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Príncipe Real ou Chiado? Siga o roteiro gastronómico

Comer e beber

Em Lisboa, os restaurantes com assinatura de chefe concentram-se cada vez mais no Príncipe Real e no Chiado. O roteiro gastronómico da cidade passa por estas duas zonas – e só não se trata de uma guerra de bairros porque, no final, eles ainda se juntam todos à esquina

Príncipe Real

Kiko Martins, o viajante
Quando perguntámos que restaurante gostaria de abrir, Kiko Martins começou logo a viajar: “Brasil, México, alguns países de África, Nicarágua...” Nada de estranhar para quem, na companhia da mulher, se lançou num périplo pelo mundo, com passagem por 26 países. E, no regresso, se propôs a trazer-nos o mundo. Primeiro n’A Cevicheria, aberto há dois anos, onde o ceviche, prato-bandeira do Peru, tem honras. Depois, n’O Asiático, onde nos faz viajar pelos sabores do Nepal ao Japão. “Sempre vivi por aqui, gosto muito do Príncipe Real e foi só uma questão de oportunidade”, diz. “O projeto d’O Asiático surgiu na altura em que abri A Cevicheria, foi preciso encontrar o sítio certo, fazer as obras. Durou um ano e meio”, recorda o chefe que, além destes restaurantes, tem também O Talho, nas Avenidas Novas, e A Cafetaria, no edifício da sede da EDP. É ali bem perto, no Mercado da Ribeira, que passam por agora os seus planos. Nos próximos dias, vai abrir O Surf&Turf, com lugares ao balcão e esplanada, e pratos a combinar ingredientes de mar e terra, como o ceviche com pipocas de porco, ou o surf and turf coreano, uma espuma de ostras, tártaro de novilho, pera nashi e alga nori crocante.

A Cevicheria > Rua D. Pedro V, 129 > 
T. 21 803 8815 > seg-dom 12h30-24h 
> O Asiático > R. da Rosa, 317 > 
T. 21 131 9369 > seg-dom 12h30-17h, 19h30-24h

Mário João

Miguel Castro e Silva, O príncipe
Less is more, dizem os britânicos e diz Miguel Castro e Silva, que encontrou, dentro da Embaixada – o palacete em frente ao jardim do Príncipe Real transformado em galeria comercial –, um “cantinho” para fazer uma “cozinha saborosa e descomplicada”. Refere-se aos risotos, tártaros e marinados com ervas frescas, por exemplo, que serve no Less, a funcionar há pouco mais de um ano em parceria com o bar Gin Lovers. Este é o segundo restaurante do chefe na zona, logo a seguir ao De Castro, aberto há três anos na Praça das Flores, onde os sabores lembram uma cozinha portuguesa e de conforto. Dentro de dois meses, Miguel Castro e Silva terá novidades. “São dois restaurantes, num palacete que está a ser recuperado ali na Rua de São Pedro de Alcântara. Um com uma cozinha parecida ao que estou a fazer na cafetaria da Fundação Calouste Gulbenkian. Outro, no último andar, com terraço e uma vista fantástica, onde vou dar largas à minha imaginação”, desvenda. “Acho fantástico haver ali um polo de meia dúzia de restaurantes de experiência, bons. Só temos a ganhar.”

Less by Miguel Castro e Silva > Pç. do Príncipe Real, 26 > T. 21 347 1341 > dom-
-qua 12h-23h, qui-sáb 12h-24h; bar: dom-qua 12h-24h, qui-sáb 12h-2h > De Castro Flores > R. Marcos Portugal, 1 
> T. 21 530 3077 > ter-sáb 12h30-15h, 19h30-23h, dom 12h30-15h

Mário João

Henrique Sá Pessoa, O menino d'oiro I
Se 2016 acabou em beleza para Henrique Sá Pessoa, que viu o seu Alma, no Chiado, receber uma Estrela Michelin, 2017 não começa nada mal. Há 15 dias abriu o Tapisco, um restaurante de ambiente descontraído que casa tapas espanholas com petiscos portugueses, desta feita no Príncipe Real (ver texto na página 101). “O Tapisco estava pensado há um ano e meio, e o objetivo alcançado no Alma, logo ao fim de um ano, fez-nos avançar”, diz Henrique Sá Pessoa, agora, acompanhado pela equipa da empresa Multifood, de Rui Sanches. “Localização, localização, público-alvo”, repete o chefe, para dizer aqueles que são, para si, os três fatores que tornam um negócio viável, assegurado por uma cozinha e serviço de qualidade. E a julgar pelo movimento à porta, parece que o tiro foi (uma vez mais) certeiro.

Tapisco > R. Dom Pedro V, 81 > T. 21 342 0681 > seg-dom 12h-24h

Vasco Lello, O colonizador
A expressão certa, para falar do Café Colonial, no Memmo Príncipe Real, não será restaurante de hotel. O correto será dizer que o hotel aberto em outubro passado tem um restaurante que quer descolar-
-se desse rótulo e entrar no roteiro dos lisboetas. Tanto mais que o local assim o pede – falamos da vista, claro, que as grandes vidraças a toda a volta deixam ver. Quanto à comida, o nome escolhido ajuda a desvendar – uma ementa feita para partilhar (café), inspirada nas viagens que os portugueses fizeram pelo mundo (colonial) que Vasco Lello concretiza na cozinha. “Não havia este entusiasmo, as coisas mudaram muito, tanto no Chiado como aqui no Príncipe Real”, conta o chefe que esteve cinco anos no restaurante Flores do Bairro, no Bairro Alto Hotel. A funcionar no início de abril vai estar o terraço, a convidar os lisboetas para um final de tarde. “A ementa será diferente do restaurante, com uns marinados, uns tártaros e outras coisas pensadas para ligar com os cocktails”, adianta Vasco Lello, que por estes dias já anda em testes na cozinha.

Café Colonial > Hotel Memmo Príncipe Real > R. D. Pedro V, 56 > T. 21 901 6800 > seg-
-dom 12h30-15h, 19h30-22h (qui-sáb cozinha encerra às 23h)

Mário João

Anna Lins, A “sushi woman”
No Miss Jappa, aberto há um ano mesmo em frente ao jardim do Príncipe Real, sentamo-nos à mesa com o novo e o velho Japão, desafiados por Anna Lins, a única sushi woman portuguesa, certificada pela organização All Japan Sushi Association. Trata-se do primeiro projeto a solo da chefe de cozinha (depois de vários anos a trabalhar em conjunto com Paulo Morais, o marido, primeiro no 
Umai, depois no Izakaya), 
e o nome não surge por acaso. 
O restaurante Miss Jappa é dos proprietários da cadeia Go Natural, para a qual Anna Lins trabalha como chefe-executiva. E, antes disso, já ela e Paulo Morais haviam ajudado na carta dos sushi bars do grupo. No Príncipe Real, quis ir um pouco mais além na gastronomia japonesa. Para mostrar que o Japão é muito mais do que sushi e que há outras opções: beringela grelhada com molho dengaku, bacon crocante e rebentos de mizuna, pão cozinhado ao vapor com salmão teriyaki, corvina zukê com puré de maçã verde e “ovas” de yuzu e telha de arroz ou um mais substancial ramen chasuni, com cachaço de porco, 
espinafres, kinchi, cebolo e ovo. 
Tudo novidades na ementa do 
Miss Jappa.

Miss Jappa > Pç. do Príncipe Real, 5 > T. 21 137 9763, 96 783 0693 > ter-
-dom 19h30-24h, sex-dom até 1h30, sáb-dom 12h30-15h

Chiado

José Avillez, O rei
José Avillez tem a capacidade de transformar em ouro tudo o que toca. É que ter cinco restaurantes e um “Bairro” no Chiado é obra, 
a exigir trabalho certeiro e equipa bem oleada. Estreou-se na zona, em 2011, com o seu Cantinho do Avillez. No Belcanto, sobressai a sua criatividade – é o único restaurante em Lisboa com duas Estrelas Michelin. Depois, no Bairro do Avillez, tem uma taberna, uma mercearia, uma charcutaria, uma marisqueira e – acabadinho de estrear – o Beco-Cabaret Gourmet.

Cantinho do Avillez > R. Duques de Bragança, 
7 > T. 21 199 2369 > seg-sex 12h30-15h, 19h-24h, sáb-dom 12h30-24h > Belcanto > Lg. de São Carlos, 10 
> T. 21 342 0607 > ter-sáb 12h30-15h, 19h-23h > Café Lisboa > Lg. de S. Carlos, 23 
> T. 21 191 4498 > seg-dom 12h-24h > Mini Bar Teatro > R. António Maria Cardoso, 58 
> T. 21 130 5393 > seg-dom 19h-1h > Pizzaria Lisboa > R. Duques de Bragança, 5H 
> T. 21 155 4945 > seg-sex 12h30-15h, 
sáb 12h30-24h, dom 12h30-23h > Bairro do Avillez > R. Nova da Trindade, 18 
> T. 21 583 0290 > seg-dom 12h-24h

Ljubomir Stanisic, O “enfant terrible”
“Parecem cogumelos”, exclamou Ljubomir Stanisic, do 100 Maneiras e Bistro 100 Maneiras. “Adoro concorrência, saudável e de jeito, obriga-me a trabalhar mais”, rematou depois o chefe que é a cara do programa Pesadelo na Cozinha, da TVI. Quando há seis anos abriu o Bistro 100 Maneiras, no lugar do antigo Bachus, “não havia, tirando o Tavares Rico, nada aqui à volta”. A palavra bistro, que em sérvio significa “limpo”, resume o tipo de cozinha de Stanisic: sem manhas, quer se fale nas pork ribs com batata camponesa, no arroz de cabidela, nas lulas-de-anzol grelhadas com risotto de lima, ou na espuma de queijo, sorvete de goiaba e crumble de amêndoa. O ambiente descontraído e o bar de cocktails (dos melhores de Lisboa) fazem deste restaurante um dos mais apetecidos. “Lisboa atingiu um pico de turismo inédito, as ruas renovam-se, surgem novas ideias e isso é importante para a cidade”, diz o chefe que anuncia novidades para o 100 Maneiras. “Muito em breve vamos começar as obras umas portas ao lado para nos mudarmos, espero eu, no verão.”

100 Maneiras > R. do Teixeira, 35 > T. 91 030 7575 > seg-dom 19h30-2h (cozinha encerra às 23h) > Bistro 100 Maneiras > Lg. da Trindade, 9 > T. 91 030 7575 > seg-sáb 19h30-2h (cozinha encerra às 24h)

André Magalhães, O 'taberneiro'
Quem entra na Taberna da Rua das Flores vai encontrar, na ementa escrita a giz, iscas com elas, meia desfeita de bacalhau, raia alhada, sável com açorda de ovas e outros petiscos, feitos em doses para partilhar, à volta das mesas com tampo de mármore. À comida das antigas tascas lisboetas, André Magalhães, que há cinco anos se lançou nesta aventura de ser “taberneiro” com dois sócios, abre portas a influências de outras paragens, como a moqueca de pampo ou o picadinho de carapau, que noutro restaurante levaria o nome de tártaro. A Taberna da Rua da Flores faz parte da primeira leva de restaurantes que criou uma certa movida no Chiado. “E que está a viver agora uma dinâmica interessante, com gente com provas dadas e válidas. O que faz com que as pessoas venham. Além disso, os turistas já perceberam que na Baixa é só armadilhas”, observa André Magalhães, que já tem planos para abrir outro restaurante. “Não podia ser longe, até por uma questão logística. Vamos explorar outras abordagens e, se tudo correr bem, abrimos dentro de três meses.” Certo, certo é que vai ser maior.

Taberna da Rua das Flores > R. das Flores, 103 > T. 21 347 9418 > seg-sáb 18h-24h

Mário João

Henrique Mouro, O senhor do arroz
Desengane-se quem pensa que um restaurante que tem no arroz o seu produto principal possa limitar a criatividade de um chefe de cozinha. Sobretudo quando falamos de Henrique Mouro, a quem não falta currículo e provas dadas: foi Cozinheiro do Ano em 2001, passou pelo Bica do Sapato e pelo Tavares, e esteve à frente do Assinatura. A abertura do Bagos Chiado, em julho passado, marca o seu regresso à frente da cozinha de um restaurante em Lisboa e logo para o Chiado. “É um belo núcleo que se está aqui a formar e é bom fazer parte disso também”, diz. Das entradas às sobremesas, a ementa é integralmente dedicada aos arrozes. De vários tipos – carolino, que faz o polvo em vinho tinto, arroz de castanhas e batata-doce, mais aveludado; basmati e tailandês, em pratos a piscar o olho ao Médio Oriente e à Ásia. Mas também recorrendo a produtos derivados, como nas navalheiras numa bisque com asas de morcego, em que o caldo é ligado com farinha de arroz. Nas sobremesas, o bolo de chocolate com arroz-
-doce no recheio mostra até onde se pode ir.

Bagos Chiado > R. António Maria Cardoso, 15B > T. 21 342 0802 > ter-sáb 12h-15h, 19h-23h

Luis Barra

Susana Felicidade, A caseirinha
Quando Susana Felicidade soube do concurso para explorar o restaurante da sede da Associação Nacional de Farmácias, foi na esplanada “com uma vista fantástica” que ficou a pensar. “Se tivesse escolhido pela zona, não teria vindo para aqui porque há seis anos, quando abri o Pharmacia, o ambiente, sobretudo à noite, não era muito simpático”, conta a chefe, que hoje divide o seu tempo entre o Chiado e a Cozinha da Felicidade, no Mercado da Ribeira. O Museu da Farmácia, no mesmo edifício, serviu de inspiração à decoração e, para a cozinha, levou aquilo que melhor sabe fazer: comida de conforto, portuguesa, feita de receitas tradicionais que pega e atualiza, e com os seus produtos-fetiche – batata-doce de Aljezur, mariscos, xerém, ervas aromáticas e medronho. “Danny Meyer foi pioneiro a marcar tendências em Nova Iorque por escolher sempre localizações para os seus restaurantes fora do roteiro. Também para mim, o desafio é mais interessante se abrir num sítio que ainda não foi descoberto. Os turistas não vão acabar e depois há sempre quem prefira fugir do óbvio”, diz Susana, que já encontrou uma morada para o seu novo restaurante. “É perto daqui, mas não é no Chiado.”

Pharmacia > R. Marechal Saldanha, 2 
> T. 21 346 2146 > seg-dom 12h-1h

Henrique Sá Pessoa, O menino d'oiro II
“O Chiado não era uma das opções, era o único lugar onde eu queria reabrir o Alma”, diz Henrique Sá Pessoa. “Pelo tipo de restaurante e para as minhas aspirações, tinha que ser uma zona movimentada, onde o meu público-alvo estivesse”, justifica. 
“E senti, mesmo com o Belcanto ou com o 100 Maneiras, que na zona havia espaço para mais um restaurante de alta cozinha. Se um está cheio, há opções. E isso é bom, porque traz mais gente.” Tiro certeiro de Henrique Sá Pessoa, só podemos concluir, que sem toalhas brancas ou serviço formal – e apenas um ano depois da abertura na Rua Anchieta –, viu reconhecida a qualidade do seu trabalho com a atribuição de uma Estrela Michelin. A imponência do local 
– uma sala de pedra abobadada, num prédio com 400 anos de história, que estava nas mãos da Livraria Bertrand – e a “parceria com o experiente empresário Rui Sanches, do grupo Multifood”, foram outros dos fatores determinantes, destaca o chefe que abriu, há 15 dias, o Tapisco, no Príncipe Real.
Alma > R. Anchieta, 15, Lisboa > T. 21 347 0650 
> ter-12h30-15h, 19h-23h

Bruno Rocha, O contador de histórias
“Foi uma mudança de vida radical”, conta Bruno Rocha que, depois de vários anos no Tivoli Vitória, em Vilamoura, regressou a Lisboa para assumir, no início de 2016, a cozinha do Flores do Bairro, no Bairro Alto Hotel. “Estou no coração da cidade, a concentração de bons chefes por metro quadrado é grande, e, nesse sentido, o desafio é maior. A concorrência é séria, mas saudável, e isso também é interessante”, afirma. No Flores do Bairro, Bruno Rocha faz-se valer do receituário português para depois reinventar a tradição em pratos para serem partilhados à mesa. O bacalhau à Brás do Bairro, um dos mais pedidos, é uma versão desconstruída do clássico, a patanisca “chata” do fiel amigo acompanha com maionese de ovas de salmão, e a meia desfeita de bacalhau com grão-de-bico
 “é um prato típico bastante estimado por grandes escritores como Eça de Queirós e Ramalho Ortigão”, destaca o chefe. Os Camarões da Mouraria, uma novidade nas entradas, são uma homenagem ao bairro lisboeta e às suas muitas culturas, representadas na diversidade de condimentos: óleo de palma, leite de coco, chili, coentros e gengibre. “Não estamos só a fazer comida, queremos contar também uma história. Quem nos visita tem que vivenciar a cidade, comer carapaus fritos com arroz de tomate.”

Flores do Bairro > Bairro Alto Hotel > Pç. Luís de Camões, 2 > T. 21 340 8288 > seg-dom 13h-15h, 19h30-23h

A meio caminho

The Insólito
Podíamos demorarmo-nos nos elogios ao elevador cheio de charme que nos leva ao restaurante e bar The Insólito, no último andar de um palacete em frente ao Miradouro de São Pedro de Alcântara. Ou na vista que dali se tem para o Castelo de São Jorge, a Sé de Lisboa e o Tejo. Para dizer que vale a pena ir com tempo, chegar cedo, apreciar o pôr do Sol e com vontade de experimentar, à mesa, algumas combinações insólitas. Mas do que aqui também importa falar é que, com a saída do chefe Nuno Bandeira de Lima para o Infame, o The Insólito vai ter novo comandante na cozinha. O nome será anunciado em breve. R. de São Pedro de Alcântara, 83 > T. 21 130 3306 > ter-qua 18h-24h, qui-sáb 18h-1h

Os próximos inquilinos

Dois chefes que regressam, um projeto a dois e uma estrela pop internacional – assim se resumem as novidades mais fresquinhas dos bairros lisboetas do Príncipe Real e do Chiado

Jamie Oliver quer abrir um restaurante em Lisboa nos próximos tempos. Foi assim que a RTP lançou a notícia, em dezembro passado. Não foi o chefe britânico que o disse de viva-voz, na entrevista feita a propósito do seu último livro As Receitas de Natal do Jamie Oliver, mas o canal de televisão deu como certa essa intenção no final da peça. Em janeiro, Duarte Calvão descrevia no blogue Mesa Marcada a localização exata do restaurante no Príncipe Real: em plena praça, num prédio cor de rosa onde antes funcionou uma agência bancária do Deutsche Bank. Quanto ao tipo de restaurante que Jamie Oliver trará para Lisboa, aceitam-se apostas, mas, tendo em conta que o seu Jamie's Italian, dedicado à cozinha italiana, é o formato que o chefe tem levado para fora do Reino Unido, talvez seja isso que vai acontecer.

Quem também se prepara para, em maio, ir para o Príncipe Real é Diogo Noronha, mais precisamente na Rua da Escola Politécnica, no prédio azul em frente à pizzeria Zero Zero, onde antes funcionou o Origami, confirmou-nos Rui Sanches, do Multifood, grupo ao qual o chefe se associou, depois de ter estado três anos à frente dos restaurantes Rio Maravilha, na LX Factory, e Casa de Pasto, no Cais do Sodré (do grupo Mainside).
Mudamos agora nós de bairro, o Chiado, para dizer que é no Largo das Belas Artes que Vincent Farges se prepara para abrir, daqui a dois meses, o seu restaurante. O chefe de cozinha francês, que esteve dez anos à frente do Fortaleza do Guincho, em Cascais (onde ganhou uma Estrela Michelin), saiu em julho de 2015, para ir trabalhar no Sandy Lane, um dos resorts mais luxuosos nos Barbados, Caraíbas. Na altura, Vincent Farges partiu com bilhete de ida e volta e, dois anos depois, “com muitas saudades dos vinhos portugueses e dos citrinos alentejanos [que usava na Fortaleza do Guincho]”, está mesmo de volta.
Por último, falamos de 
Marlene Vieira e João Sá, que também andam de namoro pelo Chiado, mais concretamente pelo Largo de Camões. “Ainda não temos uma data”, disse Marlene Vieira, que está no Mercado da Ribeira e abriu, no início de abril, um restaurante no Taguspark, em Oeiras.