lisboa > T. 21 822 8090 > seg-dom 7h30-22h