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Viagens no prato no restaurante Infame

Comer e beber

Há sabores de Portugal e do Oriente no restaurante Infame que ocupa o rés do chão do novíssimo Hotel 1908, no Intendente, em Lisboa

Aberto no final de janeiro, o Infame ocupa o rés do chão do novíssimo Hotel 1908, no edifício distinguido com o Prémio Valmor em 1908

Aberto no final de janeiro, o Infame ocupa o rés do chão do novíssimo Hotel 1908, no edifício distinguido com o Prémio Valmor em 1908

Antes de se mudar para o restaurante Infame, no bairro do Intendente, em Lisboa, o chefe de cozinha Nuno Bandeira de Lima palmilhou as ruas do Martim Moniz e da Mouraria, numa espécie de visita de estudo. Quis conhecer os hábitos das diversas culturas que ali vivem, visitando alguns dos seus restaurantes de gastronomias chinesa, indiana e do Bangladesh. Foi este o ponto de partida para criar a ementa do Infame, aberto no final de janeiro no rés do chão do novíssimo Hotel 1908, no edifício distinguido com o Prémio Valmor em 1908.

Já quando era o responsável pelas cozinhas dos restaurantes The Insólito e The Decadente, perto do Príncipe Real, costumava fazer algumas compras no Martim Moniz. Nas lojas e nos pequenos supermercados orientais do bairro encontra o que precisa para preparar os novos pratos: beringela roxa, pasta de arroz, massa de ervilha, togarashi, entre outros. “Há alguns lojistas, a maioria chineses e indianos, que quando me veem põem logo a mão na cabeça. Já sabem que vou fazer muitas perguntas. É que alguns frascos e embalagens só têm rótulos em chinês”, conta Nuno Bandeira de Lima.

A viagem à mesa começa no Bangladesh, para experimentar os pastéis veggie pakoras (€7). São parecidos com as nossas pataniscas, mas em vez de bacalhau têm diversos legumes. Comem-se à mão e molham-se na maionese com togarashi (uma especiaria japonesa feita com casca de laranja, sésamo, pimentas, malaguetas, salsa e tomilho). Segue-se uma visita ao Vietname, para sorver a Pho Go!, um caldo de rabo de boi com noodles de arroz e pak choi (€7). Já nos pratos principais, a carta leva-nos à China com a pasta Valmor (€11), inspirada numa receita de beringela que o chefe experimentou na cantina chinesa Mi Dai, ali bem perto, na Mouraria. É uma pasta de arroz com pak choi, beringela roxa e molho miso ou soja.

Quem preferir os sabores mais portugueses poderá escolher o polvo Paul, assado com batata-
doce, acelgas e crocante de arroz (€14). “Até agora, tem sido o mais pedido”, revela Nuno Bandeira de Lima. Para terminar, entre outras sugestões, está um bolo de tâmaras, caramelo de whisky e gelado de lúcia-lima (€5). O chefe chamou-lhe Má Vida – e nós não dissemos que não.

No Infame servem-se refeições a todas as horas do dia, do pequeno-almoço ao jantar. O menu de almoço inclui entrada, prato do dia, sobremesa, bebida e café (€12,50)

Infame > Hotel 1908 > Lg. Intendente Pina Manique, 4, Lisboa > T. 21 880 4008 > seg-dom 7h30-10h30, 12h-15h, dom-qui 19h-22h30, sex-sáb até 23h