Visão Sete

Siga-nos nas redes

Perfil

A cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian está como nova

Comer e beber

  • 333

O chefe de cozinha Miguel Castro e Silva tem um novo poiso. A Cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para onde levou receitas já conhecidas, outras reinventadas e outras, ainda, novinhas em folha

“Era urgente renovar este espaço, que era muito feio. Parecia um self-service dos anos 70. Fizemos obras em tempo recorde e abrimos a cozinha, aproveitando o balcão, o mais possível”, diz Miguel Castro e Silva, agora responsável pela Cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian

“Era urgente renovar este espaço, que era muito feio. Parecia um self-service dos anos 70. Fizemos obras em tempo recorde e abrimos a cozinha, aproveitando o balcão, o mais possível”, diz Miguel Castro e Silva, agora responsável pela Cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian

José Caria

Depois de anunciarmos nas páginas da VISÃO Se7e que Miguel Castro e Silva tinha assumido a cozinha da Cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, não nos demorámos a satisfazer a curiosidade. Nós, e uma pequena multidão de clientes. “No domingo passaram por cá cerca de 600 pessoas”, conta o chefe. Desde o início de fevereiro que tudo o que ali se pode comer, do pequeno-almoço ao lanche, tem a sua assinatura.

Uma das grandes novidades da ementa são os pastéis, com diferentes combinações de sabores, criados a pedido da empresa I Love Nata, especializada na venda de pastéis de nata em Londres. “Queriam apostar nos paladares salgados, por isso, pediram-me que desenvolvesse as receitas. Nestas coisas sou muito purista, mas decidi aceitar. Fiz os ensaios e gostei do resultado final”, conta Miguel Castro e Silva. E são estes pastéis que estão bem à vista no novo balcão: de bacalhau com natas; pescada e espinafres; frango e cogumelos; frango e alho francês e os vegetarianos.

“Era urgente renovar este espaço, que era muito feio. Parecia um self service dos anos 70. Fizemos obras em tempo recorde e abrimos a cozinha, aproveitando o balcão, o mais possível”, explica Castro e Silva. Desde a inauguração que não tem tido mãos a medir. Apesar dos outros três restaurantes que comanda em Lisboa (DeCastro Flores, na Praça das Flores, Less by Miguel Castro e Silva, na Embaixada, no Príncipe Real, e um food corner no Mercado Time Out), é nesta cafetaria que tem passado os seus dias – a supervisionar, a cozinhar e, quando é necessário, a servir os clientes.

Para a ementa da cafetaria, Miguel Castro e Silva recuperou a sua receita de quiche de tomate que aqui acompanha com salada de alface, rúcula e tomate

Para a ementa da cafetaria, Miguel Castro e Silva recuperou a sua receita de quiche de tomate que aqui acompanha com salada de alface, rúcula e tomate

José Caria

A ementa inclui o famoso bacalhau à Brás (€9,50), as francesinhas (€9,90) e o arroz de polvo Provençal (€9,90), que também estão presentes no Mercado da Ribeira. Mas há mais para saborear, lá dentro ou na esplanada virada para o jardim. Como a quiche de tomate, acompanhada por salada de alface, rúcula e tomate. “Já não fazia esta quiche há nove anos. Parece uma pizza, mas não”, descreve o chefe. E parece mesmo. À hora de almoço, há sempre uma sopa (€1,80) e um prato de peixe, outro de carne (ambos €9) e um vegetariano (€8,50), que podem ser pedidos sozinhos ou em menu (sopa, prato principal, bebida e café, €12,50). Quem preferir uma sugestão mais leve, tipo petisco, terá sardinha fidalga em pão de Mafra (€5,50), saladinhas várias e tartes.

Esta não é a estreia de Miguel Castro e Silva na Fundação Calouste Gulbenkian. “Costumo fazer aqui jantares temáticos. Lembro-me de um que preparei em torno da exposição do artista José Escada, onde usei ingredientes portugueses com técnicas francesas”, recorda. Um dois-em-um perfeito, este: alimentar o estômago na cafetaria e alimentar a alma nas salas de exposição – ainda mais agora que ali está José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno.

José Caria

Cafetaria do Museu Calouste Gulbenkian > Av. de Berna, 45A, Lisboa > qua-seg 10h-18h